A teoria e a prática.
Citar Nemésio e depois fazer uma coisa parecida com a tele-escola da saudosa Albânia.
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Coisas que me preocupam: o Irão, as Honduras. Aquilo na Grécia parece que acalmou. Grécia? Mas o que se passou na Grécia?
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A contratação milionária de Ronaldo pelo Real Madrid é a prova provada de que estão errados aqueles que já decretaram a morte do capitalismo.
Nada como um negócio espalhafatoso e claramente especulativo - e se Ronaldo se lesiona? - para fazer funcionar a economia real.
Nada como um negócio espalhafatoso e claramente especulativo - e se Ronaldo se lesiona? - para fazer funcionar a economia real.
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Vivemos, de facto, tempos estranhos e perigosos. Por exemplo, a censura. Está de volta e agora mais perigosa que nunca. Sim, porque a censura hoje já não se limita a censurar palavras, ideias ou pessoas. Também censura egos. Nos últimos dias, dois dos maiores egos da nossa praça foram ignobilmente censurados. Uma vergonha...
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Juntam-se 28 economistas (de gabarito, afiançam-me...) para salvar Portugal.
E a única ideia que conseguem parir é PAREM TUDO.
Eis uma ideia brilhante. Mesmo sem ser economista, também consigo dizer PAREM TUDO.
Quando se trata de fazer, aí é que começo a ter mais dificuldade. Pelos vistos, os economistas, mesmo os mais eminentes, também.
E a única ideia que conseguem parir é PAREM TUDO.
Eis uma ideia brilhante. Mesmo sem ser economista, também consigo dizer PAREM TUDO.
Quando se trata de fazer, aí é que começo a ter mais dificuldade. Pelos vistos, os economistas, mesmo os mais eminentes, também.
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Mais do que ler o Manifesto dos 28, vale a pena parar um pouco no nome de cada um e tentar perceber o que fizeram, todos e cada um deles, por Portugal nas últimas três décadas. Isso basta.
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Por falar em fotos que mentem...
Há nas traseiras um arbusto em que dezenas (juro...) de pequenos pássaros se preparam para celebrar o Verão. E, no entanto, não se vêem. A foto, neste caso, vale por dezenas de pássaros. Não de palavras. Ou não.
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passa na televisão a publicidade a um telemóvel que fotografa as pessoas quando sorriem. um anti-depressivo tecno-colectivo.
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Logo hoje, que os fulanos da Zon me propuseram uma pré-reserva irrecusável (trocava as férias por isto, tivesse eu férias...), a Eugénia teima em escarnecer nos Nokia.
E, bem feito!, não se entende com uma daquelas coisas em que se espeta um palito (note, Eugénia, que no Nokia N97, a minha amiga pode espetar o palito, ou teclar com o dedito - e até tem 32G, onde caberia, fotografado de todas as maneiras possíveis e inimaginadas, o seu cão(zito?).)
No Nokia N97, presumo, a Eugénia até poderia escrever as suas The Lost Art Of Conversation, talvez agora com o subtítulo de as regras que Eugénia de Vasconcellos não escreveu para as fotos de um Nokia E71 ao volante de um Fiat 500.
E, bem feito!, não se entende com uma daquelas coisas em que se espeta um palito (note, Eugénia, que no Nokia N97, a minha amiga pode espetar o palito, ou teclar com o dedito - e até tem 32G, onde caberia, fotografado de todas as maneiras possíveis e inimaginadas, o seu cão(zito?).)
No Nokia N97, presumo, a Eugénia até poderia escrever as suas The Lost Art Of Conversation, talvez agora com o subtítulo de as regras que Eugénia de Vasconcellos não escreveu para as fotos de um Nokia E71 ao volante de um Fiat 500.
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Estudo da Associação Portuguesa de Fabricantes e Empreiteiros de Sinalização:
Mais de metade das estradas portuguesas não estão bem sinalizadas
Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária:
Número de mortos nas estradas caiu 5,6% desde o ano passado
Mais de metade das estradas portuguesas não estão bem sinalizadas
Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária:
Número de mortos nas estradas caiu 5,6% desde o ano passado
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Na nova linguagem de blogues, twitters e sms, o riso assume normalmente a grafia de eh eh. O que me deixa sempre a sensação de uma certa mesquinhez. Soa-me a riso de alguém desdentado, ou que ri por entre os dentes.
