estava a ver aquele grunho do futebol a dar uma joelhada no nariz de um árbitro e não pude deixar de pensar em algumas pessoas, amáveis, cultas e sensatas que conheço, especialmente nas redes sociais, que se transformam nuns seres acéfalos quando falam de futebol.
se calhar, se calhar, fora dos campos de futebol, o grunho é um bailarino sensível, estuda filosofia alemã num instituto do porto e, lá em casa, é ele que se levanta de noite para mudar a fralda à catraia.

penso não haver hoje na imprensa portuguesa textos mais apatetados que os do mec. os de sábado, no suplemento fugas, são mesmo confrangedores. há listas telefónicas mais interessantes e páginas de classificados de funerais no jn com mais informação.
para aqueles, como eu, que têm em casa os textos reunidos no 'escrítica pop', isto é ainda mais doloroso e entra claramente no capítulo da vergonha alheia.

Lhasa de Sela - Meu Amor, Meu Amor

Amália Rodrigues - Mio Amor, Mio Amor [Ary dos Santos / Alain Oulman, 1973-2017]

Van Morrison + Raul Malo - 'Till I Gain Control Again

Out on the road that lies before me now
There are some turns where I will spin
I only hope that you can hold me now
Till I can gain control again



como pode Tony Carreira ser o maior artista português e não ser o maior artista português?

extraordinária, a reportagem de Ricardo Marques na última revista do Expresso. um dos melhores textos jornalísticos que li nos últimos tempos. e não, a resposta não está no arroz de tomate.

Tony Carreira - Sem Ti Eu Não Sei Viver [2017]

por outras palavras, armado ao pingarelho.

Alison Krauss - 'Till I Gain Control Again

Just like the sun over the mountain top
You know I'll always come again
You know I love to spend my morning time
Like sunlight dancing on your skin