a time out de hoje tem umas boas dicas para curtir a arrábida em grande (ou pequeno...) estilo.
claro que levar para lá um disco da florência e a sua máquina só se for para rivalizar com a fábrica do cimento.
pieces from here and there
fall in place along the line
disappearing between me and you
the flash of a distant camera
reconnecting thoughts and actions
fragments of our missing dreams
life is changing everywhere I go
new things and old both disappear
if life is a photograph
fading in the mirror
all i need is a song of love
song of love to sing for you
all i want is this song of love
to sing for you
fall in place along the line
disappearing between me and you
the flash of a distant camera
reconnecting thoughts and actions
fragments of our missing dreams
life is changing everywhere I go
new things and old both disappear
if life is a photograph
fading in the mirror
all i need is a song of love
song of love to sing for you
all i want is this song of love
to sing for you
#ouvidonapraia
- o problema não é esse, diz ela.
- o problema é que o que tu queres da vida vai mudando, diz ele.
muito interessante, este texto de joão lopes, no dn de ontem.
[food for thought genuíno. o joão lopes é, aliás, das raras (raríssimas, quase único, na verdade) pessoas a pensar e a problematizar o espaço público, especialmente a tv, esse vórtice do espaço público dos nossos dias.]
alguns apontamentos, soltos:
1. tradicionalmente, a esquerda tende a valorizar a cultura ao nível governamental (ministério versus secretaria de estado);
2. essa atitude nem sempre é consequente ao nível do desenvolvimento das políticas. o último verdadeiro ministro da cultura foi manuel maria carrilho (sim, esse, o execrável...), e isso diz tudo;
3. como o joão nota, esta é uma das áreas mais delicadas da governação;
4. é muito ténue a linha que pode separar um bom ministro da cultura de um ideólogo do regime (tipo antónio ferro). carrilho - helás -, especialmente na deriva pós-ministro, é disso um excelente mau exemplo;
5. a forma aparentemente displicente - a ausência, como nota o joão - com que a direita gere a cultura tem rendido. basta deixar funcionar o mercado para que certos valores culturais/comerciais se imponham;
6. a esquerda tende a gerir a cultura com má consciência. porque a cultura é diversidade e liberdade, mas a esquerda tende a ter uma visão totalitária da cultura. uma visão mais instrumental, se quisermos usar um eufemismo;
7. acresce que, hoje (sempre assim foi, mas não se notava tanto), gerir cultura é também gerir dinheiro e isso, no meio cultural, é quase sempre fatal;
8. a cultura - coisa que os agentes culturais não entendem - passa hoje muito pela televisão, enquanto instrumento formador de opinião, sensibilidade, etc;
9. os governos (o estado) têm ainda alguns instrumentos poderosos para gerir o espaço público: a legislação, a propriedade, a regulação;
10. não havendo o alibi da falta de instrumentos, o espaço cultural só ficará fora da alçada da esfera política se os políticos assim o quiserem. isso é, em si mesmo, uma atitude política;
11. outra será uma atitude (mais) interventiva. o problema - e era aqui que queria chegar - é que não se vislumbra no espaço público português muita gente que pense estas coisas com sentido político. uma das excepções é precisamente o joão lopes.
[food for thought genuíno. o joão lopes é, aliás, das raras (raríssimas, quase único, na verdade) pessoas a pensar e a problematizar o espaço público, especialmente a tv, esse vórtice do espaço público dos nossos dias.]
