Eu hoje acordei assim... (*)



Com saudades de aeroportos. (*)

Canções para o resto da vida [desert island selection .6]

I've heard your voice so sweet 
Strangers until we meet

Há pessoas que, aparentemente, apenas vieram a este mundo para fazerem as outras felizes. Brian Wilson é uma delas.
Esta canção, de que apenas existe esta gravação (ao vivo, em 2000), é um excelente exemplo do génio.


Brian Wilson
The First Time

Bacalhau, Abrunhosa

Desenvolvi em relação aos Deolinda, e em especial à sua cantadeira, uma aversão de grande monta. Chega a preocupar-me.

Já sobre o Abrunhosa é o contrário. O rapaz é um cromo - aqueles óculos... -, mas as entrevistas e, meu deus!, até os discos têm um je ne sais quoi com que simpatizo. Fraquezas!

Agora vou almoçar.

Prazer perpétuo


[O João Lopes explica.]

O dia em que encontrei Carmen Miranda

Dei comigo, à hora de almoço, numa dessas tendas que prometem livros ao povo a preços pré-euro. Um misto de repositório de clássicos - batem qualquer fnac, bertrand ou bulbosa -, e de fantásticos monos, aquelas obras-primas, de amigos e conhecidos (até fomos ao lançamento...), grandes promessas da literatura, génios da investigação, e que acabam ali, derrotados, a dois euros o exemplar. São, enfim, locais de alguma magia para quem gosta de livros, sempre à caça da raridade ou mesmo da surpresa. Por exemplo, do calhamaço de Ruy Castro sobre a Carmen Miranda:
"Um dos orgulhos que esse livro me dá é que espero ter conseguido mostrar que Carmen foi praticamente a inventora da música popular brasileira como cantora. Ela inventou um jeito brasileiro de cantar."
Agora, vou procurar o Morrer de Prazer.

O melhor dos obituários de actores e actrizes são as fotos

Laurence Olivier e Joan Fontaine em 'Rebecca'.

Canções para o resto da vida [desert island selection .5]

Then you reached the part where the heartaches come
The hero would be me
But heroes often fail

O que torna esta canção diferente de tantas outras sobre o fim do amor é a constatação de que o amor... pode mesmo acabar. Normalmente, as canções sobre o fim de uma relação, real ou imaginária, não são mais que um prolongamento, obviamente doloroso, de algo que na realidade já não existe. Há, nos versos ou na forma como são cantados, algo que ainda remete para a possibilidade de. E é esse o encanto, no sentido de feitiço, dessa canções.
Nesta, embora de início ainda sejam referidos os fantasmas que teimam em permanecer, o final é explícito acerca da impossibilidade que cresceu.
O original é de um nomes maiores do folk canadiano (again!), Gordon Lightfoot, mas a versão de Johnny Cash, nos famosos discos que gravou com Rick Rubin nos últimos anos de vida é, de facto, insuperável.



Johnny Cash
If You Could Read My Mind

... sweet home


Dive on

Novamente, a contas com o tempo.
É o tempo, e não tu ou a água, que te impedem de te banhares duas vezes na mesma água do mesmo rio. Mas é o tempo que te mostra que são tantas as águas que por ti passam nesse mesmo rio.

Canções para o resto da vida [desert island selection .4]

I envy the rain
That falls on your face
That wets your eyelashes
And dampens your skin
And touches your tongue
And soaks through your shirt
And drips down your back
I envy the rain

Com Lucinda Williams não há amor à primeira vista. São canções das quais se aprende a gostar, ou não. Com raízes na country, Lucinda move-se num universo de grande intimismo, com frequentes referências eróticas, acentuadas por uma voz francamente sensual.
Esta canção é disso um exemplo. Faz parte do disco Essence (2001).

Lucinda Williams 
I Envy The Wind [vídeo de autor]

[grande anúncio]

dezembro, 12

dias em que o engarrafamento das seis da tarde é o maior conforto a que podes aspirar.

Canções para o resto da vida [desert island selection .3]

if my hair is a drippin' wet and my clothes are soakin' wet 
and we didn't go skinny dippin' in a cement pond 

O que eu gosto disto....  Uma canção sobre adolescência, namorar e... apanhar amoras. Para mais, com um vídeo fabuloso, que agarra completamente o conceito.
Um velho tema country de uma obscura e pouco canónica editora especializada, recuperado em 2011 por Kurt Wagner (Lambchop) e Cortney Lidwell (ambos das áreas do neo-pos-alt country), num disco ('Invariable Heartache') que assinaram sob o nome de Kort.



Kort 
Pickin' Wild Montain Berries

my heart is going BOOM, BOOM, BOOM // grab your things i've come to take you home

Redes sociais (*)

Tenho 500 'amigos' no Facebook e hoje dei-me conta de que tenho o telefone de quase todos e que com quase todos posso tomar café quando muito bem entendermos.

(*) a propósito deste texto.

outono em lisboa


As mulheres

Na verdade, há as adoráveis e as detestáveis. As do meio são homens.

sempre me pareceu que os stones usavam melhores champôs que os beatles - vidé mick jagger e brian jones

[um pequeno momento de filosofia brejeira]

faltam duas semanas para o inverno e só agora as árvores de lisboa estão a deixar cair as folhas como gente grande. é da nossa natureza, esta coisa de deixarmos tudo para os últimos dias.