Uma semana depois das Presidenciais, Pedro Passos Coelho decidiu estragar as previsões para 2026 dos comentadores astrólogos. Só lhe faltou concluir: contem comigo. Prefere, certamente, que a onda cresça.
Numa intervenção e em declarações aos jornalistas, às quais a Lusa dedicou uns inusitados, mas justificados, 8 mil caracteres, o governo do PSD foi o principal alvo, mas houve afirmações qb que indiciam outros voos.
Registo de algumas afirmações de PPC, respigadas da Lusa (a partir de notícias online de acesso livre. Foto: Lusa - Manuel Almeida):
ⓧ A reforma do Estado não se faz com powerpoints.
ⓧ Quem vai para o Governo e chama as pessoas para preparar uma grande reforma, o que vai gerir é comunicação política.
ⓧ Não é preciso nomear um ministro para esse efeito [reforma do Estado]. É contínuo.
ⓧ Podemos chamar os consultores que quisermos. Todos os consultores externos trazem grandes vantagens (...), mas, normalmente, não sabem nada do que se passa num sítio onde a gente quer mudar.
ⓧ Há um conjunto de situações em que o Estado falha.
ⓧ Os serviços não estão adequadamente financiados, não houve investimento suficiente para que eles possam desempenhar no longo prazo a sua missão.
ⓧ É patente que o Estado não exerce [a] função regulatória adequadamente.
ⓧ A maior parte das pessoas que concorrem [a cargos de direção no Estado] sabe que já está decidido antes de o concurso ser feito. Por razões que são, de resto, alheias à própria CReSAP. Têm que ver com a forma como os governantes se comportam.
ⓧ O Estado hoje ainda é um óbice muito grande ao crescimento da economia. E cada vez, me parece, a sua qualidade tem vindo a cair de forma mais gravosa.
ⓧ Há uma espécie de empresas que se especializaram na captação desses fundos [europeus] e que impedem que outras possam aceder a eles.
ⓧ Veja qual é a previsão que há para crescimento per capita a partir de 2027: é miserável, e mesmo sem ser per capita, é miserável.
ⓧ Não podemos ficar de braços cruzados. Não estamos bem. Isto não pode continuar assim
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