alguns apontamentos, soltos:
1. tradicionalmente, a esquerda tende a valorizar a cultura ao nível governamental (ministério versus secretaria de estado);
2. essa atitude nem sempre é consequente ao nível do desenvolvimento das políticas. o último verdadeiro ministro da cultura foi manuel maria carrilho (sim, esse, o execrável...), e isso diz tudo;
3. como o joão nota, esta é uma das áreas mais delicadas da governação;
4. é muito ténue a linha que pode separar um bom ministro da cultura de um ideólogo do regime (tipo antónio ferro). carrilho - helás -, especialmente na deriva pós-ministro, é disso um excelente mau exemplo;
5. a forma aparentemente displicente - a ausência, como nota o joão - com que a direita gere a cultura tem rendido. basta deixar funcionar o mercado para que certos valores culturais/comerciais se imponham;
6. a esquerda tende a gerir a cultura com má consciência. porque a cultura é diversidade e liberdade, mas a esquerda tende a ter uma visão totalitária da cultura. uma visão mais instrumental, se quisermos usar um eufemismo;
7. acresce que, hoje (sempre assim foi, mas não se notava tanto), gerir cultura é também gerir dinheiro e isso, no meio cultural, é quase sempre fatal;
8. a cultura - coisa que os agentes culturais não entendem - passa hoje muito pela televisão, enquanto instrumento formador de opinião, sensibilidade, etc;
9. os governos (o estado) têm ainda alguns instrumentos poderosos para gerir o espaço público: a legislação, a propriedade, a regulação;
10. não havendo o alibi da falta de instrumentos, o espaço cultural só ficará fora da alçada da esfera política se os políticos assim o quiserem. isso é, em si mesmo, uma atitude política;
11. outra será uma atitude (mais) interventiva. o problema - e era aqui que queria chegar - é que não se vislumbra no espaço público português muita gente que pense estas coisas com sentido político. uma das excepções é precisamente o joão lopes.
joana amaral dias anunciou, numa conferência de imprensa política, que está grávida.
a forma como o anúncio foi feito e as declarações e entrevistas subsequentes prestam-se a conversas um tanto parvas, o que até nem destoa muito do bla-bla político da protagonista.
o expresso decidiu registar o anúncio numa fotolegenda, com o título 'joana embarazada'.
porquê? será que o pai é espanhol? lá está, eu avisei que a coisa poderia dar azo a conversas parvas...
- a netflix anuncia que vem para portugal
- a concorrente hbo alia-se à nos para uma xico espertice
- durante uns dias, 'ajudados' por agências de comunicação, vários jornais anunciam que a hbo vai ter um canal em portugal
- jornalistas mais atentos (mas que este ano não terão prenda de natal) rapidamente percebem que não vai haver, coisa nenhuma, um novo canal da hbo em portugal
- o que vai acontecer é que a hbo vai tomar conta do tv series
- o tv series é o melhor canal de cabo em portugal, chegando a estrear, na mesma semana, algumas das melhores séries americanas
- muito provavelmente, o que vai acontecer agora é que a hbo vai garantir a exclusividade do tv series e torná-lo num canal de reposições
- pelo que o título, desde a primeira hora, deveria ter sido: hbo prepara-se para dar cabo do melhor canal da tv portuguesa
- mas, lá está... e o natal dos jornalistas?
- a concorrente hbo alia-se à nos para uma xico espertice
- durante uns dias, 'ajudados' por agências de comunicação, vários jornais anunciam que a hbo vai ter um canal em portugal
- jornalistas mais atentos (mas que este ano não terão prenda de natal) rapidamente percebem que não vai haver, coisa nenhuma, um novo canal da hbo em portugal
- o que vai acontecer é que a hbo vai tomar conta do tv series
- o tv series é o melhor canal de cabo em portugal, chegando a estrear, na mesma semana, algumas das melhores séries americanas
- muito provavelmente, o que vai acontecer agora é que a hbo vai garantir a exclusividade do tv series e torná-lo num canal de reposições
- pelo que o título, desde a primeira hora, deveria ter sido: hbo prepara-se para dar cabo do melhor canal da tv portuguesa
- mas, lá está... e o natal dos jornalistas?
nesta história da amazon (e poderia ser de tantas outras empresas, incluindo portuguesas) o que me espanta é o espanto.
compramos livros, discos, roupa e comida cada vez mais baratos e imaginamos que os trabalhadores de todos estes circuitos de produção e venda são pessoas bem pagas e felizes.
claramente, há uma altura das nossas vidas em que trocamos a crença no pai natal pela crença numa economia benigna.
compramos livros, discos, roupa e comida cada vez mais baratos e imaginamos que os trabalhadores de todos estes circuitos de produção e venda são pessoas bem pagas e felizes.
claramente, há uma altura das nossas vidas em que trocamos a crença no pai natal pela crença numa economia benigna.
