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discos para o resto da vida [17.1.]
(2000) lambchop, nixon

o título do disco é tão desconcertante quanto o nome da banda.



lambchop - the old gold shoe

discos para o resto da vida [16.5.]
(1969) gal costa, gal costa

tom zé, o autor desta canção, é um dos caras mais divertidos e talentosos da música brasileira, como o mundo soube, umas décadas depois, pela mão de david byrne.



gal costa - namorinho de portão

discos para o resto da vida [16.4.]
(1969) gal costa, gal costa

este é dos temas - de caetano - que gal continuará a cantar ao longo dos anos.
aqui, vale a pena registar a exuberância da orquestração. e vale a pena lembrar que o brasil vivia então em plena ditadura militar - e que a letra fala disso mesmo, não falando, claro.


gal costa - baby

discos para o resto da vida [16.3.]
(1969) gal costa, gal costa

desde a primeiro disco, gal fez questão de cantar os melhores autores/compositores do brasil.
este tema, por exemplo, é de caetano veloso e gilberto gil.



gal costa - divino maravilhoso

discos para o resto da vida [16.2.]
(1969) gal costa, gal costa

para o disco 'gal', erasmo e roberto carlos escreveram o famoso 'o meu nome é gal'.
neste 'gal costa', a cantora interpreta 'se você pensa', numa versão bem mais pesada e ácida que a de roberto, mais a lembrar, por exemplo, o garra de janis joplin, embora num estilo vocal bem diferente.



gal costa - se você pensa

discos para o resto da vida [16.1.]
(1969) gal costa, gal costa

em 1969, gal costa gravou um disco chamado simplesmente 'gal', que ainda hoje maravilha pelo arrojo, ousadia, vanguardismo, etc.
mas não é desse disco que aqui se trata, antes do anterior, também de 69, que se chamava simplesmente 'gal costa' e que, na prática, é o seu primeiro disco em nome próprio.



gal costa - não identificado

discos para o resto da vida [15.5.]
(1973) al green, call me

pouco tempo depois de lançados estes três discos, uma antiga namorada atacou al green com papas de milho a escaldar (!), enquanto ele tomava banho.
o homem ficou com várias lesões e reflectiu sobre o sentido da vida. comprou uma igreja e tornou-se padre. grava discos de gospel, mas ainda regressou algumas vezes às antigas lides.



al green - you ought to be with me

discos para o resto da vida [15.4.]
(1973) al green, call me

apesar de ter gravado muitas versões, curiosamente algumas delas oriundas do universo country, al green escreveu muitas das canções que cantou. como esta.



al green - have you been making out ok

discos para o resto da vida [15.3.]
(1973) al green, call me

algumas das particularidades da música de al green só se entendem nos discos, especialmente o cuidado colocado na construção da sonoridade.
mas naquela altura ele era mesmo uma máquina era ao vivo.



al green - here i am

discos para o resto da vida [15.2.]
(1973) al green, call me

a orquestração, com uma forte base rítmica, recorre com grande exuberância à guitarra, órgão e metais, resultando num dos sons com maior carga sexual da história da música.
al green fazia o resto.




al green - call me

discos para o resto da vida [15.1.]
(1973) al green, call me

em dois anos (72/73), al green gravou três dos mais fabulosos discos de soul de sempre.
este foi o terceiro.
esta canção é de willie nelson.


 al green - funny how time slips away

discos para o resto da vida [14.5.]
(1966) the rolling stones, aftermath

e depois há aquelas coisas tão geniais que nem acreditamos que são dos stones...
(e, claro, lá está o maluco do brian jones na cítara. a sério, a sério, é fantástico imaginar o que teriam sido os stones se brian jones não se tivesse atirado à piscina encharcado em drogas).



the rolling stones - i am waiting

discos para o resto da vida [14.4.]
(1966) the rolling stones, aftermath

os stones - mais que outras bandas - são puro blues, r&b e suas derivadas. não é bem sempre a mesma canção, mas anda lá perto.
esta, por exemplo, poderia ser deles, ou de uma qualquer banda da primeira metade dos anos 60, ou mesmo da década anterior. e, na verdade, é deles e, ao longo de décadas, há dezenas de canções deles que, no fundo, não são mais que esta.



the rolling stones - take it or leave it

discos para o resto da vida [14.3.]
(1966) the rolling stones, aftermath

uma das coisas mais engraçados dos stones foi a forma como eles, de forma voluntária ou acossados pela necessidade de se diferenciarem dos beatles, cultivaram a misoginia. quando os outros cantavam love e mais love a cada canção e quando o mundo embarcava no verão da paz e amor, eles dedicavam-se a canções em que, deliberadamente, as tratavam mal (neste disco, por exemplo, 'stupid girl', ou mesmo "out of time"). e elas parece que gostavam.
claro que nada disto seria hoje possível, embora esta versão de 'under my thumb' seja de 1981...



the rolling stones - under my thumb

discos para o resto da vida [14.2.]
(1966) the rolling stones, aftermath

ah... as grandes baladas acústicas dos stones!
(e lá está o maluco do brian jones na cítara, antes de se atirar à piscina).



the rolling stones - lady jane

discos para o resto da vida [14.1.]
(1966) the rolling stones, aftermath

gosto especialmente de momentos destes. momentos de transição. quando já não és o que foste, mas ainda não és o que haverás de ser (e sai prémio la palice / lili caneças para esta tirada...).
'aftermath', o quarto disco dos rolling stones e o primeiro apenas com músicas deles, é um desses momentos. quase tudo o que eles irão fazer nas próximas décadas já aqui está, embora algumas dessas coisas ainda não sejam totalmente explícitas.

um dos motivos pelos quais gosto muito deste disco é pelo facto de dele constar uma das melhores canções de sempre dos stones.
há duas versões. uma com xilofones, estalinhos de dedos e cítaras (o maluco do brian jones...) e outra com orquestra sinfónica e coro desvairado (regravação de 71, inspirada na versão de chris farlowe).




the rolling stones - out of time

discos para o resto da vida [13.4.]
(1971) josé afonso, cantigas do maio

interpretar um tema popular desta forma, simples e rigorosa, era naquela altura também um acto de resistência. estávamos no fim de um regime que tinha abastardado boa parte da cultura popular, promovendo ranchos folclóricos e outras manifestações caricaturais dessa cultura.



josé afonso - milho verde

discos para o resto da vida [13.2.]
(1971) josé afonso, cantigas do maio

josé afonso era um compositor notável, especialmente na forma como 'reinterpretava', em quase todas as canções, o cancioneiro popular.
neste disco, a essa genialidade aliou-se outra do mesmo calibre, a de josé mário branco, na orquestração/produção.



josé afonso - maio, maduro maio

discos para o resto da vida [13.1.]
(1971) josé afonso, cantigas do maio

frequentemente considerado o melhor disco de sempre da música portuguesa.
ou a demonstração plena de que josé afonso foi muito mais que o cantor de intervenção no sentido redutor do termo.


josé afonso - coro da primavera