partir sem tomar o gosto
Herman Melville, Moby DickNem me fales nisso! Escuta, rapaz - suaves entrelaçamentos de membros - um ligeiro balançar - hesitações!, palpitações!, lábios!, corações!, coxas!, tudo palpável: palpar incessantemente e depois partir!, partir sem tomar o gosto, pois de outro modo vem a saciedade.
[ouvido ainda agora numa nova canção portuguesa]
eu vou dar a volta ao mundo
para roubar mais um segundo
quero beijos teus!
Canções para o resto da vida | Redux Edit. 24
Há canções que parecem ter existido desde sempre, que juramos ter ouvido mesmo antes de. Esta, por exemplo, é de 2011, e juro que é autobiográfica. Pelo menos no que a mim diz respeito.
Iron & Wine
Tree By Rhe River
Iron & Wine
Tree By Rhe River
da indisponibilidade
Num destes últimos dias, pude assistir a duas conferências únicas. Uma, à hora de almoço, em Lisboa, outra, ao fim da tarde, no Porto. Oradores brilhantes, embora tão diferentes na exposição. O que me ficou desse dia - independentemente dos temas específicos e dissonantes das conferências -, foi uma reflexão sobre a nossa crescente indisponibilidade para ouvir. Nesse dia, ouvi, como outros, eventualmente. Mas, destes últimos tempos, anos talvez, o que me fica mais claro é essa indisponibilidade - que nada tem a ver com tempo - para o outro. Seja nas questões profissionais, seja em relacionamentos de outra ordem, parece que já poucos de nós estão disponíveis para receber, ouvir, entender, sentir. De alguma forma, estamos a perder-nos uns dos outros, nessa superficialidade de conhecimentos, aproximações, sentimentos.
novembro em portugal
Lloyd Cole, um dos melhores da nossa geração, tem novo disco (sai em Junho) e vem a Lisboa em Novembro. Boas notícias.
Canções para o resto da vida | Redux Edit. 23
É impossível viver sem passar por isto. As prédicas do reverendo Al Green deveriam fazer parte de uma qualquer disciplina obrigatória de educação sentimental. Esta versão ao vivo, então, é qualquer coisa.
Al Green
For The Good Times
Al Green
For The Good Times
cover me in rag and bone, sympathy / 'cause I don't wanna get over you / I don't wanna get over you
os national têm novo disco, e eu que ainda não saí do anterior. se é alguma vez vou sair.
Portugal normal
O Expresso, pela segunda vez num mês, vem com uma capa falsa (quatro páginas a cores em papel de qualidade) de publicidade a um telemóvel que custa 800 euros. E a Revista tem 25 páginas de publicidade de uma agência de viagens com roteiros sugestivos: 'Argentina e Chile com cruzeiro na Patagónia', ou 'Canadá de Costa a Costa'. A manchete é: 'Governo corta 4% nos salários da Função Pública'.
Desencontros no tempo
Nas últimas semanas, tive duas conversas telefónicas um tanto embaraçosas. Do outro lado falavam, digamos assim, com uma persona que já não me assiste. O embaraço resultou apenas de, tendo em conta o modo como as coisas foram postas, nem sequer me ter sido dada a possibilidade de desfazer o equívoco. Numa das conversas chegámos a combinar coisas, imaginem. Coisas entre alguém de agora e alguém doutro tempo... Embaraço à parte, a coisa é-me inócua e até me diverte. Podemos continuar. E tomar o tal café, amanhã ou há dois anos.
je te donne
uma canção que não conheces, mas que fala de ti. ouve:
un jardin dans ton cœur avec un jardinier
qui va chez mon fleuriste et t´invite à dîner.
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