Editorial do Avante! da próxima semana:
Após terem comemorado a não queda do Muro de Berlim, os proletários de todo o mundo vergaram o capitalismo americano e seus lacaios. Cuba Livre, Obama não passará. Isto já para não falar da grande vitória do colectivo norte-coreano, que, liderado pelo camarada Bernardino Soares, calou a boca suja da multinacional Sony. Os amanhãs já cá cantam!
Françoise Hardy - Il Est Trop Loin [1967]
um dos problemas das canções é que já ouvimos tudo. estas guitarras, por exemplo, tão antigas.
a revolução está, afinal, na televisão
este é um dia histórico, não tanto pela evidente derrota do comunismo (onde é que isso já vai...), mas antes pela vitória de uma concepção de democracia activa e inclusiva. obama rules.
os alicerces do mito
Estava à procura de uma ilustração para a recensão que escrevi há um mês para a Time Out sobre as Basement Tapes - e que é publicada na edição de hoje - e tropecei em duas peças que, na prática, copiam um ou dois parágrafos do meu texto. Malandros dos americanos... têm a mania que mandam nisto tudo!
http://timeoutjmf.blogspot.pt/2014/12/bob-dylan-band-tte-bootleg-series-vol.html
Frank Sinatra - I'm a Fool to Want You [1951-1957]
Esta canção foi escrita em 1951 por Frank Sinatra, no auge (!) do seu declínio musical (haveria de recuperar para a glória poucos anos depois - A década Sinatra) e também da longa e conturbada relação com Ava Gardner (da qual nunca recuperou...).
A letra é... heartbreaking, obviamente.
Esta versão é já de 1957, no período de ouro da Capitol, e bem mais interessante (voz e orquestração) que a primeira. Há dezenas de versões, mas a de Billie Holiday talvez seja a mais conseguida... após Sinatra, claro.
Este é também o primeiro tema do novo disco de Bob Dylan, a editar em 2015, integralmente preenchido com canções de Sinatra. Talvez escreva algures sobre cada uma dessas 10 canções. Logo se verá.
A letra é... heartbreaking, obviamente.
Esta versão é já de 1957, no período de ouro da Capitol, e bem mais interessante (voz e orquestração) que a primeira. Há dezenas de versões, mas a de Billie Holiday talvez seja a mais conseguida... após Sinatra, claro.
Este é também o primeiro tema do novo disco de Bob Dylan, a editar em 2015, integralmente preenchido com canções de Sinatra. Talvez escreva algures sobre cada uma dessas 10 canções. Logo se verá.
Laura Marling - Kathy's Song [2013 - Simon & Garfunkel 1966]
My mind's distracted and diffused
My thoughts are many miles away
They lie with you when you're asleep
Kiss you when you start your day
And so you see I have come to doubt
All that I once held as true
I stand alone without beliefs
The only truth I know is you
My thoughts are many miles away
They lie with you when you're asleep
Kiss you when you start your day
And so you see I have come to doubt
All that I once held as true
I stand alone without beliefs
The only truth I know is you
a edição do 85.º aniversário da Bloomberg Businessweek é talvez a melhor 'food for thought' dos últimos tempos.
a revista decidiu escolher as 85 ideias mais inovadoras ('disruptive', a bem dizer) destes 85 anos.
o resultado é, simultaneamente, desconcertante e acertado.
há coisas tão simples, como a areia para os gatos (73), que nunca nos passaria pela cabeça que tivessem esta importância, mas que, pensando bem, têm um impacto extraordinário nas nossas vidas... e na indústria dos animais domésticos.
ou, por exemplo, a inovação que foram os primeiros video-gravadores (74), que revolucionaram o modo como vemos tv - tudo o que veio a seguir (hd, dvd, box) foi apenas o aperfeiçoamento do conceito revolucionário inicial.
os smartphones, que todos hoje idolatramos, ficam-se por um modesto lugar (78), mas a simples água engarrafada está em 56, o irritante powerpoint (!) em 53 e a segurança social (yes!) em 28.
portugal tem uma referência directa (legalização do casamento gay - 35) e uma indirecta (a criação do euro - 49).