O riso franco, acho, deveria ser mais do tipo ah ah. De preferência, com terceiro ah.
O riso franco, acho, deveria ser mais do tipo ah ah. De preferência, com terceiro ah.
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Ele há cada vez mais coisas de que percebo menos. Deve ser a "sabedoria da idade".
Por exemplo, por que protestam os ecologistas contra as barragens? Que alternativa propõem eles?
Talvez que fazer "rappel" em paredões, além de lúdico e bué de radical, produza energia limpa, limpinha. Talvez.
Por exemplo, por que protestam os ecologistas contra as barragens? Que alternativa propõem eles?
Talvez que fazer "rappel" em paredões, além de lúdico e bué de radical, produza energia limpa, limpinha. Talvez.
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O que me tenho divertido com os muitos e informados e empenhados comentários luso-blogosféricos sobre as eleições no Irão...
Somos, afinal, um país de gente muito mais culta e atenta do que imaginava. Parece-me é que o pessoal anda com as prioridades um bocado desorientadas.
Somos, afinal, um país de gente muito mais culta e atenta do que imaginava. Parece-me é que o pessoal anda com as prioridades um bocado desorientadas.
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[Das notícias]
Uma cidadã italiana que devia ter embarcado no voo 447 da Air France, mas não chegou a horas ao aeroporto, morreu num acidente de automóvel na Áustria, revelou a agência de notícias italiana Ansa.
Johanna Ganthaler, uma reformada residente na província de Bolzano (Norte de Itália), estava de férias no Brasil com o seu marido, Kurt. Não chegou ao aeroporto António Carlos Jobim, no Rio de Janeiro, a horas de apanhar o voo AF 477, que se despenhou no mar na madrugada de 1 de Junho. Todos os 228 ocupantes do aparelho morreram.
O casal apanhou outro voo para Paris, no dia seguinte. Mas foi vítima de um acidente de viação em Kufstein, Áustria, quando o carro em que seguiam colidiu com um veículo pesado. Johanna Ganthaler não sobreviveu ao embate e o marido, que sofreu lesões graves, continua sob observação. Não foi revelada a data do acidente.
Uma cidadã italiana que devia ter embarcado no voo 447 da Air France, mas não chegou a horas ao aeroporto, morreu num acidente de automóvel na Áustria, revelou a agência de notícias italiana Ansa.
Johanna Ganthaler, uma reformada residente na província de Bolzano (Norte de Itália), estava de férias no Brasil com o seu marido, Kurt. Não chegou ao aeroporto António Carlos Jobim, no Rio de Janeiro, a horas de apanhar o voo AF 477, que se despenhou no mar na madrugada de 1 de Junho. Todos os 228 ocupantes do aparelho morreram.
O casal apanhou outro voo para Paris, no dia seguinte. Mas foi vítima de um acidente de viação em Kufstein, Áustria, quando o carro em que seguiam colidiu com um veículo pesado. Johanna Ganthaler não sobreviveu ao embate e o marido, que sofreu lesões graves, continua sob observação. Não foi revelada a data do acidente.
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Da liberdade de imprensa e assim
Hoje pude constatar, em pleno areal suburbano e ligeiramente ventoso, a superioridade do agrafo.
Hoje pude constatar, em pleno areal suburbano e ligeiramente ventoso, a superioridade do agrafo.
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Blogues de estimação
Nos últimos tempos, o Mar Salgado tem estado reduzido ao FNV e ao VLX. O que me chateia é que, cada vez mais, não consigo distinguir o que escrevem um e outro.
Nos últimos tempos, o Mar Salgado tem estado reduzido ao FNV e ao VLX. O que me chateia é que, cada vez mais, não consigo distinguir o que escrevem um e outro.
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Escreve o filósofo Paulo Tunhas: nas voltas todas que dei hoje, não notei que ninguém tenha referido.
