isto é bom
mas isto é tão melhor
discos para o resto da vida [5.4.]
(1988) the trinity session, cowboy junkies
then one night a terrible fight
words spoken better left unsaid
with his wedding vows ringing in my ears
he gave his life to me
to love is to bury. há canções de amor terríveis.
words spoken better left unsaid
with his wedding vows ringing in my ears
he gave his life to me
to love is to bury. há canções de amor terríveis.
discos para o resto da vida [5.3.]
(1988) the trinity session, cowboy junkies
em 2007, os cowboy junkies voltaram à mesma igreja de toronto e regravaram o disco, na companhia de alguns amigos - ryan adams, vic chesnutt e natalie merchant. edição em disco e dvd.
e foi dessa forma que uma das melhores canções do disco original ganhou uma versão belíssima, com duas das minhas vozes favoritas de todo o sempre e mais além.
e foi dessa forma que uma das melhores canções do disco original ganhou uma versão belíssima, com duas das minhas vozes favoritas de todo o sempre e mais além.
discos para o resto da vida [5.2.]
(1988) the trinity session, cowboy junkies
um dos temas mais interessantes do disco é 'blue moon revisited'.
os cowboy junkies pegaram na famosa 'blue moon', transformaram-na e dedicaram-na a elvis.
os cowboy junkies pegaram na famosa 'blue moon', transformaram-na e dedicaram-na a elvis.
discos para o resto da vida [5.1.]
(1988) the trinity session, cowboy junkies
ok, a voz de margo timmins é uma das coisas mais sensuais à face da terra. ela e os irmãos - são tantos timmins, que nunca me dei ao trabalho de tentar saber se também há primos envolvidos - sabem-no e bem e tiram partido da coisa, de forma assaz escandalosa.
a música que fazem, uma mistura de country com blues (nada de extraordinário, portanto), presta-se a isso mesmo, mas eles reduzem de tal forma o ritmo das baladas que, entre a languidez das guitarras e o doce balbuciar da voz, ficamos literalmente a meio caminho de uma posição preferencialmente horizontal.
este disco, o segundo da banda, foi gravado numa noite, com todos à volta de um microfone, na igreja da sagrada trindade, em toronto. tem tanto de canções próprias, como de versões.
'sweet jane', dos vu, foi a canção que lhes abriu as portas a um certo estrelato.
(esta versão, de 2015, mostra que continuam em grande forma e que o tempo tem tratado margo com a merecida benevolência).
discos para o resto da vida [4.4.]
(2001) songs from the west coast, elton john
'dark diamond' é uma daquelas canções que elton poderia ter escrito umas décadas antes.
e até a harmónica de stevie wonder remete para um tempo de maiores glórias.
e até a harmónica de stevie wonder remete para um tempo de maiores glórias.
discos para o resto da vida [4.3.]
(2001) songs from the west coast, elton john
uma canção sobre a passagem do tempo, mais concretamente, dos anos.
com justin timberlake e uma data de 'gente' famosa.
com justin timberlake e uma data de 'gente' famosa.
discos para o resto da vida [4.2.]
(2001) songs from the west coast, elton john
este disco de robert downey jr foi acompanhado de um interessante conjunto de vídeos.
se em 'original sin', somos transportados para os tais anos 70, na estética e na recriação do círculo de amizades do cantor, nesta 'i want love' temos o famoso elton john a fazer de robert downey jr. muito engraçado.
se em 'original sin', somos transportados para os tais anos 70, na estética e na recriação do círculo de amizades do cantor, nesta 'i want love' temos o famoso elton john a fazer de robert downey jr. muito engraçado.
é possível que o henrique raposo até seja um bom rapaz. tem é uns amigos completamente idiotas:
"é odiado porque é de direita e pensa ao contrário de muita gente."
discos para o resto da vida [4.1.]
