Surpreendentes porque, sendo certo que as pessoas são essencialmente egocêntricas e defendem os seus próprios direitos, a expressão dessa vontade é esmagadora, em especial nas leis laborais, e muito significativa nos direitos sociais (liberdade de expressão, saúde, educação).
Os resultados não surpreendem na medida em que parece completamente interiorizada a ideia de que há "um inimigo", uma malandragem, que só lá vai com medidas draconianas, como a prisão perpétua e a inversão do ónus da prova no enriquecimento ilícito. Felizmente, houve o bom senso de nada perguntar acerca da pena de morte...
Estes são igualmente números de esperança e de desesperança.
De desesperança, porque, essencialmente, eles representam a agenda do CH. Não é por acaso que esse partido tem posições ambíguas sobre o pacote laboral. Essa não é a sua agenda, mas antes a da radicalização nos temas civilizacionais.
Do lado da esperança, resulta desta sondagem que a esmagadora maioria percebe o que está em causa no ataque aos direitos sociais. E está contra.












