discos para o resto da vida [3.5.]
(1971) tapestry, carole king

'home again', mais uma canção sobre o regresso a casa.
nesta gravação, de 1989, ficam bem patentes os dotes interpretativos de carole king, voz e piano.

finalmente, uma coisa de jeito no observador.

discos para o resto da vida [3.4.]
(1971) tapestry, carole king

'(you make me feel like a) natural woman' é um dos maiores sucessos de aretha franklin (1967).
e mais uma dos temas assinados por king & goffin.

esta é canção com que aretha emocionou obama, precisamente numa homenagem a carole king (2015).


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prendo-me numa canção de elliott smith [Portland, 1969-2003] que começa assim "true love is a rose"
e depois ouço vezes sem conta o "a rose is a rose is a rose" dos (ou do) old jerusalem [Porto, 2016]
e chego a pensar que há um sentido em tudo isto.

Elliott Smith - True Love [2001]


esta coisa do velório e funeral do nicolau, há vários horas em directo em todas as tv, está a atingir aquele ponto em que a malta vai começar a indignar-se com o velório e funeral do nicolau, há vários horas em directo em todas as tv.
e a cmtv, já meteu o drone na basílica?

discos para o resto da vida [3.3.]
(1971) tapestry, carole king

esta canção, um hino à amizade, é a mais conhecida de carole king.
está, talvez, gasta pelo uso, especialmente na voz - como dizer? - datada de james taylor, que aparece aqui, em 2006. um tanto acabado, aliás.

brasil, 2016



a certa altura, Nicolau Breyner decidiu ser candidato à presidência da câmara de Serpa pelo cds.
um fulano que se candidata à presidência da câmara de Serpa pelo cds é um fulano com imensa graça. e não apenas por isso, claro.

discos para o resto da vida [3.2.]
(1971) tapestry, carole king

as relações amorosas são o tema quase exclusivo das canções de carole king.

aqui, 'so far away', em gravações ao vivo separadas por quatro décadas




Sweeter than peaches and pears and cream.

Emmy the Great - Social Halo [2015,16]

discos para o resto da vida [3.1.]
(1971) tapestry, carole king


sim, muito antes do facebook já havia quem fotografasse gatos. telemachus, no caso.

este é o segundo disco de carole king e as 12 canções que o integram são uma espécie de guia-definitivo-para-bem-escrever-canções-pop.

carole tinha passado a década anterior a escrever sucesso atrás de sucesso, a meias com gerry goffin, para meio mundo cantar, especialmente artistas de r&b negros. até que se decidiu a cantá-los ela própria. o resultado foi uma série de discos que andaram meses pelos tops de todo o mundo.

'will you still love me tomorrow', por exemplo, tinha sido um sucesso tremendo, em 1960, na voz das shirelles, e voltou a sê-lo uma década depois, na voz de carole.



Julia Holter - Silhouette [2016]

da extraordinária beleza das mais simples coisas.



http://timeoutjmf.blogspot.pt/2016/03/lucinda-williams-ghosts-of-highway-20.html




One of the great tricks of pop music is that no matter how much we like to imagine it’s about musicians expressing themselves, it tends to be more useful as a way for listeners to figure out their own identities: Each song lets us try on a new way of being in the world.

So these days it’s the song, and the scale of the event surrounding it. One song, one digestible thing, with millions of people standing in a circle around it, pointing and shouting and writing about it, conducting one gigantic online undergraduate seminar about it, metabolizing it on roughly the same level that cable-news debate shows metabolize a political speech.

25 songs that tell us where music is going

(coisas fabulosas que continuam a ser feitas nos media)
a revista de domingo do new york times publicou um interessantíssimo artigo sobre o que poderá ser o futuro da música, a curto prazo.
cada uma das 25 canções que adivinham o futuro é acompanhada de um texto muito informado.
na versão online, ouvimos cada canção conforme vamos lendo o texto. e há ainda uma playlist no spotify.
o futuro talvez passe mesmo por aqui. mas o que é mesmo fabuloso é termos tudo isto no presente.