Neil Young + Promise of the Real - Big Box [2015]
corporations have feelings, corporations have soul
that's why they're like people, just harder to control
they don't want to fall, so when they fall, they fall on you
too big to fail, too rich for jail
that's why they're like people, just harder to control
they don't want to fall, so when they fall, they fall on you
too big to fail, too rich for jail
Tracey Thorn - Why Does The Wind? [2010]
since we exist
and why not just?
why not just?
why not just kiss?
and why not just?
why not just?
why not just kiss?
this is how to love a man, and if this doesn’t work there are other ways, and if they don’t work don’t feel too bad about giving up;
this is how to spit up in the air if you feel like it, and this is how to move quick so that it doesn’t fall on you;
] girl, by jamaica kincaid [
this is how to spit up in the air if you feel like it, and this is how to move quick so that it doesn’t fall on you;
] girl, by jamaica kincaid [
ryan adams decidiu fazer um remake do disco 1989, de taylor swift.
um exercício assaz palerma - aquelas canções só fazem sentido (se é que fazem...) da forma como a miúda as interpreta. além disso, ryan adams é um rapaz um bocado emproado e abalançar-se a uma coisa destas exigia uma auto-ironia que não está acessível a todos.
father john misty aproveitou a boleia e decidiu reinterpretar uma canção de 1989 ao estilo dos velvet underground (e não é que consegue imitar lou reed na perfeição?).
mais uma vitória do sentido de humor.
But, if anything Adams’s “1989” is, at times, too serious or reverent toward Swift’s songs. It leaves out the album’s bravado, cheeky humor, and plain silliness.
um exercício assaz palerma - aquelas canções só fazem sentido (se é que fazem...) da forma como a miúda as interpreta. além disso, ryan adams é um rapaz um bocado emproado e abalançar-se a uma coisa destas exigia uma auto-ironia que não está acessível a todos.
father john misty aproveitou a boleia e decidiu reinterpretar uma canção de 1989 ao estilo dos velvet underground (e não é que consegue imitar lou reed na perfeição?).
mais uma vitória do sentido de humor.
But, if anything Adams’s “1989” is, at times, too serious or reverent toward Swift’s songs. It leaves out the album’s bravado, cheeky humor, and plain silliness.
Father John Misty - The Night Josh Tillman Came To Our Apartment [2015]
/ oh, i just love the kind of woman who can walk over a man
i mean like a god damn marching band /
i mean like a god damn marching band /
papel.
a 7 de outubro, nasce el espanol, o projecto online do fundador de el mundo pedro 'jota' ramirez. a empresa que criou para gerir o projeto chama-se no hace falta el papel.
esta semana, el mundo publica uma nova (e muito, muito boa) revista de domingo, que se chama papel.
o futuro dos media também passa pelo sentido de humor.
*
na montanha de jornais que se publicou em portugal neste fim-de-semana está quase tudo errado.
mas quem sou eu para arranjar chatices?
a grande balada do verão deveria ser 'volkswagen', do benjamim.
/ vamos queimar gasóleo / para a marginal /
/ eu ponho a mudança / e tu quebras o gelo /
mas não passa na rádio, nem está no youtube. na verdade, também não estamos no verão.
*
as novas letrinhas do iOS 9 são fofinhas. até tenho medo de lhes fazer maldades com os meus dedões.
*
estas épocas eleitorais são muito desagradáveis para os jornalistas que andam pelas redes sociais. fica-lhes tudo à mostra.
*
nos últimos tempos, quando converso com amigos sobre os problemas que me afligem (!), recomendam-me invariavelmente que parta os grandes problemas em problemas pequeninos, que são mais fáceis de resolver.
ando a fazer o mesmo com os sonhos. aos grandes, parto-os em pequeninos.
/ vamos queimar gasóleo / para a marginal /
/ eu ponho a mudança / e tu quebras o gelo /
mas não passa na rádio, nem está no youtube. na verdade, também não estamos no verão.
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as novas letrinhas do iOS 9 são fofinhas. até tenho medo de lhes fazer maldades com os meus dedões.
