Everytime (Britney Spears)
cruzado com
banda sonora de Twin Peaks (Angelo Badalamenti)
The Dø - Trustful Hands [2015]
We were meant to make a thing or two
Meant to break the laws of gravity too
Meant to break the laws of gravity too
[bob dylan:
The world don’t need any more songs… As a matter of fact, if nobody wrote any songs from this day on, the world ain’t gonna suffer for it. Nobody cares. There’s enough songs for people to listen to, if they want to listen to songs. For every man, woman and child on earth, they could be sent, probably, each of them, a hundred songs, and never be repeated. There’s enough songs
três ou quatro coisas de que gosto em sinatra
a voz. o maior lugar comum dele. uma espécie de heterónimo. cantar como quem respira.
as canções. se fosse eterno, sinatra haveria de cantar todas as canções do mundo e todas as canções do mundo passariam a ser de sinatra. extraordinária, aquela capacidade de estabelecer o cânone.
as orquestrações. nothing but the best. um grande lema de vida. sinatra sempre se rodeou dos melhores orquestradores, e supostamente dos melhores músicos. cantava sobre uma enciclopédia de música.
o homem. a mafia, a ava gardner, as outras todas, o gajo que arrasou a pop/rock e meia dúzia de anos depois gravou um disco só de pop/rock. a snobeira. as contradições, pois. não era perfeito e isso é perfeito.
a longevidade. chegar aos 100 anos vivinho da costa não é para todos. que continues por cá e eu a ouvir-te, pá.
é verdade, já todas as campainhas soaram.
não me parece que quem ama a liberdade, o debate de ideias, a democracia possa ficar indiferente à devastação que atravessa o jornalismo (os media são outra coisa...), à escala global, mas especialmente em casa.
trata-se de um daqueles casos em que todas as palavras já foram gastas, os não fossem os protagonistas desta história artifices da palavra.
sim, é preciso reinventar o negócio, na certeza de que a ideia de negócio é, no caso, arcaica.
e é preciso salvar o essencial, que é a função pulmonar que o jornalismo representa para a democracia.
as soluções são, a esta hora, já de emergência e extravasam vastamente as capacidades instaladas no sector. terão de envolver outros agentes da sociedade, da economia, do poder político.
a enésima crise no público é tudo o que quem gosta de jornais e jornalismo não gostará de assistir. porque o público é, precisamente, um projecto que encaixa na estreita fresta de futuro pela qual terá de passar o jornalismo - um projecto envolvendo um (embora não totalmente assumido) mecenato, exercido em condições de liberdade e profissionalismo.
outra coisa, bem diversa, é a nebulosa de interesses inconfessáveis (até porque não assumidos) que nos últimos anos se instalou em portugal. em democracia não é tolerável que a propriedade dos media seja um jogo de sombras. como exercer o jornalismo com transparência e liberdade se não há transparência quanto a quem financia esse jornalismo?
outra coisa ainda é a total falta de auto-regulação que leva, por exemplo, a que os diversos media se citem continuamente, em loop, desvalorizando de forma implícita e implacável a matéria-prima de que são feitos. não há leis que conformem o problema, terão de ser os jornalistas a travar essa auto-fagia, que constitui uma das principais causas do declínio geral.
isto para começo de conversa. porque depois há que arregaçar as mangas e levar à prática meia dúzia de medidas corajosas (não sendo este o local ou emissor adequado para as explanar).
não me parece que quem ama a liberdade, o debate de ideias, a democracia possa ficar indiferente à devastação que atravessa o jornalismo (os media são outra coisa...), à escala global, mas especialmente em casa.
trata-se de um daqueles casos em que todas as palavras já foram gastas, os não fossem os protagonistas desta história artifices da palavra.
sim, é preciso reinventar o negócio, na certeza de que a ideia de negócio é, no caso, arcaica.
e é preciso salvar o essencial, que é a função pulmonar que o jornalismo representa para a democracia.
as soluções são, a esta hora, já de emergência e extravasam vastamente as capacidades instaladas no sector. terão de envolver outros agentes da sociedade, da economia, do poder político.
a enésima crise no público é tudo o que quem gosta de jornais e jornalismo não gostará de assistir. porque o público é, precisamente, um projecto que encaixa na estreita fresta de futuro pela qual terá de passar o jornalismo - um projecto envolvendo um (embora não totalmente assumido) mecenato, exercido em condições de liberdade e profissionalismo.
outra coisa, bem diversa, é a nebulosa de interesses inconfessáveis (até porque não assumidos) que nos últimos anos se instalou em portugal. em democracia não é tolerável que a propriedade dos media seja um jogo de sombras. como exercer o jornalismo com transparência e liberdade se não há transparência quanto a quem financia esse jornalismo?
outra coisa ainda é a total falta de auto-regulação que leva, por exemplo, a que os diversos media se citem continuamente, em loop, desvalorizando de forma implícita e implacável a matéria-prima de que são feitos. não há leis que conformem o problema, terão de ser os jornalistas a travar essa auto-fagia, que constitui uma das principais causas do declínio geral.
isto para começo de conversa. porque depois há que arregaçar as mangas e levar à prática meia dúzia de medidas corajosas (não sendo este o local ou emissor adequado para as explanar).
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