O Bernie Sanders, um tipo de esquerda, um socialista até, o que é uma raridade no Partido Democrata americano, disse, e estou a citar, que os “americanos estão fartos de ouvir falar do que se passa nas casas de banho dos liberais”. A frase é um pouco rude, mas é uma frase de um populista de esquerda, dos Estados Unidos, dizendo à sua rival, Hillary Clinton, que o Partido Democrata, à cabeça, tem de olhar para os problemas reais das classes médias. E esses não são problemas de quotas raciais, não é o problema do casamento gay e não é o problema de saber se casais homossexuais podem ou não adotar crianças. Esses problemas, que ocupam uma parte desproporcional da agenda política tradicional nos Estados Unidos e nos países da Europa ocidental, não dizem nada à maioria dos eleitores e não dizem nada a estas classes médias, cujos problemas são muito mais diretos do que essas questões de género ou do que seja.Carlos Gaspar, entrevista ao i
discos para o resto da vida [24.5.]
(1977) death of a ladies' man, leonard cohen
das canções desta aventura, apenas 'memories' sobreviveria na voz de cohen e seria retomada em actuações ao vivo. primeiro, numa versão ainda muito spectoriana, depois um tanto aligeirada dessa canga, mas ainda assim com os respectivos doo-woops... (o vídeo da segunda versão é espantoso - ele há com cada artista no youtube).
leonard cohen - memories
leonard cohen - memories
discos para o resto da vida [24.4.]
(1977) death of a ladies' man, leonard cohen
de um disco claramente falho de inspiração - as letras de cohen não se ficam atrás da música de spector... - sobram duas referências para a posteridade: o título do disco, que se colou ao autor e começou a ser usado para o definir; e o título desta canção...
leonard cohen - don't go home with your hard on
leonard cohen - don't go home with your hard on
discos para o resto da vida [24.3.]
(1977) death of a ladies' man, leonard cohen
este mais parece um disco de dois tarados, tais são a referências sexuais que surgem nas canções. spector tem, aliás, cadastro na matéria.
nas entrevistas que deu sobre o disco, o que cohen mais recorda é a profusão de armas e droga nos estúdios. spector acabou mesmo por fugir com as gravações, com o cantor a queixar-se de que a voz que surge nas canções era apenas uma versão de ensaio.
leonard cohen - paper-thin hotel
nas entrevistas que deu sobre o disco, o que cohen mais recorda é a profusão de armas e droga nos estúdios. spector acabou mesmo por fugir com as gravações, com o cantor a queixar-se de que a voz que surge nas canções era apenas uma versão de ensaio.
leonard cohen - paper-thin hotel
discos para o resto da vida [24.2.]
(1977) death of a ladies' man, leonard cohen
cohen cedo percebeu que tinha um "problema" - que música serviria melhor a sua poesia?
os primeiros discos respiraram o ar dos anos 60 e bastaram-se com uns arranjos acústicos, guitarras, coros e pouco mais.
uma das melhores respostas haveria de chegar, já no final dos anos 80, com 'i'm you man'.
uma das tentativas mais fascinantes - pela ousadia e pelo falhanço estrondoso - foi este casamento com a 'parede de som' de phil spector. até podia ser que funcionasse - dois universos distantes que se encontram e tal... -, mas não funcionou.
leonard cohen - true love leaves no traces
os primeiros discos respiraram o ar dos anos 60 e bastaram-se com uns arranjos acústicos, guitarras, coros e pouco mais.
uma das melhores respostas haveria de chegar, já no final dos anos 80, com 'i'm you man'.
uma das tentativas mais fascinantes - pela ousadia e pelo falhanço estrondoso - foi este casamento com a 'parede de som' de phil spector. até podia ser que funcionasse - dois universos distantes que se encontram e tal... -, mas não funcionou.
leonard cohen - true love leaves no traces
discos para o resto da vida [24.1.]
(1977) death of a ladies' man, leonard cohen
é também pelos erros nos conhecemos.
em meados nos anos 70, cohen estava à deriva e, como nas novelas de série b, não arranjou nada melhor que juntar-se a outro que também andava à deriva, phil spector.
um erro tremendo, do qual nasceu um dos mais absurdos discos que conheço.
leonard cohen - death of a ladies' man
em meados nos anos 70, cohen estava à deriva e, como nas novelas de série b, não arranjou nada melhor que juntar-se a outro que também andava à deriva, phil spector.
um erro tremendo, do qual nasceu um dos mais absurdos discos que conheço.
leonard cohen - death of a ladies' man
faço como o autor, guardo aqui o link de um artigo mesmo muito interessante. para minha memória e, talvez, um dia escrever sobre:
Somos aquilo que juntamos
uma espécie de luto.
escrever como se nada tivesse acontecido, um texto deliberadamente banal, como se a morte fosse uma daquelas coisas que nos acontece e depois passa.
escolhe o teu caminho, steer your way.