fui ao teu funeral no verão passado
(anúncios pagos nos jornais de hoje)
público: rodapé página 5, uma página pequeno anúncio, meia página 43,
i: rodapé primeira página, um quarto página 17,
dn: um quarto página 15, uma página pequeno anúncio, rodapé última página
jn: terço página 7, página 13, página 23, 3 páginas pequeno anúncio
cm: três selos na primeira página, página 25, 14 páginas de pequeno anúncio, rodapé página 41, 42, 43, 45, 47, 50
económico: rodapé primeira página, rodapé paginas 6-9, página 13
negócios: página 9, meia página 13,
público: rodapé página 5, uma página pequeno anúncio, meia página 43,
i: rodapé primeira página, um quarto página 17,
dn: um quarto página 15, uma página pequeno anúncio, rodapé última página
jn: terço página 7, página 13, página 23, 3 páginas pequeno anúncio
cm: três selos na primeira página, página 25, 14 páginas de pequeno anúncio, rodapé página 41, 42, 43, 45, 47, 50
económico: rodapé primeira página, rodapé paginas 6-9, página 13
negócios: página 9, meia página 13,
Marriages will be destroyed, reputations shredded and hypocrisies revealed. People will lose their jobs. Celebrity magazines and gossip columnists will have a field day. There will be much discussion of modern attitudes to marriage and fidelity. But perhaps the greatest significance of this episode is that it illustrates, more vividly than ever before, the woeful state of internet security.a economist escreve, e bem, que o site Ashley Madison, em que 40 milhões de pessoas supostamente se registaram com a finalidade de terem um caso extra-conjugal, contém informação dos seus utilizadores mais sensível que 'meros' dados financeiros. escrita por uma das bíblias do capitalismo mais ou menos selvagem, esta é uma declaração e peras.
Bruce Springsteen - Brown Eyed Girl
making love in the green grass
behind the stadium
with you, my brown-eyed girl
behind the stadium
with you, my brown-eyed girl
as playlists de verão do Obama no spotify são qualquer coisa!
https://play.spotify.com/user/thewhitehouse
mas o pete souza tem razão:
https://play.spotify.com/user/thewhitehouse
mas o pete souza tem razão:
não há volta a dar: num tempo que a história da humanidade fixará como o da experimentação e da fluidez de comportamentos e relacionamentos, sou um irremediável heterossexual que acredita irremediavelmente nas relações longas. coisas, claro, um tanto fora de moda e quase politicamente incorrectas.
talvez por isso me fascinam tanto este tipo de estudos, mesmo com todas a reticências e dúvidas que o texto enuncia (não confundir com o habitual mambo jambo das listas e outros truques das redes sociais...):
Inside the Brains of Happily Married Couples
[16.08.77]
through your eyes
the world was burning
'please be gentle
i'm still learning'
you seemed to say
as you kept turning up
the world was burning
'please be gentle
i'm still learning'
you seemed to say
as you kept turning up
esta lista já tem uns anos (2011).
é muito boa para alguns putos perceberem que a indie, essa grande novidade, começou lá muito atrás (os byrds, de 1965, parece-me um excelente ponto de partida).
e muito boa para ouvir no spotify.
é muito boa para alguns putos perceberem que a indie, essa grande novidade, começou lá muito atrás (os byrds, de 1965, parece-me um excelente ponto de partida).
e muito boa para ouvir no spotify.
Tinha suspirado, tinha beijado o papel devotadamente! Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas, como um corpo ressequido que se estira num banho tépido; sentia um acréscimo de estima por si mesma, e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo conduzia a um extase, e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações.Eça de Queirós, O Primo Basílio
Jason Isbell - 24 Frames
you thought God was an architect
now you know He's something like a pipe bomb ready to blow
and everything you built it's all for show
goes up in flames
in 24 frames
etc, etc
now you know He's something like a pipe bomb ready to blow
and everything you built it's all for show
goes up in flames
in 24 frames
etc, etc
[hoje, ao almoço, falámos muito a sério disto: portugal faces ‘perfect demographic storm’.
também falámos muito do gaspacho à alentejana com petingas fritas e da carne do alguidar com açorda com hortelã e figos.
concluímos que não temos soluções. mas prometemos voltar.]
também falámos muito do gaspacho à alentejana com petingas fritas e da carne do alguidar com açorda com hortelã e figos.
concluímos que não temos soluções. mas prometemos voltar.]
