Há dias, uma televisão noticiava o encerramento de mais um restaurante famoso devido à crise. E terminava assim: "seja como for, o restaurante X continuará a ser uma referência e um cartão de visita"da cidade Y.
"Cartão de visita"? "Referência"? Um restaurante fechado, logo inexistente?
É um dos temas que mais me fascina - até, ou especialmente, por motivos profissionais: a perda de sentido na sociedade hipermediatizada em que vivemos.
Porque, sendo verdade que hoje todos sabemos um pouco mais de tudo, não deixa de ser igualmente certo que muito do conhecimento/informação que temos não passa de uma interminável lenga-lenga que, de tão repetida, acaba por perder todo o sentido. Em que tudo e o seu contrário se equivalem, numa espécie de vertigem de irrelevância.
[...]
derivadas para debate: excesso de informação; ignorância informada; grau zero.
Canções para o resto da vida | Redux edit. 20
Pouco há a dizer sobre esta canção. Ele diz tudo.
Neil Young
Heart of Gold
Neil Young
Heart of Gold
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O Facebook é excelente para reencontrar velhos conhecidos. Melhor ainda para bloquear idiotas.
Quando o presente é o que é
nada melhor que pensar sobre o que realmente importa: Puisqu'à tout moment, l'homme s'avance vers le futur en laissant son passé derrière lui, le premier lui semble-t-il plus proche que le second?
Jornalismo, hoje
Página inteira no suplemento de cultura do Expresso, título a toda a largura: SIC inova época pascal. Em baixo, a foto de um filme intitulado 'A Bíblia' ilustra a inovação.
O almoço
Dois Papas estão hoje a almoçar. Que fabuloso cenário de ficção... Imagino-os sentados numa varanda, cenário idílico, celestial mesmo, contemplando a obra do Criador. Ou talvez chova em Itália e estarão numa sala escura, mesa grande, com um frade que entra e sai e lhes serve perdiz, talvez bifinhos de peru com cogumelos. Ou será que estão na sala de jogos, de volta de uns cachorros, nos intervalos do pingue-pongue? O Deus que os guia diverte-se com cada coisa...
Canções para o resto da vida | Redux edit. 19
Nunca tínhamos visto Guimarães assim. E talvez nenhuma música tenha vendido tanta cerveja como aquela de Moby. O nova-iorquino que põe a electrónica ao serviço da pop, sem se deixar trair pelos costumeiros tédios e xaropadas. Hoje, apetece-me Signs Of Love, mas poderia ser qualquer outra.
Moby
Signs of Love
Março, in memoriam [reformulado]
Casa Pia. Assisti ao inicio de um processo (!) num jornal enlouquecido (a primeira página do superjuiz...). Talvez o mais fundo golpe.
Iraque. Uma guerra sem sentido - ainda há dúvidas? - num mundo em perda de racionalidade.
Morte de Chávez. Memória de duas semanas de perplexidade, há uma década. Foi mais o não dito que o escrito.
Bruxelas. Um sábado.
Iraque. Uma guerra sem sentido - ainda há dúvidas? - num mundo em perda de racionalidade.
Morte de Chávez. Memória de duas semanas de perplexidade, há uma década. Foi mais o não dito que o escrito.
Bruxelas. Um sábado.
Canções para o resto da vida | Redux edit. 18
A música, haverá tratados sobre isso, talvez prove a existência de Deus.
Esta canção, cujas raízes se perdem na memória anglo-americana, prova a existência do Diabo. A versão que a celebrizou foi cunhada por Louis Armstrong, em 1928. A de que mais gosto é pouco conhecida - Van Morrison, 2003.
Van Morrison
Saint James Infirmary
Esta canção, cujas raízes se perdem na memória anglo-americana, prova a existência do Diabo. A versão que a celebrizou foi cunhada por Louis Armstrong, em 1928. A de que mais gosto é pouco conhecida - Van Morrison, 2003.
Van Morrison
Saint James Infirmary
Canções para o resto da vida | Redux edit. 17
Elis Regina
Como nossos pais
A canção de Belchior tocava novamente no rádio um dia destes. Já lhe conheci os cantos, soletrei os versos. É estranho ouvi-la nos dias de hoje. Porque estes dias curtos que vivemos matam todas as utopias, as grandes e - talvez mais importante - as pequenas. Os sonhos. Lamentar que "ainda vivemos como nossos pais" é hoje de uma ironia de cortar o coração. E vai piorar.
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