It will be rain tonight, Let it come down

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Poderia ser apenas o entusiasmo do miúdo com o novo brinquedo. O palco rotativo, a enorme tina de água, com o seu poder depurativo, a cortina de fumo à boca de cena, sempre a desafiar a maldição.
Mas o que Pedro Penim faz com MacBeth, no Teatro Nacional D. Maria II, não é brincadeira, por mais momentos lúdicos e de imaginação à solta que esta encenação comporte.
Uma versão muito consistente e que atualiza de forma muito vibrante a peça de Shakespeare [1] e [2]
E depois há a vida de cada um e a magia que ela comporta.
De forma muito imprevista, há poucas semanas, cruzei-me com esta mesma peça, numa exposição de Quentin Blake, em Londres (Quentin Blake Centre for Illustration).
Conhecido especialmente pelo seu trabalho como ilustrador de livros infantis e juvenis, tem um trabalho muito mais vasto. Exemplo disso são os esboços que fez para uma versão de MacBeth, em que os personagens são pássaros.
Na exposição, interessou-me especialmente as imagens de Banquo e do Primeiro Assassino, na sua versão para rótulos de garrafas de whiskey. [3], [4] e [5]
Banquo e o Primeiro Assassino acompanham-me há muitos, muitos anos, na capa de um dos meus discos preferidos, "Fragments of a Rainy Season", de John Cale, um dos dez que levaria para a ilha deserta. [6]
Banquo: 𝐈𝐭 𝐰𝐢𝐥𝐥 𝐛𝐞 𝐫𝐚𝐢𝐧 𝐭𝐨𝐧𝐢𝐠𝐡𝐭..
1st Murderer: 𝐋𝐞𝐭 𝐢𝐭 𝐜𝐨𝐦𝐞 𝐝𝐨𝐰𝐧.
MacBeth é uma história sobre ganância e poder, perdoe-se a redundância. Nada poderia ser mais atual. Intemporal, aliás.

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