The growing equality of the sexes is one of the biggest achievements of the post-war era: people have greater opportunities than ever before to achieve their ambitions regardless of their gender. But some men have failed to cope with this new world. It is time to give them a hand.
Canções para o resto da vida [33]
O que mais espanta nesta canção é a relativa contradição entre a sofisticação da letra (a elaborada referência às rosas, p ex) e o universo do qual provém - o country mais tradicional.
I guess the reason we're not talkin'
There's so little left to say we haven't said
While a million thoughts go runnin' through my mind
I find I haven't spoke a word
No vídeo, há outro elemento desconcertante: as duas crianças que fingem fazer coro, numa canção de temática tão adulta (or so they say...). Um dispositivo que sublinha a ironia amarga em que toda a canção assenta.
Quanto ao Elvis Costello, também é espantosa a forma como se faz passar por crooner (a versão de "She", por exemplo), quando, me parece - ao vivo, pelo menos, é assim - que se trata de um fulano com uma voz relativamente fraca.
Versão original: Jerry Chesnut
Versão que fez sucesso: George Jones + Alan Jackson
Elvis Costello - A Good Year for the Roses (1970-1981)
There's so little left to say we haven't said
While a million thoughts go runnin' through my mind
I find I haven't spoke a word
Canções para o resto da vida [32]
Uma canção de amor-amor (uff, ainda as há).
A versão mais conhecida é de Nina Simone, mas Bowie dá-lhe uma luminosidade pop incrível. A Cat Power tem uma versão de que gosto apenas nos dias pares, como sucede acontecer-me sempre com a Cat.
A canção parece que foi escrita para o cinema, banda sonora de filme com o mesmo nome, mas eu sobre cinema nada posso confirmar.
David Bowie - Wild Is the Wind (1957-2000)
A versão mais conhecida é de Nina Simone, mas Bowie dá-lhe uma luminosidade pop incrível. A Cat Power tem uma versão de que gosto apenas nos dias pares, como sucede acontecer-me sempre com a Cat.
A canção parece que foi escrita para o cinema, banda sonora de filme com o mesmo nome, mas eu sobre cinema nada posso confirmar.
David Bowie - Wild Is the Wind (1957-2000)
Canções para o resto da vida [31]
Françoiz Breut é (ou era) uma ilustradora francesa que vive (ou vivia) em Bruxelas e que foi (já não deve ser, mesmo, simples lei das probabilidades...) namorada de Dominique A., um francês muito cá de casa.
Françoiz Breut - Km 83 (2005)
Comment vivre une vie dans ces rues la
Dans ces artères blessées par des batisseurs préssés
Mieux vaut vite s'en aller a la renverse
Il n'y aura personne, et tu me berceras
Et la, dessous l'averse
Contre la roche
Nul ne vous voit
Je suis à la renverse
Comme j'esperais
Je sens tes bras
Qui me bercent.
Do que gosto nesta canção, escrita pelos dois, é a letra puramente cinematográfica - um encontro, por assim dizer, à la renverse, no quilómetro 83.
Françoiz Breut - Km 83 (2005)
Comment vivre une vie dans ces rues la
Dans ces artères blessées par des batisseurs préssés
Mieux vaut vite s'en aller a la renverse
Il n'y aura personne, et tu me berceras
Et la, dessous l'averse
Contre la roche
Nul ne vous voit
Je suis à la renverse
Comme j'esperais
Je sens tes bras
Qui me bercent.
Canções para o resto da vida [30]
Quando é que um canção atinge o estatuto de clássico, ou standard?
Bee Gees - To Love Somebody (1967)
in my brain
i see your face again
i know my frame of mind
you ain't got to be so blind
and i'm blind, so so very blind.
Claro que, se tiver sido assinada por Cole Porter ou Lennon/McCartney, ou tiver sido cantada pelo Francis Albert, esse estatuto é quase automático. Mas, e as outras? Que critério usar: a popularidade, as vendas, a quantidade de versões, a inovação da escrita, o impacto social (cof, cof)?
