foto de um bombardeiro russo sobre o Altântico, divulgada pela FAP




três notas (quase) laterais sobre o episódio da invasão russa:
1. espectacular, a reacção mediática da NATO e da FAP: imagens, depoimentos, comentários... tudo em cima da hora e com mensagens muito focadas; os militares (e os diplomatas) têm mais em comum com a malta das Relações Públicas e do spin do que muitas pessoas imaginam.
2. curiosa, a reacção (nas redes sociais, é mato...) dos comunistas e compagnons, ora galhofando sobre a NATO e a defesa europeia, ora tentando justificar uma suposta acção russa; parece que ainda ninguém lhes disse que em Moscovo os comunistas já não mandam. há décadas - os esquemas mentais sobrevivem à História.
3. agora, como em ocasiões similares, os jornalistas limitam-se a papaguear uma versão (oficial, se bem que por vezes soprada por fontes não oficiais, de forma a conferir-lhe maior credibilidade); na guerra, como nos seus simulacros - incluindo grandes manobras de RP ou spin... -, todas as regras do jornalismo são suspensas.

Taylor Swift - Shake It Off

She & Him - Time After Time

Taylor Swift - Out of the Woods

She & Him - Stay a While

http://photokissin.tumblr.com 

<< Quando, há pouco tempo, passei a ter um gato, comecei a perceber a razão do fascínio. De facto, é um bicho que nos despreza de uma forma muito elegante. Está evidentemente convencido da sua superioridade em relação a nós – e é capaz de ter razão. Mas continuo firme no meu entusiasmo em relação aos cães. Os gatos sabem qualquer coisa; os cães são tão estúpidos como eu – o que lhes dá um encanto muito especial. Os gatos parecem ter uma informação importante acerca do que é isto de estar vivo; os cães não fazem a mínima ideia do que andam aqui a fazer. Acham quase tudo espantoso e não têm vergonha desse maravilhamento constante, apesar de ser tão parecido com a estupidez. Os cães são crianças, os gatos são filhos adolescentes: também nos amam, embora com alguma relutância, acham mesmo que são independentes, e às vezes estão escondidos num armário. É a adolescência sem tirar nem pôr.

Ricardo Araújo Pereira, hoje na Visão.
Na foto, Hendrix, o adolescente no seu armário.

Beach Boys - Disney Girls [Bruce Johnston]

Just in time words that rhyme
Well bless your soul
Now I'll fill your hands
With kisses and a Tootsie Roll

Oh reality, it's not for me
And it makes me laugh 
Oh, fantasy world and Disney girls 
I'm coming back

Phil Ochs - The Pleasures of The Harbor

And the sea bids farewell
She waves in swells
And sends them on their way
Time has been her pay
And time will have to tell

Oh, soon your
Sailing will be over
Come and take
The pleasures of the harbor


em algumas culturas, fotografar alguém significa roubar-lhe a alma. essas culturas estão obviamente erradas (acontece muito...). fotografar é, antes, a forma mais evidente de perpetuar a vida. de adiar a morte, se quisermos. e um dia, estou certo, alguém há-de enquadrar nesta teoria a sofreguidão, mas também a displicência, com que hoje (nos) fotografamos.
muito apropriado, por isso, este texto:
Is This a Vacation Photo or a Crime Scene?

e se os computadores - valha-nos deus! - fossem mais sensatos que nós?

nice :)

Lou Reed - Temporary Thing


Smokey Robinson - Tracks of My Tears