Natalie Merchant - Break Your Heart [2010]
i know that it will hurt
i know that it will break your heart
the way things are
and the way they've been
i know that it will break your heart
the way things are
and the way they've been
Leonard Cohen - The Stranger Song [1967]
well, i've been waiting, i was sure
we'd meet between the trains we're waiting for
i think it's time to board another
we'd meet between the trains we're waiting for
i think it's time to board another
Wilco - Reservations [2002-2009]
I know this isn't what you were wanting me
to say
how can I get closer
and be further away from the truth
that proves it's beautiful to lie
how can I get closer
and be further away from the truth
that proves it's beautiful to lie
Portugal, 2015
o fulano com quem mais me custa concordar escreveu mais um artigo genial, absolutamente genial.
apenas duas notas:
a) discordo do último parágrafo, demasiado conjuntural.
b) acrescento um ponto que me parece estar subjacente, mas objectivamente ausente: em PT, não se pensa fora da caixa, não se quebra o status quo. tudo o que se pensa/diz/escreve é meramente instrumental. nos últimos anos, o que mais me dói é perceber que mesmo na minha família político-cultural tudo se move por interesses, num evidente jogo de xadrez, em que as peças mimetizam simetricamente a situação, num calculismo sufocante, com o único objectivo de a substituírem, e sem qualquer programa ou sequer vontade para mudar, mudar mesmo.
na semana passada, jpp já tinha escrito outro texto brilhante sobre o content marketing, perdão, o jornalismo económico.
curiosamente, também discordo do último parágrafo: a imprensa económica não foi remetida para qualquer tipo de colateralidade pelo facto de ter sido megafone do antigo status económico-empresarial-político. não, a imprensa económica está em acelerado processo de ajustamento (nunca deixou de estar...) e já encontrou novos donos a quem dar a voz.
Bright Eyes - First Day of My Life [2005]
[gosto especialmente de ouvir música com auscultadores, parecidos com os que aparecem aqui. assim.]
a música digital - primeiro com o cd, depois com os mp3 e outros dispositivos, tipo ipod, e agora com o streaming - veio estabelecer novos standards e de certa forma elevar o padrão (vínhamos do vinil de massas, das cassetes e... da rádio, é preciso não esquecer).
mas o digital, se permitiu essa massificação de um padrão elevado e estável, veio também estabelecer limites (o digital, no actual estádio, é bem mais pobre do que parece). e hoje o tema é perceber como melhorar o modo como ouvimos música ultrapassando os limites estabelecidos pelo digital. é curioso como os novos standards de vinil deixam muito para trás o digital, por exemplo.
claro que esta é uma conversa de maluquinhos. tipo malta que se põe a ouvir o neil young falar sobre estas coisas durante 50 minutos. aqui.
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