Enquanto fingem que pensam no assunto, vou ouvir este standard dos Bee Gees. Estávamos em 1967, os rapazes tinham acabado de sair da Austrália para descobrir o mundo e, felizmente (ou não...), ainda não tinham descoberto o falsetto.
E há ainda uma constelação de versões (no Youtube e já quase todas replicadas neste blogue), das quais gosto: Nina Simone, Eric Burdon & The Animals, Janis Joplin, Tom Jones, Damien Rice & Ray Lamontagne, Scott Matthew, Mazgani.
Bee Gees - To Love Somebody (1967)
in my brain
i see your face again
i know my frame of mind
you ain't got to be so blind
and i'm blind, so so very blind.
Canções para o resto da vida [29]
A banda é de Nova Iorque e chamava-se Asobi Seksu (playful sex, em japonês).
Lembro-me de como ouvi a primeira vez esta canção, mas isso agora não vem ao caso.
É boa para ouvir e não pensar muito no assunto. Especialmente, a versão original. A versão acústica já dá que pensar.
Assobi Seksu - Thursday (30-05-2006)
Lembro-me de como ouvi a primeira vez esta canção, mas isso agora não vem ao caso.
É boa para ouvir e não pensar muito no assunto. Especialmente, a versão original. A versão acústica já dá que pensar.
Assobi Seksu - Thursday (30-05-2006)
Canções para o resto da vida [28]
Há uma versão de Norma Waterson, a enorme voz da folk britânica, que pode servir de caução contra os preconceitos.
Nada chega, porém, a esta versão, acompanhada apenas por guitarra acústica e pelos no peito.
Queen - Love of My Life (1975-1981)
Nada chega, porém, a esta versão, acompanhada apenas por guitarra acústica e pelos no peito.
Queen - Love of My Life (1975-1981)
Canções para o resto da vida [27]
José Mário Branco é um dos meus músicos portugueses preferidos. Músico, na acepção mais vasta da palavra (compositor, cantor, produtor - de José Afonso a Camané).
Esta canção tem uma letra fabulosa, pessoana como poucas. O último verso poderia ser um lema de vida.
Na versão original, a inquietação da letra é sublinhada pelo acompanhamento jazzístico. A versão dos Dead Combo e Camané é muito boa.
Dead Combo + Camané - Inquietação (1979-2013)
Mas sei que essa coisa é que é linda!
Esta canção tem uma letra fabulosa, pessoana como poucas. O último verso poderia ser um lema de vida.
Na versão original, a inquietação da letra é sublinhada pelo acompanhamento jazzístico. A versão dos Dead Combo e Camané é muito boa.
Dead Combo + Camané - Inquietação (1979-2013)
Mas sei que essa coisa é que é linda!
Canções para o resto da vida [26]
Do que gosto especialmente nos Band of Horses são as guitarras a esgalhar.
Pura poesia.
Nesta canção (esta versão ao vivo é igualzinha à do disco), não há nada disso.
Como num quadro do Magritte, esta não é uma canção de amor.
Band of Horses - Long Vows (2012)
i'm in the running
you got me where you want me
Pura poesia.
Nesta canção (esta versão ao vivo é igualzinha à do disco), não há nada disso.
Como num quadro do Magritte, esta não é uma canção de amor.
Band of Horses - Long Vows (2012)
i'm in the running
you got me where you want me
Canções para o resto da vida [25]
'Rumours' é seguramente um dos discos que mais vezes ouvi.
Os Fleetwood Mac são, apesar de Stevie Nicks, uma das minhas bandas de culto, o que talvez seja um tudo-nada embaraçante.
Esta é uma das minhas canções de amor preferidas.
Fleetwood Mac - Songbird (1977)
and the songbirds are singing
like they know the score.
Os Fleetwood Mac são, apesar de Stevie Nicks, uma das minhas bandas de culto, o que talvez seja um tudo-nada embaraçante.
Esta é uma das minhas canções de amor preferidas.
Fleetwood Mac - Songbird (1977)
and the songbirds are singing
like they know the score.
Canções para o resto da vida [24]
Ideia para negócio: um despertador que comece todas as manhãs com esta canção, e só com esta canção.
