don't you worry about tomorrow
let tomorrow come and go
este texto é tão certeiro - enfim, descontando umas idiossincrasias do autor - que nem parece do antónio barreto.
Hamilton Leithauser + Rostam - A 1000 Times [2016]
The 10th of November, the year's almost over
If I had your number, I’d call you tomorrow
If my eyes were open, I’d be kicking the doors in
But all that I have is this old dream I’ve always had
If I had your number, I’d call you tomorrow
If my eyes were open, I’d be kicking the doors in
But all that I have is this old dream I’ve always had
The Divine Comedy - To The Rescue [2016]
Got a vigilante
Sleeping in my bed
I looked for Marilyn
I got Che instead (Yes I did)
But I'll march behind you
Wherever you may go
And I'm more proud of you
Than you can ever know
Sleeping in my bed
I looked for Marilyn
I got Che instead (Yes I did)
But I'll march behind you
Wherever you may go
And I'm more proud of you
Than you can ever know
Billy Bragg & Joe Henry - Gentle On My Mind [2016]
I still might run in silence
tears of joy might stain my face
And the summer sun might burn me
'til I'm blind
But not to where I cannot see
You walkin' on the back roads
By the rivers flowin' gentle on my mind
tears of joy might stain my face
And the summer sun might burn me
'til I'm blind
But not to where I cannot see
You walkin' on the back roads
By the rivers flowin' gentle on my mind
a secundarização, usemos um eufemismo, do noticiário internacional é apenas o aspecto mais visível do paroquialismo dos media portugueses.
depois, de vez em quando, aparece uma coisa destas. um autêntico ovni, como quem diz 'ó pra nós, tão cosmopolitas que somos'. não são. esta primeira página diz exactamente o contrário.
Jean Ferrat - Que Serais-Je Sans Toi [1964]
J'ai tout appris de toi pour ce qui me concerne
Qu'il fait jour à midi, qu'un ciel peut être bleu
Que le bonheur n'est pas un quinquet de taverne
Tu m'as pris par la main dans cet enfer moderne
Où l'homme ne sait plus ce que c'est qu'être deux
Tu m'as pris par la main comme un amant heureux. [Aragon]
aconteceu-me hoje, acontece-me todos os dias. cenas divertidas com jornalistas. chamo-lhes divertidas, não porque tenham graça, mas porque os acho engraçados.
todos os dias penso: tens que tomar nota disto, pá. um dia vais querer contar e não te lembras, contas e ninguém acredita.
e todos os dias concluo: ainda bem que não tens diário ou caderno de memórias. olha se um dia te dava a senilidade e publicavas isso tudo.
não recordo exactamente quando, mas foi há muito tempo. percebi que nunca enriqueceria a trabalhar honestamente. foi aí que tomei duas decisões importantes: jogar uma vez por outra no euromilhões e tentar fazer umas poupanças para os dias em que está de chuva. têm sido alguns.
não logo, mas uns anos depois, percebi que só consegue juntar muito dinheiro quem já tem muito dinheiro. quer dizer, só os ricos podem enriquecer.
ainda mais tarde, percebi algumas das razões por que os ricos são cada vez mais ricos. uma delas é porque não pagam impostos ou pagam de uma forma muito desproporcional face ao que têm. e o verbo é mesmo esse.
não acredito em revoluções nem em grandes mudanças, apesar de os últimos anos me terem surpreendido. mesmo assim, apoio tudo o que possa ser feito, ou tentado, para equilibrar a distribuição a riqueza à face da terra.
claro que preferia ter nascido rico, ou viver à sombra de ricos, para agora estar aqui aos berros.
que o fulaninho escreva uma javardice-livro com histórias de alcova contadas por pessoas que entretanto morreram, cela va de soi, está-lhe no sangue, é da mais absoluta falta de carácter.
noto, porém, que na biografia do fulaninho está a direcção do mais influente jornal português durante duas décadas por inteiro. e isso dá que pensar.
discos para o resto da vida [19.5.]
(1992) eu que me comovo por tudo e por nada, vitorino
vitorino - e se eu não te amar mais
discos para o resto da vida [19.4.]
(1992) eu que me comovo por tudo e por nada, vitorino
vitorino - ana (homenagem a jorge de sena)
uma das cenas mais divertidas do livro é quando o sujeitinho se cruza com o outro e o outro lhe vira a cara. também estive lá. tinhamos os nossos nomes marcados para a mesma mesa - o raio do metier... - e fiz aquele gesto de cortesia de quem se prepara para cumprimentar. virou-me a cara e, ao contrário dele, nem sequer me surpreendi. acabámos em mesas separadas.
a cena repetir-se-ia uns meses depois, no lançamento de um livro e numa altura em que era suposto eu estar ferido de morte. o livro era sobre isso mesmo, aliás. o sujeitinho estava encostado a uma coluna e fiz questão de o olhar nos olhos. como quem diz: ganhaste e, vê lá, cumprimento-te como quem reconhece a derrota. o sujeitinho camaleonou-se e fundiu-se com a coluna, fingindo não me ver.
sou péssimo observador, concluo hoje. não reparei então que quem estava ferido de morte, e acossado, era ele.
discos para o resto da vida [19.3.]