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estas épocas eleitorais são muito desagradáveis para os jornalistas que andam pelas redes sociais. fica-lhes tudo à mostra.
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nos últimos tempos, quando converso com amigos sobre os problemas que me afligem (!), recomendam-me invariavelmente que parta os grandes problemas em problemas pequeninos, que são mais fáceis de resolver.
ando a fazer o mesmo com os sonhos. aos grandes, parto-os em pequeninos.
Neil Young + Grateful Dead - Forever Young [1991]
may you have a strong foundation
when the winds of changes shift
may your heart always be joyful
when the winds of changes shift
may your heart always be joyful
Neil Young + Crazy Horse - Change Your Mind [1994 - 20 min. version]
when you're confused and
the world has got you down
when you feel used and
you just can't play the clown
protecting you from this
must be the one you love
must be the one whose magic touch
can change your mind
don't let another day go by
without the magic touch
the world has got you down
when you feel used and
you just can't play the clown
protecting you from this
must be the one you love
must be the one whose magic touch
can change your mind
don't let another day go by
without the magic touch
há dias, publiquei na máquina de escrever um texto sobre um dos melhores discos de sempre da música portuguesa: os homens não se querem bonitos, dos gnr.
já fiquei desempregado mais do que uma vez.
não porque quisesse mudar de projecto, simplesmente porque os idiotas que me despediram não faziam a mínima ideia que projecto seguir com o dinheiro que manifestamente tinham a mais.
provavelmente, por ter passado por situações dessas sou muito sensível ao que se vai dizendo sobre o desemprego.
o texto de laurinda alves no observador é lamentável e ofensivo para a quase totalidade dos que estão ou já estiveram no desemprego.
o universo de análise de laurinda é particularmente estreito - os seus alunos da católica, como ela própria confessa.
arrisco ajudá-la e aumentar-lhe o universo: talvez inclua também alguns daqueles católicos que vêem na caridadezinha (foi vê-los a movimentar-se, nos últimos dias, para 'acolher' refugiados... haja quem pague) apenas mais um atalho para ficarem sentados em qualquer poltrona celestial.
também eu, pela formação que tenho e pelo tipo de trabalho que desenvolvo, já tentei fazer passar a ideia de que estava apenas à procura de um novo projecto. isso dá-me um certo, embora ilusório e temporário, conforto e, é verdade, funciona parcialmente como marketing pessoal na procura de trabalho.
mas isso, insisto, é no círculo muito estreito de algumas profissões liberais e em contexto cultural específico. vão lá falar em projectos aos milhares que se apinham nos centros de emprego (mas que raio de ideia, esta de as pessoas serem obrigadas a ter projecto. não podem apenas querer viver e ser felizes?).
para a maioria das pessoas, para a quase totalidade das pessoas, desemprego é mesmo desemprego. é não saber se no dia seguinte ainda vão ter dinheiro para dar de comer aos filhos e se no mês a seguir ainda conseguem pagar a casa. pior: é verem todas as portas fecharem-se, independentemente da qualificação, da coragem de arriscar, da vontade de trabalhar. sim, mesmo e especialmente quando até têm um projecto.
não porque quisesse mudar de projecto, simplesmente porque os idiotas que me despediram não faziam a mínima ideia que projecto seguir com o dinheiro que manifestamente tinham a mais.
provavelmente, por ter passado por situações dessas sou muito sensível ao que se vai dizendo sobre o desemprego.
o texto de laurinda alves no observador é lamentável e ofensivo para a quase totalidade dos que estão ou já estiveram no desemprego.
o universo de análise de laurinda é particularmente estreito - os seus alunos da católica, como ela própria confessa.
arrisco ajudá-la e aumentar-lhe o universo: talvez inclua também alguns daqueles católicos que vêem na caridadezinha (foi vê-los a movimentar-se, nos últimos dias, para 'acolher' refugiados... haja quem pague) apenas mais um atalho para ficarem sentados em qualquer poltrona celestial.