She stands before you naked
you can see it, you can taste it,
and she comes to you light as the breeze.
Now you can drink it, or you can nurse it,
it don't matter how you worship
as long as you're
down on your knees.
So I knelt there at the delta,
at the alpha and the omega,
at the cradle of the river and the seas.
And like a blessing come from heaven
for something like a second
I was healed and my heart
was at ease.
este gajo não era de confiança. agora deu-lhe para morrer sem avisar. mesmo a tempo e apenas, presumo, para que dylan lhe possa dedicar o prémio nobel que vai receber daqui a dias. a mim, deixa-me perdido em viena à procura de dez mulheres bonitas, que nem sequer eram dele, eram do lorca, o nome que deu à flha. sacana...
trump
a beleza da democracia está precisamente na elasticidade com que gere a vontade popular.
os media (sondagens, editoriais...) falharam redondamente, na análise e na capacidade de influência. mas não vão aprender nada.
a vitória da televisão, a máquina emocional e populista por excelência.
o sistema democrático americano já nos tinha oferecido um presidente-filho e propunha-nos agora uma presidente-mulher. coisa mais que péssima, essa tendência para-monárquica da américa.
o mundo só pode ficar ligeiramente pior. o mundo já estava muito mal antes disto.
o discurso de vitória foi muito bom. há uma dimensão de regresso ao sonho americano nesta vitória, que é totalmente legítima.
agora, como em tudo na vida, há que ser pragmático e, tão egoisticamente como a américa agora se comportou, aproveitar o que isto nos possa trazer de vantajoso.
os media (sondagens, editoriais...) falharam redondamente, na análise e na capacidade de influência. mas não vão aprender nada.
a vitória da televisão, a máquina emocional e populista por excelência.
o sistema democrático americano já nos tinha oferecido um presidente-filho e propunha-nos agora uma presidente-mulher. coisa mais que péssima, essa tendência para-monárquica da américa.
o mundo só pode ficar ligeiramente pior. o mundo já estava muito mal antes disto.
o discurso de vitória foi muito bom. há uma dimensão de regresso ao sonho americano nesta vitória, que é totalmente legítima.
agora, como em tudo na vida, há que ser pragmático e, tão egoisticamente como a américa agora se comportou, aproveitar o que isto nos possa trazer de vantajoso.
Rodrigo Leão, Scott Matthew - Life Is Long [2016]
start, stop
tic, tac
it only takes a second
to become something you're not
tic, tac
it only takes a second
to become something you're not
discos para o resto da vida [23.5.]
(1962) sentimentally yours, patsy cline
esta canção não chega a ter 2 minutos. foi escrita em 1917.
i was makin' love
but you were makin' believe
patsy cline - you were only fooling (while i was falling in love)
i was makin' love
but you were makin' believe
patsy cline - you were only fooling (while i was falling in love)
discos para o resto da vida [23.4.]
(1962) sentimentally yours, patsy cline
um dos aspectos mais interessantes desta época (fins de 50, começo de 60) é a forma como a música branca (country) e negra (soul, r&b) se confundem e confluem naquela que virá a ser a época dourada da pop. na altura, os eua, onde tudo isto de passava, eram em grande parte ainda uma sociedade segregada...
patsy cline - strange
patsy cline - strange
discos para o resto da vida [23.3.]
(1962) sentimentally yours, patsy cline
hank williams, obviamente, foi uma presença segura nos seus discos.
patsy cline - i can't help it (if i'm still in love with you)
patsy cline - i can't help it (if i'm still in love with you)
discos para o resto da vida [23.2.]
(1962) sentimentally yours, patsy cline
para a história da country, patsy foi a primeira voz feminina a assumir o lugar central no palco.
para a história da música será mais relevante o modo como transportou típicos temas country para terrenos mais próximos daquilo a que hoje chamamos pop. pop sofisticada, a que nem faltam sonoridades oriundas do jazz.
patsy cline - that's my desire
para a história da música será mais relevante o modo como transportou típicos temas country para terrenos mais próximos daquilo a que hoje chamamos pop. pop sofisticada, a que nem faltam sonoridades oriundas do jazz.
patsy cline - that's my desire
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