(1992) eu que me comovo por tudo e por nada, vitorino
vitorino em fase pós-alentejo. todo ele boleros, tangos, valsas, fados.
vitorino - tango do marido infiel numa pensão do beato
vitorino - tango do marido infiel numa pensão do beato
discos para o resto da vida [19.2.]
(1992) eu que me comovo por tudo e por nada, vitorino
lobo antunes escreveu crónicas em forma de poema, cheias de crueza e ternura. retratos de algum marialvismo.
vitorino - bolero do coronel sensível que fez amor em monsanto
vitorino - bolero do coronel sensível que fez amor em monsanto
discos para o resto da vida [19.1.]
(1992) eu que me comovo por tudo e por nada, vitorino
um disco com letras de antónio lobo antunes.
vitorino - todos os homens são maricas quando estão com gripe
vitorino - todos os homens são maricas quando estão com gripe
discos para o resto da vida [18.5.]
(1970) com que voz, amalia rodrigues
que perfeito coração
no meu peito bateria
meu amor na tua mão
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração
amália rodrigues - gaivota
no meu peito bateria
meu amor na tua mão
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração
amália rodrigues - gaivota
discos para o resto da vida [18.4.]
(1970) com que voz, amalia rodrigues
um poema de josé carlos ary dos santos. em 1970...
tão característico do autor, cheio de metáforas, ora de frutos, ora de enorme carga sexual.
amália rodrigues - meu limão de amargura
tão característico do autor, cheio de metáforas, ora de frutos, ora de enorme carga sexual.
amália rodrigues - meu limão de amargura
discos para o resto da vida [18.3.]
(1970) com que voz, amalia rodrigues
o poema de camões tornou-se rapidamente num cartão de visita da própria amália. porque parece ter sido feito de encomenda para ela e basta ler o original para se perceber a dificuldade de interpretação que apresenta.
amália rodrigues - com que voz
amália rodrigues - com que voz
discos para o resto da vida [18.2.]
(1970) com que voz, amalia rodrigues
este é um dos dois poemas de alexandre o'neill presentes neste disco, um fado samba que deve ter deixado a malta da censura um bocado baralhada. isto apesar de faltar o aparte que encerra o poema:
(Obrigado formiga!
Mas a palha não cabe
onde você sabe...)
amália rodrigues - formiga bossa nova
(Obrigado formiga!
Mas a palha não cabe
onde você sabe...)
amália rodrigues - formiga bossa nova
discos para o resto da vida [18.1.]
(1970) com que voz, amália rodrigues
na reedição de 2010 - uma das raras a sério, com vários temas remasterizados e a recuperação de versões alternativas - vítor pavão dos santos chama-lhe "o disco perfeito".
tem, pelo menos, a "canção perfeita", como se verá mais à frente...
não é propriamente um disco que revolucione seja o que for. simplesmente, aos 50, amália estava no auge da sua capacidade interpretativa e tivera a sorte de encontrar, uns anos antes, alain oulman, esse sim, um autêntico reinventor do fado. são dele todas as músicas do disco.
alguns dos maiores êxitos de amália estão aqui. mas há canções menos conhecidas que ainda hoje espantam pela ousadia e modernidade. por exemplo, esta, a partir de um poema de cecília meireles.
amália rodrigues - naufrágio
tem, pelo menos, a "canção perfeita", como se verá mais à frente...
não é propriamente um disco que revolucione seja o que for. simplesmente, aos 50, amália estava no auge da sua capacidade interpretativa e tivera a sorte de encontrar, uns anos antes, alain oulman, esse sim, um autêntico reinventor do fado. são dele todas as músicas do disco.
alguns dos maiores êxitos de amália estão aqui. mas há canções menos conhecidas que ainda hoje espantam pela ousadia e modernidade. por exemplo, esta, a partir de um poema de cecília meireles.
amália rodrigues - naufrágio
A adesão do BE e do PCP à plena responsabilidade parlamentar - deixarem de ser só bota-abaixo e comprometerem-se com um governo - era um facto maior da política nacional. Mas os jornais sérios preferiam ser cúmplices dos que o sabotavam, à direita. Ou cúmplices, à esquerda, das direções bloquistas e comunistas que passavam para o seu interior a ideia de continuarem duros oposicionistas.
discos para o resto da vida [a suivre]
Lambchop - Nixon
Gal Costa - Gal Costa
Al Green - Call Me
The Rolling Stones - Aftermath
José Afonso - Cantigas do Maio
The Beach Boys - Pet Sounds
Camera Obscura - Let's Get Out of This Country
The Doors - The Doors
Abba - The Visitors
Nick Cave & The Bad Seeds - The Boatman's Call
Jacques Brel - Les Marquises
Simon and Garfunkel - Bookends
Cowboy Junkies - The Trinity Sessions
Elton John - Songs From The West Coast
Carole King - Tapestry
John Cale - Fragments of a Rainy Season
Neil Young - Comes a Time
[as canções]
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