também eu, pela formação que tenho e pelo tipo de trabalho que desenvolvo, já tentei fazer passar a ideia de que estava apenas à procura de um novo projecto. isso dá-me um certo, embora ilusório e temporário, conforto e, é verdade, funciona parcialmente como marketing pessoal na procura de trabalho.
mas isso, insisto, é no círculo muito estreito de algumas profissões liberais e em contexto cultural específico. vão lá falar em projectos aos milhares que se apinham nos centros de emprego (mas que raio de ideia, esta de as pessoas serem obrigadas a ter projecto. não podem apenas querer viver e ser felizes?).
para a maioria das pessoas, para a quase totalidade das pessoas, desemprego é mesmo desemprego. é não saber se no dia seguinte ainda vão ter dinheiro para dar de comer aos filhos e se no mês a seguir ainda conseguem pagar a casa. pior: é verem todas as portas fecharem-se, independentemente da qualificação, da coragem de arriscar, da vontade de trabalhar. sim, mesmo e especialmente quando até têm um projecto.
em 2011, era assessor de imprensa do primeiro-ministro e assisti/participei na seguinte cena:
quando a comitiva se aproximou da zona dos restaurantes, para almoçar, o repórter de imagem e o correspondente da tvi no alentejo saltaram para dentro de uma das tascas improvisadas e filmaram-nos, ao longe, com a câmera a oscilar (porque o repórter corria e oscilava ostensivamente a coisa...) e o som de fundo ensurdecedor de pessoas a almoçarem em ambiente de festa/tasca.
reportagem emitida essa noite pela tvi: primeiro-ministro recebido com vaias e apupos na ovibeja.
mais surpreendidos que nós deverão ter ficado as pessoas que assistiram ao tom pacífico que rodeou a visita e ainda mais os protagonistas involuntários do 'protesto', cujo alegre almoço, filmado naquelas condições, passou por manifestação.
lembrei-me desta história porque hoje anda tudo por aí muito indignado com uma jornalista húngara que rasteirou uns refugiados para obter imagens.
jornalistas que rasteiram pessoas para obter 'notícias'? sim, conheço pessoalmente muitos.
quando a comitiva se aproximou da zona dos restaurantes, para almoçar, o repórter de imagem e o correspondente da tvi no alentejo saltaram para dentro de uma das tascas improvisadas e filmaram-nos, ao longe, com a câmera a oscilar (porque o repórter corria e oscilava ostensivamente a coisa...) e o som de fundo ensurdecedor de pessoas a almoçarem em ambiente de festa/tasca.
reportagem emitida essa noite pela tvi: primeiro-ministro recebido com vaias e apupos na ovibeja.
mais surpreendidos que nós deverão ter ficado as pessoas que assistiram ao tom pacífico que rodeou a visita e ainda mais os protagonistas involuntários do 'protesto', cujo alegre almoço, filmado naquelas condições, passou por manifestação.
lembrei-me desta história porque hoje anda tudo por aí muito indignado com uma jornalista húngara que rasteirou uns refugiados para obter imagens.
jornalistas que rasteiram pessoas para obter 'notícias'? sim, conheço pessoalmente muitos.
apelo urgente:
se alguém encontrar por aí umas férias, não muito curtas nem muito usadas, sem wi-fi, jornais, política, cozinha ou kitchenette, roupa para tratar e, muito menos, segunda circular, mas com sol, mar a distância segura, coconuts e (...), são minhas.
podem deixar na mercearia da esquina, que eu depois passo a apanhar.
obrigado.
se alguém encontrar por aí umas férias, não muito curtas nem muito usadas, sem wi-fi, jornais, política, cozinha ou kitchenette, roupa para tratar e, muito menos, segunda circular, mas com sol, mar a distância segura, coconuts e (...), são minhas.
podem deixar na mercearia da esquina, que eu depois passo a apanhar.
obrigado.
não me fodam!
a baba e baboseira que se lê por estes dias nas redes sociais e nos media tradicionais teve o seu pináculo no editorial do público de hoje.
a baba e baboseira que se lê por estes dias nas redes sociais e nos media tradicionais teve o seu pináculo no editorial do público de hoje.
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