Eu não sei o que isto quer dizer, mas a verdade é que eu não sou filósofo. Deve ser também por isso, aliás, que me escapa a pertinência do texto. Coisas de filósofo, certamente.
Eu não sei o que isto quer dizer, mas a verdade é que eu não sou filósofo. Deve ser também por isso, aliás, que me escapa a pertinência do texto. Coisas de filósofo, certamente.
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Europeus, enfim
À semelhança do que acontece em muitos países europeus, os extremistas tiveram esta noite em Portugal quase 30% dos votos.
À semelhança do que acontece em muitos países europeus, os extremistas tiveram esta noite em Portugal quase 30% dos votos.
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[encontrado numa revista]
Belo céu azul que me leva a pensar que estamos na mesma latitude de Lisboa, o que tenho dificuldade em imaginar.
Albert Camus, Cahier V (1946), em Nova Iorque
Belo céu azul que me leva a pensar que estamos na mesma latitude de Lisboa, o que tenho dificuldade em imaginar.
Albert Camus, Cahier V (1946), em Nova Iorque
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A pesar de sus éxitos con las mujeres, casadas o solteras, jóvenes o maduras; de su vida de lujo y desenfreno ("Marilyn Monroe llegó a contar que tocaba el piano con el pene en sus fiestas privadas"), de la fortuna económica que llegó a atesorar y de un buen puñado de amigos que lo siguieron hasta el final, Errol Flynn murió solo en Vancouver (Canadá), en octubre de 1959, tras una decadencia en la que se acentuó su alcoholismo y su dependencia de las drogas, que consumió desde joven. "Vivir he vivido muchísimo", escribe en el último capítulo de sus memorias, "como un glotón comiéndose el mundo, y no creo que sea egolatría sugerir que pocos de los que han vivido en este siglo han tragado más mundo que yo. En el mar, en su fondo, en el aire, en todas las partes de casi todas las tierras, yo no he ido en busca de fama o fortuna, sino de la vindicación del acto de vivir".
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um avião que simplesmente desaparece do radar. somos assim. sem caixa negra para contar o que vivemos. somos assim. pequenos aviões que desaparecem do radar simplesmente.
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A Eugénia de Vasconcellos não me quer ver nem pintado. Cor de rosa, sublinhe-se.
Não sabe o que perde. Sou uma pessoa a quem o cor de rosa assenta muito bem. Qualquer cor me fica bem, aliás. Mas o cor de rosa... uau.
Pois a Eugénia não quer. Não percebi se é do Samsung, se do Montand. Não quer.
Deveria amuar. Opto por lhe dedicar uma espécie de valsa. Mas, de castigo, proíbo-a de ouvir entre os minutos 02:12 / 02:50 e 03:30 / 04:30.
Não sabe o que perde. Sou uma pessoa a quem o cor de rosa assenta muito bem. Qualquer cor me fica bem, aliás. Mas o cor de rosa... uau.
Pois a Eugénia não quer. Não percebi se é do Samsung, se do Montand. Não quer.
Deveria amuar. Opto por lhe dedicar uma espécie de valsa. Mas, de castigo, proíbo-a de ouvir entre os minutos 02:12 / 02:50 e 03:30 / 04:30.
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Ontem, soubemos que "Alexandra vive numa casa sem casa de banho e canalização". Hoje, que a "família russa mata crias da cadela de Alexandra". Há aqui uma patologia qualquer. E não é russa, nem da Alexandra, nem da família...
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Esta mulher persegue-me

Hoje de manhã, mal cheguei ao emprego, tinha, em frente à minha janela, um carro de som da CDU. Lá dentro, a Ilda. Presumo que em gravação...
Fizeram-se alguns progressos nos últimos anos, no que respeita à poluição eleitoral visual. Mas e a poluição sonora, senhores? Já não peço para retirarem a Ilda, mas não podiam... desligá-la?
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João Lopes escreve aqui o mais importante texto dos últimos tempos sobre o estado do jornalismo em Portugal. Retenho três ideias.