(2001) songs from the west coast, elton john
a elton john devemos alguns dos momentos mais bem dispostos da música pop dos anos 70.
nas décadas seguintes, imperou o diletantismo e até alguma decadência.
até que, em 2001, se juntou de novo a bernie taupin, com quem tinha assinado os muitos sucessos dos setenta. o resultado é um dos melhores discos da sua carreira.
nas décadas seguintes, imperou o diletantismo e até alguma decadência.
até que, em 2001, se juntou de novo a bernie taupin, com quem tinha assinado os muitos sucessos dos setenta. o resultado é um dos melhores discos da sua carreira.
Emmy The Great - Easter Parade [2007]
And it is Easter in the town
I can hear as they strike up the band
We're listening to some old man
Say he came back to life with a hole in his hand
I can hear as they strike up the band
We're listening to some old man
Say he came back to life with a hole in his hand
discos para o resto da vida [3.5.]
(1971) tapestry, carole king
'home again', mais uma canção sobre o regresso a casa.
nesta gravação, de 1989, ficam bem patentes os dotes interpretativos de carole king, voz e piano.
nesta gravação, de 1989, ficam bem patentes os dotes interpretativos de carole king, voz e piano.
discos para o resto da vida [3.4.]
(1971) tapestry, carole king
'(you make me feel like a) natural woman' é um dos maiores sucessos de aretha franklin (1967).
e mais uma dos temas assinados por king & goffin.
esta é canção com que aretha emocionou obama, precisamente numa homenagem a carole king (2015).
\
e mais uma dos temas assinados por king & goffin.
esta é canção com que aretha emocionou obama, precisamente numa homenagem a carole king (2015).
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discos para o resto da vida [3.3.]
(1971) tapestry, carole king
esta canção, um hino à amizade, é a mais conhecida de carole king.
está, talvez, gasta pelo uso, especialmente na voz - como dizer? - datada de james taylor, que aparece aqui, em 2006. um tanto acabado, aliás.
está, talvez, gasta pelo uso, especialmente na voz - como dizer? - datada de james taylor, que aparece aqui, em 2006. um tanto acabado, aliás.
discos para o resto da vida [3.2.]
(1971) tapestry, carole king
as relações amorosas são o tema quase exclusivo das canções de carole king.
aqui, 'so far away', em gravações ao vivo separadas por quatro décadas
aqui, 'so far away', em gravações ao vivo separadas por quatro décadas
discos para o resto da vida [3.1.]
(1971) tapestry, carole king
sim, muito antes do facebook já havia quem fotografasse gatos. telemachus, no caso.
este é o segundo disco de carole king e as 12 canções que o integram são uma espécie de guia-definitivo-para-bem-escrever-canções-pop.
carole tinha passado a década anterior a escrever sucesso atrás de sucesso, a meias com gerry goffin, para meio mundo cantar, especialmente artistas de r&b negros. até que se decidiu a cantá-los ela própria. o resultado foi uma série de discos que andaram meses pelos tops de todo o mundo.
'will you still love me tomorrow', por exemplo, tinha sido um sucesso tremendo, em 1960, na voz das shirelles, e voltou a sê-lo uma década depois, na voz de carole.
One of the great tricks of pop music is that no matter how much we like to imagine it’s about musicians expressing themselves, it tends to be more useful as a way for listeners to figure out their own identities: Each song lets us try on a new way of being in the world.So these days it’s the song, and the scale of the event surrounding it. One song, one digestible thing, with millions of people standing in a circle around it, pointing and shouting and writing about it, conducting one gigantic online undergraduate seminar about it, metabolizing it on roughly the same level that cable-news debate shows metabolize a political speech.
25 songs that tell us where music is going
(coisas fabulosas que continuam a ser feitas nos media)
a revista de domingo do new york times publicou um interessantíssimo artigo sobre o que poderá ser o futuro da música, a curto prazo.
cada uma das 25 canções que adivinham o futuro é acompanhada de um texto muito informado.
na versão online, ouvimos cada canção conforme vamos lendo o texto. e há ainda uma playlist no spotify.
o futuro talvez passe mesmo por aqui. mas o que é mesmo fabuloso é termos tudo isto no presente.
discos para o resto da vida [2.5.]
