Natalie Merchant - Break Your Heart [2010]

i know that it will hurt
i know that it will break your heart
the way things are
and the way they've been

Richard Hawley - Tonight The Streets Are Ours [2007]

/ don't let fear of feeling fool you /

Wilco - Reservations [2002-2009]

I know this isn't what you were wanting me to say
how can I get closer
and be further away from the truth
that proves it's beautiful to lie

Ibeyi - Ghosts [2015]

fevereiro, 25, ou outro dia qualquer.
olhar para onde estava. há um ano, há dois anos, há cinco, há oito, nove, 20.

Johnny Thunders - You Can't Put Your Arms Around a Memory [1990]



Portugal, 2015

o fulano com quem mais me custa concordar escreveu mais um artigo genial, absolutamente genial.
apenas duas notas:
a) discordo do último parágrafo, demasiado conjuntural.
b) acrescento um ponto que me parece estar subjacente, mas objectivamente ausente: em PT, não se pensa fora da caixa, não se quebra o status quo. tudo o que se pensa/diz/escreve é meramente instrumental. nos últimos anos, o que mais me dói é perceber que mesmo na minha família político-cultural tudo se move por interesses, num evidente jogo de xadrez, em que as peças mimetizam simetricamente a situação, num calculismo sufocante, com o único objectivo de a substituírem, e sem qualquer programa ou sequer vontade para mudar, mudar mesmo.

na semana passada, jpp já tinha escrito outro texto brilhante sobre o content marketing, perdão, o jornalismo económico.
curiosamente, também discordo do último parágrafo: a imprensa económica não foi remetida para qualquer tipo de colateralidade pelo facto de ter sido megafone do antigo status económico-empresarial-político. não, a imprensa económica está em acelerado processo de ajustamento (nunca deixou de estar...) e já encontrou novos donos a quem dar a voz.

Bright Eyes - First Day of My Life [2005]

[gosto especialmente de ouvir música com auscultadores, parecidos com os que aparecem aqui. assim.]

a música digital - primeiro com o cd, depois com os mp3 e outros dispositivos, tipo ipod, e agora com o streaming - veio estabelecer novos standards e de certa forma elevar o padrão (vínhamos do vinil de massas, das cassetes e... da rádio, é preciso não esquecer). mas o digital, se permitiu essa massificação de um padrão elevado e estável, veio também estabelecer limites (o digital, no actual estádio, é bem mais pobre do que parece). e hoje o tema é perceber como melhorar o modo como ouvimos música ultrapassando os limites estabelecidos pelo digital. é curioso como os novos standards de vinil deixam muito para trás o digital, por exemplo. claro que esta é uma conversa de maluquinhos. tipo malta que se põe a ouvir o neil young falar sobre estas coisas durante 50 minutos. aqui.

sun in wintertime / we will feel just fine / where the skies are blue / this is what we're gonna do / come on, come on, come on