1. A herança do Independente:
Qual é, então, a herança de O Independente? Podemos resumi-la através do triunfo de três novos valores:
1 - A vocação policial do jornalismo: a investigação jornalística passa a ser entendida como um exercício equivalente a um inquérito policial, desse modo exponenciando uma mentalidade social de "denúncia".
2 - O jornalismo como tribunal popular: a investigação desemboca num processo mais ou menos espectacular de exposição pública de "culpados", convidando-se implicitamente o leitor/cidadão a participar num julgamento automático dos investigados (isto é, dos protagonistas das notícias).
3 - O anedótico como complemento "inocente" da informação: tudo e todos são sempre susceptíveis de serem reduzidos à pura irrisão, confundindo-se a generalização pueril da caricatura com a transparência informativa e social.
2. A "doença" do infantilismo:
Ora, sabemos que discutir o jornalismo como sistema de linguagens é uma hipótese directa ou implicitamente rejeitada pela maioria dos jornalistas televisivos — para eles, uma câmara à frente seja do que for é uma garantia automática e indiscutível de "verdade". Vale a pena recordar-lhes que a cultura cinematográfica combate esse infantilismo estético há mais de um século.
3. O fundo da questão (que, a meu ver, ultrapassa a circunstância mediática):
O que está em jogo é infinitamente mais fundo e mais perturbante: tem a ver com a mediatização sistemática, isto é, com a promoção pública de uma vida social baseada na desconfiança, na insinuação e, em última instância, no quotidiano menosprezo pela mais básica dignidade humana — afinal de contas, temos uma paisagem televisiva com protagonistas e decisores que aceitaram ser contaminados pela degradação de valores promovida pelo Big Brother e, genericamente, pela grosseria de muitos reality shows.
1. A herança do Independente:
Qual é, então, a herança de O Independente? Podemos resumi-la através do triunfo de três novos valores:
1 - A vocação policial do jornalismo: a investigação jornalística passa a ser entendida como um exercício equivalente a um inquérito policial, desse modo exponenciando uma mentalidade social de "denúncia".
2 - O jornalismo como tribunal popular: a investigação desemboca num processo mais ou menos espectacular de exposição pública de "culpados", convidando-se implicitamente o leitor/cidadão a participar num julgamento automático dos investigados (isto é, dos protagonistas das notícias).
3 - O anedótico como complemento "inocente" da informação: tudo e todos são sempre susceptíveis de serem reduzidos à pura irrisão, confundindo-se a generalização pueril da caricatura com a transparência informativa e social.
2. A "doença" do infantilismo:
Ora, sabemos que discutir o jornalismo como sistema de linguagens é uma hipótese directa ou implicitamente rejeitada pela maioria dos jornalistas televisivos — para eles, uma câmara à frente seja do que for é uma garantia automática e indiscutível de "verdade". Vale a pena recordar-lhes que a cultura cinematográfica combate esse infantilismo estético há mais de um século.
3. O fundo da questão (que, a meu ver, ultrapassa a circunstância mediática):
O que está em jogo é infinitamente mais fundo e mais perturbante: tem a ver com a mediatização sistemática, isto é, com a promoção pública de uma vida social baseada na desconfiança, na insinuação e, em última instância, no quotidiano menosprezo pela mais básica dignidade humana — afinal de contas, temos uma paisagem televisiva com protagonistas e decisores que aceitaram ser contaminados pela degradação de valores promovida pelo Big Brother e, genericamente, pela grosseria de muitos reality shows.
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Talvez que se fosse místico, e isto é sim um lapaliçada, acreditaria na reencarnação. Seria, assim, mais fácil perceber as razões pelas quais todos nós, mais tarde ou mais cedo, acabamos por cruzar gostos, trocar sensibilidades, confluir em determinados vórtices.
Não sou místico. Ou ainda não. Por isso, deixo Iggy Pop a cantar Prévert com solo de clarinete circense falar por mim. As voltas lindas que a vida dá!
Não sou místico. Ou ainda não. Por isso, deixo Iggy Pop a cantar Prévert com solo de clarinete circense falar por mim. As voltas lindas que a vida dá!
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