well now, i get low and i get high
and if I can't get either, i really try

Australia, 26 Fev 14

spell out loud: big-hearted songwriting, iconic






















onde terão os anglo-saxónicos aprendido a escrever coisas destas? With a career defined by big-hearted songwriting and stadium-filling anthems, Bruce Springsteen has carved out a legacy as an iconic force in rock 'n' roll.
[dos diálogos de her]

a ideia da música enquanto fotografia de um rosto, um momento, uma relação, uma vida. mais que banda sonora. aliás, nada a ver com banda sonora.


Einstein and Shakespeare, sittin’ havin’ a beer
Einstein tryin’ to figure out the number that adds up to bliss
Shakespeare says, “Man, it all starts with a kiss”

High Hopes [180 gram vinyl]



há muito, muito, tempo que não me emocionava assim com um disco.

Canções para o resto da vida [desert island selection .21]

Long afloat on shipless oceans
I did all my best to smile
'Til your singing eyes and fingers
Drew me loving to your isle
And you sang "sail to me, sail to me, let me enfold you.
Here I am, here I am, waiting to hold you"

Did I dream you dreamed about me?
Were you hare when I was fox?
Now my foolish boat is leaning
Broken lovelorn on your rocks
For you sing "touch me not, touch me not, come back tomorrow.
Oh my heart, oh my heart shies from the sorrow"

I'm as puzzled as the newborn child
I'm as ridled as the tide
Should I stand amid the breakers?
Or should I lie with Death my bride?
Hear me sing "swim to me, swim to me, let me enfold you.
Here I am, here I am, waiting to hold you"


Robert Plant 
Song To The Siren [Tim Buckley]
querida ophelia
a vida não está, porém, isenta de contrariedades.
imagina, por exemplo, que tinha planos para uns sapatos de camurça e com este inverno não sei que faça.
o teu

how do you share your life with somebody?



falling in love is a crazy thing to do. it’s kind of like a form of socially acceptable insanity.
é inverno e chove. chuva de inverno. tão explícita, a natureza.

i knew you were trouble ;)

o libé


Les jours noirs d’un quotidien


O libé nunca foi o meu modelo de jornal, mas é um dos jornais que mais gosto de comprar.
Assim:
Nunca pratiquei o jornalismo de causas, nunca entendi o jornalismo como um panfleto (coisa bem diferente - defendo - é o alinhamento ideológico/cultural dos media, que nos falta; o penoso declínio do DN e do Público tem como uma das causas mais fundas a esquizofrenia ideológica em que vivem há décadas, a falta de alinhamento cultural).
Não sendo adepto do jornalismo de causas, entendo, porém, que ele deve existir, faz falta (como se diz, é um trabalho sujo mas alguém tem de o fazer).
E o libé é o melhor exemplo desse jornalismo de causas. Acutilante, interventivo, vivo. De esquerda, francês, petulante. Assumido. Como também o é, à sua maneira, o Le Monde, outro caso peculiar.
O declínio destes jornais entristece-me particularmente, porque sempre entendi os media como o palco central da diversidade de vozes de que se faz uma democracia. Talvez até mais que a política.