Solomon Burke - Let Me Wrap My Arms Around You [1975]
Hey, come on baby
Come on don't be, don’t be looking like that
I don’t want you to be depressed
Or hung up on anything
You see we’ve got something going for us
Between our signs
You know and like, I wanna be your everything
I want you to know that you’ve got me to depend on
And to lean on
To talk to and to walk with
And if you need somebody to love you baby
Well here I am baby
Come get what I’ve got for you
Come on don't be, don’t be looking like that
I don’t want you to be depressed
Or hung up on anything
You see we’ve got something going for us
Between our signs
You know and like, I wanna be your everything
I want you to know that you’ve got me to depend on
And to lean on
To talk to and to walk with
And if you need somebody to love you baby
Well here I am baby
Come get what I’ve got for you
deve ser a minha costela hola!, em versão necessariamente intelectual. adoro textos sobre o pequeno mundo das grandes pessoas. o gossip de políticos, artistas (mas só os upa upa), gente de poder. não confundir, portanto, com a versão parola da hola!, o patético mundo das revistas cor-de-rosa portuguesas.
truman capote, por exemplo, escrevia de forma impiedosa sobre a high society de nova iorque. e aquilo até para nós tinha graça, porque alguma daquela gente entrava-nos em casa, pelo cinema, pela música, pela literatura.
vem a isto a propósito de
a historiadora coqueluche da direita-muito-conservadora-mas-que-quer-dar-ares-de-liberal, maria de fátima bonifácio, escreveu um livro sobre antónio barreto. tem dito a autora em entrevistas (e parece que também no livro), que se trata de uma biografia, mas não é um biografia; que não é autorizada, mas que o biografado leu e até nem discordou.
o texto que sobre esta obra diogo ramada curto escreveu há dias no público é particularmente divertido e demolidor, para a autora e para o biografado.
acho especialmente divertida a ideia de que o nascimento do observador constituiu um momento de ruptura na nossa vida colectiva recente. e também as peripécias à volta da obra definitiva de barreto.
discos para o resto da vida [15.5.]
(1973) al green, call me
pouco tempo depois de lançados estes três discos, uma antiga namorada atacou al green com papas de milho a escaldar (!), enquanto ele tomava banho.
o homem ficou com várias lesões e reflectiu sobre o sentido da vida. comprou uma igreja e tornou-se padre. grava discos de gospel, mas ainda regressou algumas vezes às antigas lides.
al green - you ought to be with me
o homem ficou com várias lesões e reflectiu sobre o sentido da vida. comprou uma igreja e tornou-se padre. grava discos de gospel, mas ainda regressou algumas vezes às antigas lides.
al green - you ought to be with me
discos para o resto da vida [15.4.]
(1973) al green, call me
apesar de ter gravado muitas versões, curiosamente algumas delas oriundas do universo country, al green escreveu muitas das canções que cantou. como esta.
al green - have you been making out ok
al green - have you been making out ok
Eis que a lua devagar te vai despindo
Atrevendo uma carícia em cada gesto,
De igual modo é que a nudez te vai vestindo
E o teu corpo condescende sem protesto.
De igual modo é que a nudez te vai vestindo
E o teu corpo condescende sem protesto.
Mal os ombros se desnudam, surge o peito
Logo o ventre no desenho da cintura
Cada músculo detém o mais perfeito
Movimento, em sincronia com a ternura
Cada músculo detém o mais perfeito
Movimento, em sincronia com a ternura
Já as ancas se arredondam e projectam
Sobre as coxas, sobre os vales, sobre os montes
Onde as vidas, noutras vidas se completam
Quando o tempo é um sorriso, ou uma fonte
Onde as vidas, noutras vidas se completam
Quando o tempo é um sorriso, ou uma fonte
Fica a roupa amontoada junto aos pés
Quer dos teus, quer dos da cama que sou eu
Estendo a mão, apago a lua, que a nudez
Do teu corpo, fica acesa, sobre o meu
Estendo a mão, apago a lua, que a nudez
Do teu corpo, fica acesa, sobre o meu
as pessoas acham que um político ir trabalhar para uma empresa é promiscuidade. promiscuidade não é isso. promiscuidade é um político trabalhar para empresas enquanto faz política. promiscuidade é um comentador de televisão fazer política e negócios enquanto comenta.
a não ser que queiramos criar uma classe sócio-profissional de políticos - uma espécie de depósito- casta, onde iríamos buscar os políticos para fazerem poder e oposição - teremos de aceitar que as pessoas que passam pela política têm todo o direito ter carreiras profissionais, como exigimos para cada um de nós.
as pessoas criticam as transações da política para as empresas porque, dizem, as empresas só estão interessadas nos conhecimentos dos políticos. hoje, a rede de conhecimentos é um factor tão ou mais importante em qualquer currículo quanto a formação académica e a experiência profissional. a apetência das empresas pelas redes de conhecimentos dos políticos não é, em si, má.
dito isto
devem existir regras de distanciamento sectorial e temporal entre a actividade política e a actividade empresarial. e é nesse campo que o tema pode e deve ser discutido.
porque, por exemplo, não é aceitável que, mercê da proximidade temporal entre as duas actividades, possa formra-se, sequer, a suspeita de que o político a) favoreceu a empresa que o acolhe quando era político; b) faz transitar para a empresa inside information relevante colhida na sua actividade recente de político. aí sim - e voltamos ao início da conversa - podemos estar perante um caso de promiscuidade.
com tudo o que se conhece (vendas, tiragens, resultados operacionais), o que espanta não é que todos os dias salte um director de jornal, é mesmo que os jornais continuem a sair todos os dias.
nas conversas que se vai tendo sobre a dança das direcções, o jornalismo pura e simplesmente deixou de estar presente. agora, para se ser director é mesmo preciso é estar alinhado com alguns interesses económicos de grande escala. o que é uma boa e uma má notícia: má, pelo que isso diz sobre a morte do jornalismo; boa, pelo que isso diz sobre a sobrevivência dos jornais.
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