ecrã gigante, som ainda maior, pipocas & coke zero, as melhores canções de amor do mundo, pró infinito e mais além

Mika - Last Party [2015]

last party, let's party!

Canções para o resto da vida [53]

Os grandes amores acontecem assim. Não faço a mínima ideia das circunstâncias em que ouvi pela primeira vez o Horácio Silva, mas foi coisa para toda a vida, já lá vão umas décadas valentes.
Horace, filho do senhor Silva, de Cabo Verde, nunca haveria de esquecer as origens, mas é nos discos que gravou nos anos 60 que mais referências surgem ao pai et al.


The Horace Silver Quintet - The Cape Verdean Blues (1966)

The Mountain Goats - One on One, April 11th 2015, City Winery, New York

http://timeoutjmf.blogspot.pt/2015/07/the-mountain-goats-beat-champ.html

Canções para o resto da vida [52]

Primeiro o disco: 'The Melody at Night with You' foi gravado, em casa, durante um período de convalescença de Jarrett, e dedicado à mulher. Esse conjunto de circunstâncias fez com que, ao contrário do que é habitual, não haja aqui ponta de virtuosismo, mas apenas melodia que se espraia languidamente.
Deste conjunto de standards, gosto especialmente desta versão de Gershwin. Quem não quer?


Keith Jarrett - Someone To Watch Over Me (1999)

Canções para o resto da vida [51]

A versão de que gosto mais deste tema é em dueto, com Steve Swallow.
Em big band é ainda mais divertido.
Carla Bley é uma fulana extraordinária.


Carla Bley Band - Reactionary Tango (1981)

és gira e gostavas de aparecer na capa da rolling stone? tens três hipóteses:
- vestes t-shirt ou camisa sem soutien
- vestes soutien sem camisa ou t-shirt
- vês-te livre dos mamilos.

Gregory Porter - Wind Song [2013]

i try all day to not write songs that sound cliché
when i sing songs of love to you
but somehow i always do

última hora: casillas já está no porto.
segundo o relato pertinente das televisões em directo, acenou à chegada.

Robert Wyatt - Just As You Are [2007]

Canções para o resto da vida [50]

As canções de Robert Wyatt relacionam, como poucas, a razão e a emoção. Pensar o belo não é para todos e, talvez por isso, a dele é uma música muito pouco popular, simplesmente porque as pessoas não estão para isso. Uma opção tão legítima quanto outra qualquer.
Esta canção é disso um excelente exemplo. A versão é das belíssimas Unthanks, porque a voz de Wyatt não é propriamente o melhor cartão de apresentação para as suas canções.



The Unthanks - Free Will and Testament (1997-2013)

So when I say that I know me, how can I know that?
What kind of spider understands arachnophobia?
I have my senses and my sense of having senses.
Do I guide them? Or they me?

The weight of dust exceeds the weight of settled objects
What can it mean, such gravity without a centre?
Is there freedom to un-be?
Is there freedom from will-to-be?

Canções para o resto da vida [49]

Os Blondie são assim a modos que uns Velvet Underground de pechisbeque, o que certamente até agradaria a Andy Warhol. A mesma Nova Iorque, a mesma loira, os mesmos músicos apalermados e musicalmente ignorantes. Uma ligeira diferença: a seguir aos Beatles, os VU são a banda mais influente das últimas 5 décadas, os Blondie são... eh, como dizer?, isso.
Os primeiros segundos desta canção são puro disco (este vídeo é um playback, e vale a pena precisamente pelo som original dos sintetizadores cósmicos e trepidantes). Aliás, na verdade, toda a canção é disco, o punk só lhes surge na atitude e, às vezes, nas guitarras.



Blondie - Heart of Glass (1979)

Canções para o resto da vida [48]

Quando se fala de pop sofisticada, os Prefab Sprout costumam aparecer na conversa.
Quando se fala de outras coisas, também.
Esta canção sempre me pareceu interessante para ouvir ao luar num tempo destes. Pena não ter happy end, mas disso podemos tratar nós.



Prefab Sprout - We Let The Stars Go (1990)
sim, não tenho mesmo mais nada que fazer.

Bruce Springsteen - Girls In Their Summer Clothes [2007]

Ana Cañas e Nando Reis - Pra Você Guardei o Amor [2013]

desenhar no seu quadril
meus lábios beijam signos feito sinos

Canções para o resto da vida [47]

Arnaldo Jabor, um dos mais inteligentes e divertidos cronistas brasileiros, decidiu um dia escrever uma crónica de jornal, quase em jeito de poema, coisa ligeira, pura brincadeira.
Rita Lee, essa ganda maluca, viu ali a oportunidade para uma canção, também ela puro prazer. Ou será paixão?


Rita Lee - Amor e Sexo (2003)

Arnaldo Jabor, numa crónica sobre a crónica que virou canção.
cada vez me interessa menos se as pessoas são cultas, inteligentes, profissionais, pontuais, eficientes, cumpridoras, etc etc etc.
interessam-me as pessoas em que intuo bondade e carácter. lembrei-me disto quando hoje fui revendo os excertos de entrevistas com que as televisões recordaram maria barroso.

uma das fotos inéditas da clara azevedo, publicadas pelo observador.