(1992) fragments of a rainy season, john cale
vale a pena ouvir o original (Fear, 1974) e o trabalho de transfiguração que é realizado na gravação ao vivo.
uma das grandes canções de cale.
uma das grandes canções de cale.
e agora?
estão a dizer que os band of horses vêm ao nos alive...
no one's gonna love you more than i do
no one's gonna love you more than i do
discos para o resto da vida [2.4.]
(1992) fragments of a rainy season, john cale
cale é membro distinto da aristocracia pop-rock. um intelectual, in his own terms.
e é também o herdeiro mais lírico, romântico, onírico dos velvet underground.
'dying on the vine' é uma das minhas canções preferidas, apesar de não fazer a mínima ideia do que está ele a cantar.
e é também o herdeiro mais lírico, romântico, onírico dos velvet underground.
'dying on the vine' é uma das minhas canções preferidas, apesar de não fazer a mínima ideia do que está ele a cantar.
discos para o resto da vida [2.3.]
(1992) fragments of a rainy season, john cale
uma canção que tem sobrevivido às mais variadas sevícias. basta fazer uma busca no youtube.
cale gravou uma das poucas versões que cohen certamente aprovará.
but you don't really care for music, do you?
it goes like this...
cale gravou uma das poucas versões que cohen certamente aprovará.
but you don't really care for music, do you?
it goes like this...
discos para o resto da vida [2.2.]
(1992) fragments of a rainy season, john cale
this is a love song, so hold on to someone you love...
a canção é de 75 (helen of troy), foi regravada em 82 (music for a new society) e novamente em 2016, em m:fans, uma regravação do disco de 82.
é uma canção definitiva sobre o amor.
[versão 2016]
a canção é de 75 (helen of troy), foi regravada em 82 (music for a new society) e novamente em 2016, em m:fans, uma regravação do disco de 82.
é uma canção definitiva sobre o amor.
[versão 2016]
Aquela é a razão que está antes, por certo. Mas quais são as razões dessa razão? Quais as refrações ou declinações daquele momento de razão primeira que coincide ou só se desenvolve em húmus democrático? Tentemos dar algumas ilustrações.
José de Faria Costa, Provedor de Justiça, mantém há semanas (14?) uma coluna de opinião no DN. O texto de hoje é, digamos, particularmente interessante.
o i sabe que isto não faz sentido. que está a falar de motoristas, secretárias, assessores indispensáveis ao funcionamento do governo, que são pessoas que substituem outras que desempenhavam as mesmas funções e que, por isso, não há aumento da despesa. que muita dessas pessoas já estão na administração pública, pelo que se trata de um mero caso de mobilidade. que aquelas que não são da administração pública não ganham com isto qualquer vínculo.
mesmo assim, o i resolve fazer manchete com o assunto e ilustrar com tachos.
o facto de o i vender diariamente 1000 exemplares (ou já serão 100?) não é atenuante suficiente.
“It’s all I have to bring today
This, and my heart beside”
o expresso curto de hoje de psg, novo director do expresso, tem como título 'isto, e o meu coração ao lado'.
o título é uma tradução de um poema de emily dickinson, que, salvo melhor opinião, ficaria melhor assim: 'isto, e ainda o meu coração'.
This, and my heart beside”
o expresso curto de hoje de psg, novo director do expresso, tem como título 'isto, e o meu coração ao lado'.
o título é uma tradução de um poema de emily dickinson, que, salvo melhor opinião, ficaria melhor assim: 'isto, e ainda o meu coração'.
discos para o resto da vida [2.1.]