Há uma versão muito boa, num disco ao vivo de Gilberto Gil, que é excelente para ouvir bem alto, no carro nestes dias amenos.
Bob Marley é aquele fulano que está sempre ali, deitado numa rede, a dedilhar uma guitarra, com aquele sorriso 'don't worry'. Um fulano confiável.
Bob Marley - Three Little Birds (1977)
Há uma versão muito boa, num disco ao vivo de Gilberto Gil, que é excelente para ouvir bem alto, no carro nestes dias amenos.
Bob Marley é aquele fulano que está sempre ali, deitado numa rede, a dedilhar uma guitarra, com aquele sorriso 'don't worry'. Um fulano confiável.
Bob Marley - Three Little Birds (1977)
Canções para o resto da vida [23]
Esta canção dava uma enciclopédia.
Responde por três títulos 'C'Est La Vie', 'You Never Can Tell' e 'Teenage Wedding'.
Foi escrita na prisão.
Pode ser rock'n'roll ou country, conforme o gosto do freguês, quer dizer, do intérprete.
O autor, Chuck Berry, surge nas enciclopédias como o fulano que levou algum conteúdo ao tal do rock'n'roll (um intelectual, portanto...), mas do que gosto mesmo nele é o apurado sentido de humor.
Travolta e Thurman tornaram-na ainda mais famosa numa cena do Pulp Fiction.
Das versões que conheço, gosto muito da de Bruce Sprinsgteen, mas prefiro esta, do próprio Chuck Berry. Fabuloso, o à-vontade com que se move 'dentro' da canção. Fabulosa, a subtileza da guitarra.
Chuck Berry - C'Est La Vie (1964-1972)
They had a hi-fi phono, boy, did they let it blast
Seven hundred little records,
all rock, rhythm and jazz
But when the sun went down,
the rapid tempo of the music fell
"C'est la vie", say the old folks,
it goes to show you never can tell.
Responde por três títulos 'C'Est La Vie', 'You Never Can Tell' e 'Teenage Wedding'.
Foi escrita na prisão.
Pode ser rock'n'roll ou country, conforme o gosto do freguês, quer dizer, do intérprete.
O autor, Chuck Berry, surge nas enciclopédias como o fulano que levou algum conteúdo ao tal do rock'n'roll (um intelectual, portanto...), mas do que gosto mesmo nele é o apurado sentido de humor.
Travolta e Thurman tornaram-na ainda mais famosa numa cena do Pulp Fiction.
Das versões que conheço, gosto muito da de Bruce Sprinsgteen, mas prefiro esta, do próprio Chuck Berry. Fabuloso, o à-vontade com que se move 'dentro' da canção. Fabulosa, a subtileza da guitarra.
Chuck Berry - C'Est La Vie (1964-1972)
They had a hi-fi phono, boy, did they let it blast
Seven hundred little records,
all rock, rhythm and jazz
But when the sun went down,
the rapid tempo of the music fell
"C'est la vie", say the old folks,
it goes to show you never can tell.
Ron Sexsmith - Lord Knows [2015]
things will get better i know
how do i know? where else could it go
Canções para o resto da vida [22]
Pressentes aventura no som das hélices de um quadrimotor e, afinal, é apenas a rotina abafada da ventoinha do posto de polícia... Às vezes, o amor é assim mesmo e só resta inventar novas palavras. Como anamour.
Serge Gainsbourg era bom, muito bom, a inventar palavras e a brincar com elas. Brincar com as palavras é uma das melhores maneiras de lidar com essa coisa estranha da vida. De fintar a desilusão.
Serge Gainsbourg - L'Anamour (1972)
Serge Gainsbourg era bom, muito bom, a inventar palavras e a brincar com elas. Brincar com as palavras é uma das melhores maneiras de lidar com essa coisa estranha da vida. De fintar a desilusão.
Serge Gainsbourg - L'Anamour (1972)
O que ouvimos quando ouvimos uma canção? Ouvimos a canção, certamente, a sua essência, mas ouvimos também a sua circunstância: a voz, os instrumentos, o modo como tudo se conjuga, o ar do tempo que a ela se agarra. E ouvimos também, nas canções, a nossa voz interior, o modo de ouvir que faz com que canção possa ser uma e tantas coisas, conforme quem a ouve.
