Fernando Gil


Acontece-me com alguma frequência, para não dizer sempre: procurar algo, com insistência, persistência. 
Algo que não me faz falta alguma, procurar apenas pelo prazer de procurar. Pode ser, apenas para dar exemplos reais e recentes, um livro, um vinho, um cardigan, uma cadeira. Houve o tempo dos discos, até ao dia em que descobri que já nem aquele carro aceitava discos.

Uma das recentes fixações, na verdade com alguns anos, era um livro de Fernando Gil. Não exatamente um livro concreto, mas um livro, de um pequeno conjunto da sua obra, que saberia identificar quando encontrasse.

Fernando Gil foi o filósofo português mais influente da segunda metade do século XX e que, como costume acontecer neste país, caiu em absoluto esquecimento após a sua morte, há umas duas décadas.

Acontece que, li nos jornais desta semana, a INCM vai reeditar as obras de Fernando Gil. Vou finalmente poder comprar um livro dele, mas vou perder o prazer de procurar os seus livros. O que vale é que tenho uma lista, mental e não só, de tantas outras coisas para procurar. Chegue-me a vida.


Cartaz de um colóquio na Gulbenkian, durante o qual será lançado o primeiro livro da INCM


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