Canções, justificações e outras razões
Dominique A.
Hasta Que El Cuerpo Aguante
'Canções para o resto da vida' é um projecto que me dá um gozo especial. Dar a ouvir alguma da música de que mais gosto, construir listas ao acaso, ao sabor da preguiça. Não há qualquer intenção pedagógica, muito menos definitiva. A lista é deliberadamente caótica e efémera.
Um destes dias, decidi espreitar algumas das escolhas e - na verdade, sem surpresa - a percebi que muitas das canções já não estão disponíveis no Youtube.
É curiosa a relação entre as editoras de música e o Youtube. As editoras (em alguns casos, também os autores), desorientadas que andam desde o advento do digital, oscilam entre a utilização massiva do site (para os lançamentos, por exemplo) e a caça a todos e qualquer um que ouse violar os seus direitos e publicar canções. O Youtube, por seu lado, faz que não é nada consigo e, na verdade, vive da total canibalização anárquica das criações artísticas. Comporta-se exactamente como a casa-mãe Google em relação aos sites de notícias, ou seja, parasita. Na prática, Youtube, editoras e autores estão atolados nas vistas curtas e na enorme dificuldade de estabelecer uma estratégia de longo prazo ganhadora para todas as partes.
É pena.
Isto tudo a propósito da tal séria de "Canções". É claro que esta dificuldade de encontrar no Youtube versões estáveis das canções de que mais gosto (Dylan, por exemplo, está praticamente ausente) é apenas o álibi para os longos intervalos da série. A verdadeira razão é mesmo a preguiça. E sabe tão bem!
Profissões ao lado das quais passei (*)
1.
2. Editor, na tradição anglo-saxónica, de best sellers.
(*) por enquanto.
2. Editor, na tradição anglo-saxónica, de best sellers.
(*) por enquanto.
Romance
A nossa história é fácil de contar. Tu eras gorda e feia. Eu, culto e inteligente. Incompatíveis, portanto.
Autárquicas (3 notas)
1. Ainda se enaltecem os independentes. Na sua grande maioria, são pessoas zangadas com os partidos porque não conseguiram fazer valer as suas ideias dentro dos partidos.
2. Os media, especialmente as televisões, encontram na CNE um bode expiatório perfeito para a sua total incapacidade de desempenharem o papel cívico que lhes está destinado nas democracias.
3. Nunca como nestas eleições se gozou tanto com os candidatos. É o reflexo natural de uma sociedade sem esperança, que encontra no humor (dominante hoje em toda a "reflexão" política) uma escapatória indolor. Há-de passar.
2. Os media, especialmente as televisões, encontram na CNE um bode expiatório perfeito para a sua total incapacidade de desempenharem o papel cívico que lhes está destinado nas democracias.
3. Nunca como nestas eleições se gozou tanto com os candidatos. É o reflexo natural de uma sociedade sem esperança, que encontra no humor (dominante hoje em toda a "reflexão" política) uma escapatória indolor. Há-de passar.
verão 2013 - projecto de memória
os pêssegos que voltaram a ter o sabor de antigamente
a praia que esteve quase, quase, como há muito não estava
um domingo de agosto
a primeira corrida sem ipod
as canções, até doer
lisboa
(a perplexidade, sempre)
pouco mais
a praia que esteve quase, quase, como há muito não estava
um domingo de agosto
a primeira corrida sem ipod
as canções, até doer
lisboa
(a perplexidade, sempre)
pouco mais
Chic appetiser
A página 102 é a mais interessante da edição deste mês da Mojo. Mais precisamente, a legenda da foto da página 102: "She said yé-yé: Annie Phillippe, chic appetiser".
a semiologia do amor
às vezes pedem-me para escrever, de uma forma digamos que profissional, sobre pessoas de quem gosto muito.
Sabedoria
Tropecei novamente na ideia de 'sabedoria'. A ideia de que, seja pela acumulação de experiência(s) seja pela expertise de a(s) relacionar, nos vamos tornando sábios. Há nesse conceito um determinismo optimista que mexe comigo - com a tal sabedoria, enfrentamos melhor a vida, tiramos mais partido dela. Não estou seguro de que assim seja.
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