If I gave you time to change your mind
I'd find a way to leave the past behind
Knowing that you lied straight faced while I cried
Still I look to find a reason to believe
Someone like you makes it hard to live
Without somebody else
Someone like you makes it easy to give
Never thinking of myself
scrolling to your door
Na biografia de Jobs dedicam-se alguns parágrafos e muito entusiasmo àquela invenção de fazermos deslizar o dedo pelo ecrã e ele ficar a deslizar mesmo depois de levantarmos o dedo. Nem uma linha, é claro, para o segredo mais bem escondido: a razão pela qual deslizamos o dedo e o ecrã pára sempre no mesmo nome. Ou na mesma letra, o que ainda dói mais.
Beijo, o estado da arte
1. Movo-me num meio em que confluem dois rituais. Há quem se cumprimente com um beijo, quem o faça com dois. O embaraço faz já parte da rotina, e o que seria da vida social sem o embaraço, o melhor dos desbloqueadores de conversa e não só?
2. Mais hesitação que embaraço, na hora de trocar mails, o nirvana das relações laborais. Há mails funcionais, frios, sem cumprimentos. Mails com cumprimentos, mais ou menos cerimoniosos, mais ou menos mecânicos. E há mails com beijos, nas suas várias declinações. Acontece que a regra é flutuante, quanto à origem/alvo dos beijos, mas também no que respeita à situação. Por exemplo, será que o beijo ajuda a resolver o problema? Ou, pelo contrário, o beijo desvia a atenção do problema? Uma infinidade de dilemas.
3. Há, disso não restam dúvidas, uma banalização do beijo (e, já agora, do abraço). No SMS e no telefonema, mais que no mail. Conversa que se preze termina com o beijo (ou o abraço), mesmo com pessoas com quem não é suposto. Uma clara desvalorização do conceito.
4. O problema anterior conduz a um novo e peculiar embaraço. Como enviar um beijo, beijo a sério, intencional, quando se quer que assim seja, num tempo de mar de beijos sem sentido? Há quem atribua significados específicos às grafias, sejam elas o bj, o bjo, o bjs ou outras, e quem invente expressões próprias. A verdade é que há pessoas a quem não queremos enviar o "beijinho" - ah, o diminutivo... - superficial, mecânico.
5. Há ainda as ex, ou - pior - as ex would be, às quais a ideia de enviar beijos pode desencadear uma cadeia de acontecimentos inesperados. Para quem não gosta do inesperado pode ser um problema.
6. E depois há, é claro, o Nick Cave
2. Mais hesitação que embaraço, na hora de trocar mails, o nirvana das relações laborais. Há mails funcionais, frios, sem cumprimentos. Mails com cumprimentos, mais ou menos cerimoniosos, mais ou menos mecânicos. E há mails com beijos, nas suas várias declinações. Acontece que a regra é flutuante, quanto à origem/alvo dos beijos, mas também no que respeita à situação. Por exemplo, será que o beijo ajuda a resolver o problema? Ou, pelo contrário, o beijo desvia a atenção do problema? Uma infinidade de dilemas.
3. Há, disso não restam dúvidas, uma banalização do beijo (e, já agora, do abraço). No SMS e no telefonema, mais que no mail. Conversa que se preze termina com o beijo (ou o abraço), mesmo com pessoas com quem não é suposto. Uma clara desvalorização do conceito.
4. O problema anterior conduz a um novo e peculiar embaraço. Como enviar um beijo, beijo a sério, intencional, quando se quer que assim seja, num tempo de mar de beijos sem sentido? Há quem atribua significados específicos às grafias, sejam elas o bj, o bjo, o bjs ou outras, e quem invente expressões próprias. A verdade é que há pessoas a quem não queremos enviar o "beijinho" - ah, o diminutivo... - superficial, mecânico.
5. Há ainda as ex, ou - pior - as ex would be, às quais a ideia de enviar beijos pode desencadear uma cadeia de acontecimentos inesperados. Para quem não gosta do inesperado pode ser um problema.
6. E depois há, é claro, o Nick Cave
As três regras básicas
1. Nunca te leves muito a sério.
2. Nunca leves os outros a sério.
3. Não leves a sério nenhuma regra.
2. Nunca leves os outros a sério.
3. Não leves a sério nenhuma regra.
Cuidado, vê lá onde pões os pés
Na última década, os media portugueses cederam as suas linhas editoriais aos grupos de media a que pertencem.
Por estes dias, o alinhamento começa a ser feito pelos interesses que os pagam, nem sempre claros, muitas vezes estrangeiros (e, sim, a nacionalidade pode ser um problema, especialmente quando aliada à falta de transparência).
Por estes dias, o alinhamento começa a ser feito pelos interesses que os pagam, nem sempre claros, muitas vezes estrangeiros (e, sim, a nacionalidade pode ser um problema, especialmente quando aliada à falta de transparência).
Naufrágios
Já não há histórias de amor como antigamente.
No remake, o DiCaprio e a Winslet sobrevivem ao Costa Concordia para se amarem até à indiferença. Uma curta metragem.
No remake, o DiCaprio e a Winslet sobrevivem ao Costa Concordia para se amarem até à indiferença. Uma curta metragem.
Pequenos prazeres [1]
O Jumbo está a vender uma maminha importada da Escócia que é de se lhe tirar o chapéu.
Canções, justificações e outras razões
Dominique A.
Hasta Que El Cuerpo Aguante
'Canções para o resto da vida' é um projecto que me dá um gozo especial. Dar a ouvir alguma da música de que mais gosto, construir listas ao acaso, ao sabor da preguiça. Não há qualquer intenção pedagógica, muito menos definitiva. A lista é deliberadamente caótica e efémera.
Um destes dias, decidi espreitar algumas das escolhas e - na verdade, sem surpresa - a percebi que muitas das canções já não estão disponíveis no Youtube.
É curiosa a relação entre as editoras de música e o Youtube. As editoras (em alguns casos, também os autores), desorientadas que andam desde o advento do digital, oscilam entre a utilização massiva do site (para os lançamentos, por exemplo) e a caça a todos e qualquer um que ouse violar os seus direitos e publicar canções. O Youtube, por seu lado, faz que não é nada consigo e, na verdade, vive da total canibalização anárquica das criações artísticas. Comporta-se exactamente como a casa-mãe Google em relação aos sites de notícias, ou seja, parasita. Na prática, Youtube, editoras e autores estão atolados nas vistas curtas e na enorme dificuldade de estabelecer uma estratégia de longo prazo ganhadora para todas as partes.
É pena.
Isto tudo a propósito da tal séria de "Canções". É claro que esta dificuldade de encontrar no Youtube versões estáveis das canções de que mais gosto (Dylan, por exemplo, está praticamente ausente) é apenas o álibi para os longos intervalos da série. A verdadeira razão é mesmo a preguiça. E sabe tão bem!
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