Este quarto disco de Mazgani é uma excelente proposta para o jogo de ouvir canções. Pegue-se no disco e [o resto vem na Time Out desta semana]. Ou aqui.
Calexico - Falling From the Sky [2015]
[provavelmente, não haverá nada assim nos próximos tempos, na categoria de cantigas que nos reconciliam afectivamente com os sintetizadores brega, sub-categoria de gringos apaixonados por rancheras lindas, ou simplesmente uma banda sonora para mojitos.]
where do you fall when you have nowhere to go?
where do you go where you have no one to see?
what do you see when you have nothing to feel?
what do you feel when you're all alone?
where do you fall when you have nowhere to go?
where do you go where you have no one to see?
what do you see when you have nothing to feel?
what do you feel when you're all alone?
Sufjan Stevens- Should Have Known Better [2015]
[provavelmente, não haverá nada assim nos próximos tempos]
o que eu tenho a dizer sobre o AO
diz-se canção e não música (song em inglês, chanson em francês).
quando me dizem 'já ouviste a nova música do sting?', eu respondo 'sim, ouvi a música e a letra também'. claro que estou a mentir - nunca me passaria pela cabeça ouvir uma canção do sting.
e diz-se letra e não poema. canções têm letras. às vezes, há canções que se socorrem de poemas, mas isso é outra história. por exemplo, os trovante fizeram uma canção com um poema da florbela espanca e ela voltou a suicidar-se, mas dessa vez não foi por amor.
e diz-se CD e nunca CDS e muito menos CD's.
já agora, não sei como se faz o plural de vinil. quando comecei a ouvi-los, chamavam-se LP e o plural era LPS (ups...).
vinis, viniles? isto é importante porque cada vez tenho mais e já abusei da expressão 'ah e tal os meus discos de vinil...'.
Canções para o resto da vida [22]
A canção é de Chris Bell (Big Star), de quem ouvi falar apenas por causa dela. Há várias versões (This Mortal Coil, Wilco + Beck...), também elas mais ou menos discretas. Nesse registo quase obscuro prefiro a que Pete Yorn inventou para o fio de voz de Scarlett Johannson.
As insistentes tentativas de SJ em cantar só rivalizam em disparate com os filmes de segunda categoria em que passa a maior parte do seu tempo, como que num teste à nossa capacidade de resistência e admiração. Este disco de 2009 é uma feliz excepção.
Scarlett Johansson + Pete Yorn - I Am the Cosmos (2009)
My feeling's always happening
Something I cannot hide
I can't confide
Don't know what's going on inside.
As insistentes tentativas de SJ em cantar só rivalizam em disparate com os filmes de segunda categoria em que passa a maior parte do seu tempo, como que num teste à nossa capacidade de resistência e admiração. Este disco de 2009 é uma feliz excepção.
Scarlett Johansson + Pete Yorn - I Am the Cosmos (2009)
My feeling's always happening
Something I cannot hide
I can't confide
Don't know what's going on inside.
[verão]
chego tarde a casa e o computador tem uma luz intermitente de aviso: cinco canções novas de mister cohen.
Canções para o resto da vida [21]
Quando se chega a Nick Cave, 'Into My Arms' é incontornável. Há dias, porém, em que prefiro 'Brompton Oratory'.
Ambas as canções giram à volta da obsessão de Cave (e não só...) pela relação entre o amor e a religião. E em ambas a religião é remetida para uma zona de dúvida, restando o amor como hipótese de salvação.
A versão de Cave é, claro, definitiva. Mas também gosto muito da de Mark Lanegan, em que os arranjos barrocos sublinham a forte carga erótica da canção
Nick Cave - Brompton Oratory (1997)
Mark Lanegan - Brompton Oratory (2013)
The smell of you still on my hands
As I bring the cup up to my lips
No God up in the sky
No devil beneath the sea
Could do the job that you did, baby
Of bringing me to my knees.
