trump? também temos



o dia internacional da mulher, seja na versão fofinha de oferecer flores ou na feminista hard de pelos na perna, não faz qualquer sentido e só perpetua o gueto.

Julien Baker - Something [2015]

discos para o resto da vida [2.2.]
(1992) fragments of a rainy season, john cale

this is a love song, so hold on to someone you love...

a canção é de 75 (helen of troy), foi regravada em 82 (music for a new society) e novamente em 2016, em m:fans, uma regravação do disco de 82.

é uma canção definitiva sobre o amor.




[versão 2016]

Johnny Cash - Big River


Aquela é a razão que está antes, por certo. Mas quais são as razões dessa razão? Quais as refrações ou declinações daquele momento de razão primeira que coincide ou só se desenvolve em húmus democrático? Tentemos dar algumas ilustrações.

José de Faria Costa, Provedor de Justiça, mantém há semanas (14?) uma coluna de opinião no DN. O texto de hoje é, digamos, particularmente interessante.



o i sabe que isto não faz sentido. que está a falar de motoristas, secretárias, assessores indispensáveis ao funcionamento do governo, que são pessoas que substituem outras que desempenhavam as mesmas funções e que, por isso, não há aumento da despesa. que muita dessas pessoas já estão na administração pública, pelo que se trata de um mero caso de mobilidade. que aquelas que não são da administração pública não ganham com isto qualquer vínculo.
mesmo assim, o i resolve fazer manchete com o assunto e ilustrar com tachos.
o facto de o i vender diariamente 1000 exemplares (ou já serão 100?) não é atenuante suficiente.
“It’s all I have to bring today
 This, and my heart beside”

o expresso curto de hoje de psg, novo director do expresso, tem como título 'isto, e o meu coração ao lado'.
o título é uma tradução de um poema de emily dickinson, que, salvo melhor opinião, ficaria melhor assim: 'isto, e ainda o meu coração'.

discos para o resto da vida [2.1.]
(1992) fragments of a rainy season, john cale


banquo: it will be rain tonight
1st murderer: let it come down

o excerto de macbeth, de shakespeare, preenche a capa daquele que é um dos melhores discos ao vivo de sempre.
foi gravado, em vários locais, durante uma digressão, havendo também uma edição em dvd a partir de um espectáculo em bruxelas. reúne temas de vários discos de cale e algumas versões. apenas com piano e, numa ou outra canção, guitarra acústica.

esta 'don't go gently into that good night', com poema de dylan thomas, é do 'words for the dying', 1989.

discos para o resto da vida [1.5.]
(1978) comes a time, neil young

como virar as costas e ficar em paz?
o tema da separação espreita a cada esquina neste disco, mas há duas canções em que surge como tema central. already one e esta peace of mind.
talvez um tudo-nada lamechas, ou, como diria o outro, ridículas, como todas as canções de amor.

HMB ft. Carminho - O Amor é Assim [2016]

discos para o resto da vida [1.4.]
(1978) comes a time, neil young

cars & girls. a mais eterna das mitologias rock, aqui na variante mota (uns anos mais tarde, ny há-de dedicar discos inteiros aos carros).
a canção funciona como única válvula de escape, no tema e na vivacidade, num disco em que a melodia rima com melancolia.
serve também de palco para a voz de larson e a inconfundível guitarra de j.j. cale.



se não tivéssemos tanta diversidade, por exemplo, de canais de tv de notícias, como ficaria a liberdade de expressão? sim, como?
como poderia, por exemplo, a sic n fazer um direto em que a notícia parecem ser os diretos que estão a ser feitos pela tvi 24 e pela rtp3?



Sobre Henrique Raposo tenho a dizer o seguinte.

discos para o resto da vida [1.3.]
(1978) comes a time, neil young

uma das raras ocasiões que em ny gravou em disco uma canção que não é de sua autoria.
'four strongs winds', escrita por ian tyson [1963], é uma das canções mais populares no canadá, terra natal de young.

é uma história de amor à mercê das estações, no caso, dos imigrantes que passam a fronteira à procura de trabalho. novamente, a ideia de que tudo muda, menos os quatro ventos e os sete oceanos.

a primeira versão é um quase-hino, com uma série de gente mais ou menos conhecida da cena country, no filme 'heart of gold'.
a segunda, bem mais à neil young, é do farm aid 93 e tem willie nelson literalmente em fundo.



discos para o resto da vida [1.2.]
(1978) comes a time, neil young

todo o mundo é composto de mudança, enésima versão.
uma canção, como quase todas neste disco, pontuada pela voz de nicolette larson [1952-97] e pelo violino. belíssimo, o interlúdio de cordas.

a versão ao vivo é do farm aid 95, um festival para ajudar os agricultores americanos, promovido anualmente por young & friends e que é também uma espécie de manifesto contra a monsanto e outras coisas transgénicas.
as actuações ao vivo de neil young têm sempre qualquer de mágico, encantatório, e esta não é excepção.