nos últimos anos, tem havido demasiados, novos e velhos, projectos de comunicação pagos por sabe-se lá quem, com objetivos obscuros e às vez nem isso, praticando uma coisa que se chama jornalismo apenas porque é impresso em papel de jornal.

mas, no dia em que umas dezenas (!) de jornalistas vão para o desemprego (e só quem por lá passou de forma involuntária pode avaliar), não é certamente a altura ideal para falar disso.
[Papa admite que preservativo é questão “moralmente complicada” para a igreja]

uma das coisas que sempre me intrigou nas religiões, em todas elas, é a má relação que têm com o corpo, seja com o sexo, com a cobertura de certas zonas, com a ingestão de alimentos.
no fundo, as religiões querem que usemos o corpo abdicando do melhor que ele nos pode dar, o prazer.
o corpo é o nosso único activo natural (no sentido financeiro do termo). o que herdamos, à nascença, de qualquer origem divina, a acreditar nessas mesmas religiões.
que, por motivos religiosos, nos obriguemos a qualquer restrição do usufruto desse mesmo corpo é qualquer coisa do domínio do absurdo. incompreensível.
What part of me don't you know?
What part of me don't you want?

Sinatra 100 - Softly As I Leave You

It's funny how people
just won't accept change
as if nature itself
They'd prefer rearrange
(...)
I'm grateful to anyone
That is happy or free
For giving me hope
While I'm looking to see
The light that has lighted the world