Hoje os assessores e as agências de comunicação exercem uma enorme pressão de agendamento e de cobertura mediática com técnicas apuradíssimas, sendo, por vezes, muito difícil perceber onde se interrompe uma profícua mediação e começa uma intolerável manipulação. Há também aqueles que fazem chegar às redações as suas mensagens em formato (pseudo) jornalístico, procurando que esses conteúdos sejam publicados integralmente assim. Os jornalistas ficam próximos do estatuto de "copy-paste" ou de pé de microfone.

Esta é uma ideia que anda por aí. Cola bem com a história de um lado negro da comunicação, de gente má que ganha a vida a manipular jornalistas, e cola ainda melhor com a necessidade de arranjar alibis para o estado lastimável de boa parte do jornalismo actual.
Mas esta é também uma ideia na qual naufraga o jornalismo.
O jornalismo é, por definição, um campo de batalha. De ideias, de pessoas, de interesses.
É natural - qual quê? é saudável - que nele desaguem todo o tipo de pressões, legítimas e ilegítimas - é da natureza humana... - e compete, precisamente, ao jornalismo organizá-las, hierarquizá-las, dispensá-las.
Não entendo o que pensam, ou querem, os jornalistas que afirmam ou subscrevem frases como aquela.
Redacções assépticas, imunes ao mundo? É que não sei se já repararam, mas o mundo - a vida... - é uma selva. O tal campo de batalha, do qual o jornalismo é suposto fazer eco.

Old Jerusalem - Harvest Moon


Neil Young: Don't Be Denied....BBC documentary charting Neil's career from his first experiences in Canada through his trip south and his time with Buffalo Springfield, CSNY and Crazy Horse. Whilst he is claiming it is just about the music, the film shows Neil as a man of great integrity both musically and politically. Fascinating stuff.



não era consensual e ainda bem.
aprecio cada vez mais as pessoas angulosas, imperfeitas. demasiado humanas.
sou daqueles, não somos poucos, para quem o nome de mário soares se confundirá sempre com a democracia portuguesa.
e sou daqueles, seremos menos, para quem mesmo as atitudes mais radicais - lá está, angulosas - dos últimos anos fazem tanto sentido como o resto da sua vida. haja quem se inquiete e revolte contra este mundo sacana que nos andam a impôr.
obrigado, Presidente!

My Morning Jacket - Only Memories Remain [2015]

Bishop Briggs - River [2016]


coisas verdadeiramente extradinárias. estão a ver aquelas grandes fotos de fundo que o wetransfer mostra quando fazemos download de um ficheiro? pois, hoje de manhã as fotos eram de abrantes. algumas coisas com dantes, e ainda bem. outras nem tanto, e ainda bem também. ah pois, e aquela pontinha de saudade.

António Domingues é, afinal, um exímio representante do chamado "sector privado", que se caracteriza por prosseguir essencialmente o objetivo do enriquecimento de accionistas e gestores e por uma interpretação sistemática dos limites da lei. Um "sector privado" que relega sempre para segundo plano qualquer sentido de bem comum, que poderia passar, por exemplo, pelo reinvestimento dos lucros.

Dennis Wilson - Piano Variations On Thoughts Of You [1977]

St. Etienne Daho - Le Baiser Français [1995]


nome do medicamento: The Undertones - Teenage Kicks (1978)
indicações terapêuticas: elixir da longa vida
principais substâncias activas: i wanna hold her, wanna hold her tight / get teenage kicks right through the night
posologia: ouvir, pelo menos, uma vez por ano, de preferência logo a abrir


actualmente, três dos sete partidos com representação parlamentar (be, cds, verdes) são liderados por mulheres. em nenhum dos casos isso se deve a qualquer sistema de quotas.
atualmente, apenas um dos cerca de 10 media do mainstream (visão) é dirigido por uma mulher, sendo que elas são raríssimas nas restantes direções.
é por 'pormenores' destes que costumo afirmar que, pelo menos por cá, os media são mais conservadores do que a sociedade (e que apenas são arrojados ou vanguardistas naquilo que é irrelevante ou, pior, maligno).
e é também por 'pormenores' destes que frequentemente ponho em causa a legitimidade dos media para se pronunciarem sobre diversos aspetos da nova vida em sociedade. a começar pela política.

num post mais abaixo, estou a bater umas bolas com o luís m. jorge acerca do triunfo da ignorância, a partir de um artigo de jpp no público.
este cartoon, que acabo de encontrar na new yorker, ilustra muito bem o meu ponto.