discos para o resto da vida [6.4.]
(1968) bookends, simon & garfunkel
estávamos em 1968 e até pareceria mal se o disco não tivesse qualquer coisa de psicadélico. a que nem falta um excerto de 'sound of silence'.
discos para o resto da vida [6.3.]
(1968) bookends, simon & garfunkel
neste disco está uma das mais belas canções de sempre - america.
(a produção da versão original é digna de ser ouvida em condições que o youtube não suporta).
canção que deu origem, aliás, a uma das mais fabulosas versões - a de david bowie, num concerto em nova iorque, após os atentados do 11 de setembro.
(a produção da versão original é digna de ser ouvida em condições que o youtube não suporta).
canção que deu origem, aliás, a uma das mais fabulosas versões - a de david bowie, num concerto em nova iorque, após os atentados do 11 de setembro.
discos para o resto da vida [6.2.]
(1968) bookends, simon & garfunkel
'overs' é sobre o tema mais corriqueiro das canções de amor...
se dúvidas houvesse, paul simon demonstra aqui como é um compositor/autor de primeira água.
(o som não é grande coisa... inversamente proporcional à interpretação, aliás).
we're just a habit, like saccharine
and I'm habitually feelin' kind of blue
but each time I try on the thought of leaving you
I stop, I stop and think it over.
se dúvidas houvesse, paul simon demonstra aqui como é um compositor/autor de primeira água.
(o som não é grande coisa... inversamente proporcional à interpretação, aliás).
we're just a habit, like saccharine
and I'm habitually feelin' kind of blue
but each time I try on the thought of leaving you
I stop, I stop and think it over.
discos para o resto da vida [6.1.]
(1968) bookends, simon & garfunkel
a time it was, and what a time it was, it was
a time of innocence, a time of confidences
long ago it must be, I have a photograph
preserve your memories, they're all that's left you
os simon and garfunkel são como aquelas pessoas confiáveis, tão confiáveis que nos esquecemos delas a maior parte do tempo. no caso deles, esquecemos - parece-me - a enorme influência em muita da música que ainda hoje se faz. e, principalmente, esquecemo-nos de os ouvir.
'bookends' é um disco muito especial.
no lado a, é um disco conceptual - ao longo de pouco mais de 15 minutos, acompanhamos a vida, do nascimento à velhice.
no lado b, estão alguns canções que sobraram da banda sonora de 'the graduate'.
esta semana vou recordar apenas o lado a. sim, 15 minutos que fazem muita diferença na história da música.
Amar alguém
Amar é como o prazer de conseguir estar sozinho - mas melhor. Amar é o prazer de descobrir continuamente que há alguém com quem se quer passar o tempo todo, incluindo o tempo que se quer passar juntos e o tempo que se quer passar sozinho.
Amar é um casamento de solidões que, gozando o prazer da juntidão, mesmo assim não prescinde dos prazeres de duas solidões juntas, estejam momentaneamente separadas ou reunidas.
Amar alguém é uma coisa egoísta que só nos faz bem. Mas só se a pessoa amada nos contra-ama também. Ser amado alivia muito a loucura de amar e de ser obrigatoriamente infeliz por causa disso.
Amar e ser amado é a melhor sorte que se pode ter. Não são milagres que aconteçam por acaso. É preciso trabalhar com leviandade - por muito cheio de amor que o coração esteja - para que esses milagres, facílimos, comecem a habituar-se a acontecer regularmente.
Amar alguém é um alívio: é poder deixar de pensar que cada um de nós é marginalmente mais importante do que qualquer outra pessoa que nasceu nesta vida e neste planeta.
Amar alguém é um baluarte contra o mundo, um salvo-conduto, uma casa aonde não só se pode regressar como ficar fechado dentro dela, sem precisar de sair.
Amar alguém é a única, verdadeira distracção. Os que não amam - muitos porque têm medo de se entregarem - chamam obsessão ao amor sem saber que o amor é o grande apagador de insignificâncias e a única maneira de fazer coincidir a alma e a atenção em duas vidas.
{Miguel Esteves Cardoso, Público, 30 de Março de 2016
há uns anos tentei fazer isto. e ainda hoje me agrada a ideia, comentar a actualidade com música.
a economist fá-lo assim, só música sem comentários, coisa para pessoas inteligentes, perdão, cultas. que conseguem relacionar cada canção com o tema. não seria possível em muitos países...
duas perplexidades:
- só numa lista assim podemos encontrar hoje em dia nomes como o de jacques brel, noel rosa, misturados com village people e stone roses;
- além de ter a lista no spotify, a economist diz que a lançou em cd e classifica a coisa de inovadora (claro que amanhã, 2 de abril, vou ver se esta novidade de hoje se mantém...).
spotify: https://play.spotify.com/user/theeconomistplaylist/playlist/4cTXZhpL7z3I1wEKsLYFRw
[act.]
ora bolas, estes gajos no economist são tão certinhos que nem mantêm uma mentira umas horitas.
discos para o resto da vida [5.5.]
(1988) the trinity session, cowboy junkies
em 'trinity revisited', ryan adams toma conta de '200 more miles', um dos originais dos timmins.
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