é claro que a lista é americana. algumas daquelas coisas nem conhecemos (wal mart, por exemplo, embora valha pelo conceito). mesmo o vencedor (o avião a jacto) talvez só o seja porque veio mesmo revolucionar a américa (ex: em 2014, havia 12.050 aviões destes registados nos eua, enquanto que o país que se segue na lista é o brasil, com... 764).
e o que se aprende? logo no 85.º - haverá melhor maneira de explicar o que é o PIB?
a edição em papel é uma pequena preciosidade de design, mas a versão digital não lhe fica atrás (saudade daquele som da polaroid, já para não falar do do modem...).
estava com a varinha mágica na sopa, enquanto o homem do bigode (pires?) falava.
acabei por lhe prestar mais atenção que ao ex-DDT e ao primo bacardi, dos quais apenas vi os resumos nos telejornais.
pois que concluí dos 5 minutos do pires (depois da sopa, a varinha mágica, com o respectivo acessório acoplado, tratou de um puré de batata classic style)?
basicamente, que também não sabia de nada, não falava com os outros e nem sequer sabia o que faziam os que lhe respondiam hierarquicamente. era CFO, mas não fazia nada do que é suposto um CFO fazer. e depois - que chatice! - havia umas questões interessantes que ele até poderia esclarecer, não fosse o segredo de justiça, esse danado.
não sei se foi do bigode, mas naqueles 5 minutos fiquei com a ideia de que o homem estava a gozar com os deputados, que estes estavam a perceber, mas que não se importavam muito.
(parênteses: voto no livre se sacar a mortágua ao be).
do que vi e não vi nestes extraordinários dias, concluo sem grande esforço que o bes foi um milagre de décadas e que só não foi a nobel por manifesta má vontade da academia. um banco - qual banco? um império... - gerido por pessoas que não falavam umas com as outras, que não sabiam o que os outros andavam a fazer, que nem sabem o que fizeram (o pires, com muita graça, explicou a um obediente deputado comunista que não fazia ideia do que era um documento que ele próprio assinara há dois anos...). pessoas, enfim, tão ocupadas nas suas tarefas (mas quais, senhores?) que nem se davam ao trabalho de tentar perceber o que se passava à sua volta... enfim, um milagre, o banco ter aguentado tanto tempo.
na verdade, esta é apenas mais uma história de ganância, incompetência e parolice, dessas que tanto caracterizam o patronato português. alguns distraídos pensavam que isso só se passava com os patos-bravos, as cooperativas de taxistas e os angariadores de sucatas. não, este é o nosso patronato em todo o seu esplendor. podemos continuar a culpar os funcionários públicos, a classe média, a falta de qualificação, o gajo que sai a meio da manhã para tomar café, os sindicalistas dinossáuricos... mas enquanto a riqueza da nação, a sua economia, for gerida (!?) por gente assim não sairemos disto.
acabei por lhe prestar mais atenção que ao ex-DDT e ao primo bacardi, dos quais apenas vi os resumos nos telejornais.
pois que concluí dos 5 minutos do pires (depois da sopa, a varinha mágica, com o respectivo acessório acoplado, tratou de um puré de batata classic style)?
basicamente, que também não sabia de nada, não falava com os outros e nem sequer sabia o que faziam os que lhe respondiam hierarquicamente. era CFO, mas não fazia nada do que é suposto um CFO fazer. e depois - que chatice! - havia umas questões interessantes que ele até poderia esclarecer, não fosse o segredo de justiça, esse danado.
não sei se foi do bigode, mas naqueles 5 minutos fiquei com a ideia de que o homem estava a gozar com os deputados, que estes estavam a perceber, mas que não se importavam muito.
(parênteses: voto no livre se sacar a mortágua ao be).
do que vi e não vi nestes extraordinários dias, concluo sem grande esforço que o bes foi um milagre de décadas e que só não foi a nobel por manifesta má vontade da academia. um banco - qual banco? um império... - gerido por pessoas que não falavam umas com as outras, que não sabiam o que os outros andavam a fazer, que nem sabem o que fizeram (o pires, com muita graça, explicou a um obediente deputado comunista que não fazia ideia do que era um documento que ele próprio assinara há dois anos...). pessoas, enfim, tão ocupadas nas suas tarefas (mas quais, senhores?) que nem se davam ao trabalho de tentar perceber o que se passava à sua volta... enfim, um milagre, o banco ter aguentado tanto tempo.
na verdade, esta é apenas mais uma história de ganância, incompetência e parolice, dessas que tanto caracterizam o patronato português. alguns distraídos pensavam que isso só se passava com os patos-bravos, as cooperativas de taxistas e os angariadores de sucatas. não, este é o nosso patronato em todo o seu esplendor. podemos continuar a culpar os funcionários públicos, a classe média, a falta de qualificação, o gajo que sai a meio da manhã para tomar café, os sindicalistas dinossáuricos... mas enquanto a riqueza da nação, a sua economia, for gerida (!?) por gente assim não sairemos disto.
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