Ambas as canções giram à volta da obsessão de Cave (e não só...) pela relação entre o amor e a religião. E em ambas a religião é remetida para uma zona de dúvida, restando o amor como hipótese de salvação.
A versão de Cave é, claro, definitiva. Mas também gosto muito da de Mark Lanegan, em que os arranjos barrocos sublinham a forte carga erótica da canção
Nick Cave - Brompton Oratory (1997)
Mark Lanegan - Brompton Oratory (2013)
The smell of you still on my hands
As I bring the cup up to my lips
No God up in the sky
No devil beneath the sea
Could do the job that you did, baby
Of bringing me to my knees.
lisboa, 2015
Todos os dias os encontro. Evito-os. Às vezes sou obrigado a escutá-los, a dialogar com eles. Já não me confrangem. Contam-me vitórias. Querem vencer, querem, convencidos, convencer. Vençam lá, à vontade. Sobretudo, vençam sem me chatear.Alexandre O'Neill, Uma Coisa em Forma de Assim
Mas também os aturo por escrito. No livro, no jornal. Romancistas, poetas, ensaístas, críticos (de cinema, meu Deus, de cinema!). Será que voltaram os polígrafos? Voltaram, pois, e em força.
Convencidos da vida há-os, afinal, por toda a parte, em todos (e por todos) os meios. Eles estão convictos da sua excelência, da excelência das suas obras e manobras (as obras justificam as manobras), de que podem ser, se ainda não são, os melhores, os mais em vista.
Praticam, uns com os outros, nada de genuinamente indecente: apenas um espelhismo lisonjeador. Além de espectadores, o convencido precisa de irmãos-em-convencimento. Isolado, através de quem poderia continuar a convencer-se, a propagar-se?
Canções para o resto da vida [20]
Há canções que nos dão mais murros no estômago (presumo que seja aí que a alma passa grande parte do seu tempo) que a vida ela mesmo.
Bright Eyes - A Perfect Sonnet (1999)
Bright Eyes - A Perfect Sonnet (1999)
[endogames]
Even the sober, tight-lipped Financial Times, which once supported Blair and endorsed Obama, lost credibility. The paper said it backed another Conservative-led coalition because Ed Miliband was too “preoccupied with inequality.” But that magisterial tone was undermined when it emerged the leader writer, Jonathan Ford, was pictured in the notorious 1987 photo of Oxford’s elite hard drinking Bullingdon Club next to the Tory mayor Boris Johnson and just below David Cameron.Coisa que, obviamente, nunca aconteceria em Portugal. A surpresa, quero dizer. Conhecemo-nos uns aos outros muito bem.
Canções para o resto da vida [19]
Há canções que são só tra-la-la. São canções nossas amigas, mesmo quando cantam coisas tristes. Provavelmente, é para isso mesmo que servem as canções.
E depois há canções que se metem na nossa vida, que se põem a vasculhar e a adivinhar. Às vezes, com resultados surpreendentes.
Belle and Sebastian + Norah Jones - Little Lou, Ugly Jack, Prophet John (2010)
What a waste I could have been your lover
What a waste I could have been your friend
Perfect love is like the blossom that fades so quick
When it’s blowing up a storm in may
Travel south until your skin turns warmer
Travel south until your skin turns brown
Put a language in your head and get on a train
And then come back to the one you love
Yeah, you’re great, you’re just part
Of this lifetime of dreaming
That extends to the heart
Of this long summer feeling
Quiet night you see the tvs glowing
Quiet night you hear the walls are awake
Me and you are getting out of the party crowd
Can I see what’s underneath your bed?
Can I stay until the milkman’s working
Can I stay until the café awakes
Do you hate me in the light, did you get a fright
When you looked across from where you lay?
Yeah you’re great, you’re just part
Of this lifetime of dreaming
That extends to the heart
Of this long summer feeling
All the history of boys
I invent in my head
Little Lou, Ugly Jack, Prophet John
What a waste I could have been your lover
What a waste I could have been your friend.
E depois há canções que se metem na nossa vida, que se põem a vasculhar e a adivinhar. Às vezes, com resultados surpreendentes.