(1992) fragments of a rainy season, john cale
banquo: it will be rain tonight
1st murderer: let it come down
o excerto de macbeth, de shakespeare, preenche a capa daquele que é um dos melhores discos ao vivo de sempre.
foi gravado, em vários locais, durante uma digressão, havendo também uma edição em dvd a partir de um espectáculo em bruxelas. reúne temas de vários discos de cale e algumas versões. apenas com piano e, numa ou outra canção, guitarra acústica.
esta 'don't go gently into that good night', com poema de dylan thomas, é do 'words for the dying', 1989.
discos para o resto da vida [1.5.]
(1978) comes a time, neil young
como virar as costas e ficar em paz?
o tema da separação espreita a cada esquina neste disco, mas há duas canções em que surge como tema central. already one e esta peace of mind.
talvez um tudo-nada lamechas, ou, como diria o outro, ridículas, como todas as canções de amor.
o tema da separação espreita a cada esquina neste disco, mas há duas canções em que surge como tema central. already one e esta peace of mind.
talvez um tudo-nada lamechas, ou, como diria o outro, ridículas, como todas as canções de amor.
discos para o resto da vida [1.4.]
(1978) comes a time, neil young
cars & girls. a mais eterna das mitologias rock, aqui na variante mota (uns anos mais tarde, ny há-de dedicar discos inteiros aos carros).
a canção funciona como única válvula de escape, no tema e na vivacidade, num disco em que a melodia rima com melancolia.
serve também de palco para a voz de larson e a inconfundível guitarra de j.j. cale.
a canção funciona como única válvula de escape, no tema e na vivacidade, num disco em que a melodia rima com melancolia.
serve também de palco para a voz de larson e a inconfundível guitarra de j.j. cale.
discos para o resto da vida [1.3.]
(1978) comes a time, neil young
uma das raras ocasiões que em ny gravou em disco uma canção que não é de sua autoria.
'four strongs winds', escrita por ian tyson [1963], é uma das canções mais populares no canadá, terra natal de young.
é uma história de amor à mercê das estações, no caso, dos imigrantes que passam a fronteira à procura de trabalho. novamente, a ideia de que tudo muda, menos os quatro ventos e os sete oceanos.
a primeira versão é um quase-hino, com uma série de gente mais ou menos conhecida da cena country, no filme 'heart of gold'.
a segunda, bem mais à neil young, é do farm aid 93 e tem willie nelson literalmente em fundo.
'four strongs winds', escrita por ian tyson [1963], é uma das canções mais populares no canadá, terra natal de young.
é uma história de amor à mercê das estações, no caso, dos imigrantes que passam a fronteira à procura de trabalho. novamente, a ideia de que tudo muda, menos os quatro ventos e os sete oceanos.
a primeira versão é um quase-hino, com uma série de gente mais ou menos conhecida da cena country, no filme 'heart of gold'.
a segunda, bem mais à neil young, é do farm aid 93 e tem willie nelson literalmente em fundo.
discos para o resto da vida [1.2.]
(1978) comes a time, neil young
todo o mundo é composto de mudança, enésima versão.
uma canção, como quase todas neste disco, pontuada pela voz de nicolette larson [1952-97] e pelo violino. belíssimo, o interlúdio de cordas.
a versão ao vivo é do farm aid 95, um festival para ajudar os agricultores americanos, promovido anualmente por young & friends e que é também uma espécie de manifesto contra a monsanto e outras coisas transgénicas.
as actuações ao vivo de neil young têm sempre qualquer de mágico, encantatório, e esta não é excepção.
uma canção, como quase todas neste disco, pontuada pela voz de nicolette larson [1952-97] e pelo violino. belíssimo, o interlúdio de cordas.
a versão ao vivo é do farm aid 95, um festival para ajudar os agricultores americanos, promovido anualmente por young & friends e que é também uma espécie de manifesto contra a monsanto e outras coisas transgénicas.
as actuações ao vivo de neil young têm sempre qualquer de mágico, encantatório, e esta não é excepção.
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