Belle and Sebastian + Norah Jones - Little Lou, Ugly Jack, Prophet John (2010)
What a waste I could have been your lover
What a waste I could have been your friend
Perfect love is like the blossom that fades so quick
When it’s blowing up a storm in may
Travel south until your skin turns warmer
Travel south until your skin turns brown
Put a language in your head and get on a train
And then come back to the one you love
Yeah, you’re great, you’re just part
Of this lifetime of dreaming
That extends to the heart
Of this long summer feeling
Quiet night you see the tvs glowing
Quiet night you hear the walls are awake
Me and you are getting out of the party crowd
Can I see what’s underneath your bed?
Can I stay until the milkman’s working
Can I stay until the café awakes
Do you hate me in the light, did you get a fright
When you looked across from where you lay?
Yeah you’re great, you’re just part
Of this lifetime of dreaming
That extends to the heart
Of this long summer feeling
All the history of boys
I invent in my head
Little Lou, Ugly Jack, Prophet John
What a waste I could have been your lover
What a waste I could have been your friend.
máquinas que aprendem são o futuro mais próximo do que pensamos.
inevitavelmente, irão substituir os seres humanos. talvez alguns de nós o possam testemunhar daqui a uns milhares de anos, talvez apenas centenas.
http://maquinadeescrever.org/2015/05/08/o-robot-que-nos-vai-roubar-a-alma-e-depois-a-vida/
Canções para o resto da vida [18]
A primeira vez que ouvi esta canção foi num dos famosos últimos discos de Johnny Cash, e pensei ter ouvido a versão definitiva.
A primeira vez que esta canção foi gravada foi pelo seu autor, um cantor folk chamado Ewan MacColl.
A primeira vez que esta canção teve sucesso foi na voz de Roberta Flack, numa versão muito mais arrastada, a qual viria a fixar-se como padrão para as inúmeras versões que se lhe seguiram, incluindo a de Johnny Cash.
A primeira vez. É a sempre a primeira vez.
Roberta Flack - The First Time Ever I Saw Your Face (1972)
A primeira vez que esta canção foi gravada foi pelo seu autor, um cantor folk chamado Ewan MacColl.
A primeira vez que esta canção teve sucesso foi na voz de Roberta Flack, numa versão muito mais arrastada, a qual viria a fixar-se como padrão para as inúmeras versões que se lhe seguiram, incluindo a de Johnny Cash.
A primeira vez. É a sempre a primeira vez.
Roberta Flack - The First Time Ever I Saw Your Face (1972)
Canções para o resto da vida [17]
Há um disco de George Michael (precisamente!) cujo título gosto de alegar a meu favor: 'Listen Without Prejudice'. Ouve Sem Preconceito. Porque às vezes é difícil explicar por que se gosta de certas canções, como se houvesse na música uma espécie de luta de classes do gosto.
Elton John e Bernie Taupin escreveram algumas canções admiráveis, muitas delas grandes sucessos comerciais, factor que terá contribuído para as colocar num território proibido aos ouvidos mais 'sensíveis' de alguma intelligenstia musical. É verdade que os óculos também não ajudavam...
A minha preferida talvez seja esta. Uma canção vibrante, com um acentuado travo de melancolia. O caminho da felicidade.
Elton John - Goodbye Yellow Brick Road (1973)
It'll take you a couple of vodka and tonics
To set you on your feet again
Maybe you'll get a replacement
There's plenty like me to be found.
Elton John e Bernie Taupin escreveram algumas canções admiráveis, muitas delas grandes sucessos comerciais, factor que terá contribuído para as colocar num território proibido aos ouvidos mais 'sensíveis' de alguma intelligenstia musical. É verdade que os óculos também não ajudavam...
A minha preferida talvez seja esta. Uma canção vibrante, com um acentuado travo de melancolia. O caminho da felicidade.
Elton John - Goodbye Yellow Brick Road (1973)
It'll take you a couple of vodka and tonics
To set you on your feet again
Maybe you'll get a replacement
There's plenty like me to be found.
[para a m.]
may you have a strong foundation
when the winds of changes shift
may your heart always be joyful
and may your song always be sung
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