Bruce Springsteen - Frankie Fell In Love [2014]
Einstein and Shakespeare
Sitting having a beer
Einstein trying to figure out the number that adds up the bliss
Shakespeare said, "Man, it all starts with a kiss"
Einstein is scratching
Numbers on a napkin
Shakespeare said, "Man, it's just one and one make three
that's why it's poetry"
Sitting having a beer
Einstein trying to figure out the number that adds up the bliss
Shakespeare said, "Man, it all starts with a kiss"
Einstein is scratching
Numbers on a napkin
Shakespeare said, "Man, it's just one and one make three
that's why it's poetry"
notável, a criatividade com que a maioria dos jornais portugueses está a enfrentar agosto.
chega? não me parece...
(falo, claro de uma sobrevivência a longo prazo, que para boa parte deles está irremediavelmente comprometida).
há muito para ler e o verão, ao contrário do que vinha a tornar-se hábito, não está a ser encarado como a estação tonta, em que, tontos, só lemos coisas tontas.
gosto especialmente de algo que nem sequer é novidade: a lista dos mais poderosos, no negócios. um interessante exercício de independência, ainda para mais num setor, o da imprensa económica, em que isso é raro.
este ano, tem imensa graça a coluna com pequenos apontamentos sobre os ex-poderosos e os falsos poderosos...
claro que sobre a lista deste ano há outras conclusões mais interessantes a tirar...
mas este ano o que é mesmo catita é o folhetim do dn. muito bom, mesmo.
chega? não me parece...
(falo, claro de uma sobrevivência a longo prazo, que para boa parte deles está irremediavelmente comprometida).
há muito para ler e o verão, ao contrário do que vinha a tornar-se hábito, não está a ser encarado como a estação tonta, em que, tontos, só lemos coisas tontas.
gosto especialmente de algo que nem sequer é novidade: a lista dos mais poderosos, no negócios. um interessante exercício de independência, ainda para mais num setor, o da imprensa económica, em que isso é raro.
este ano, tem imensa graça a coluna com pequenos apontamentos sobre os ex-poderosos e os falsos poderosos...
claro que sobre a lista deste ano há outras conclusões mais interessantes a tirar...
mas este ano o que é mesmo catita é o folhetim do dn. muito bom, mesmo.
em 2013 escrevi isto:
gostava de escrever um romance que começasse na fracção de segundos que dura o som das baquetas nos aros da bateria no início de 'like a rolling stone'. ou então um compêndio de música. ou uma história da arte. ou até do mundo.não foi exactamente isso que fiz esta semana na máquina de escrever. mas está prometido.
recordo-me perfeitamente.
as novidades chegavam-nos, todas as semanas, através da rolling stone, que líamos avidamente no barbeiro da avenida.
os discos, esses, comprávamos na fnac do centro comercial. rodelas de vinil lindas, a pouco mais de sete euros a unidade, eram bem outros, esses tempos.
eu tinha começado a década em 62, assistindo às notícias da morte de marilyn através da cnn, que nessa altura não estava no cabo e só se apanhava por satélite.
vínhamos da escola e, nos intervalos da leitura do memorial do convento, ouvíamos estes discos horas sem fim.
sim, lembro-me bem desse épico ano de 1965. especialmente do verão.
na máquina de escrever estamos a recordar os 10 discos que mudaram a história em 1965. eu vou escrever sobre o primeiro do springsteen.
as novidades chegavam-nos, todas as semanas, através da rolling stone, que líamos avidamente no barbeiro da avenida.
os discos, esses, comprávamos na fnac do centro comercial. rodelas de vinil lindas, a pouco mais de sete euros a unidade, eram bem outros, esses tempos.
eu tinha começado a década em 62, assistindo às notícias da morte de marilyn através da cnn, que nessa altura não estava no cabo e só se apanhava por satélite.
vínhamos da escola e, nos intervalos da leitura do memorial do convento, ouvíamos estes discos horas sem fim.
sim, lembro-me bem desse épico ano de 1965. especialmente do verão.
na máquina de escrever estamos a recordar os 10 discos que mudaram a história em 1965. eu vou escrever sobre o primeiro do springsteen.
What happened next is obscured by a maelstrom of conflicting impressions: The New York Times reported that Dylan "was roundly booed by folk-song purists, who considered this innovation the worst sort of heresy." In some stories Pete Seeger, the gentle giant of the folk scene, tried to cut the sound cables with an axe. Some people were dancing, some were crying, many were dismayed and angry, many were cheering, many were overwhelmed by the ferocious shock of the music or astounded by the negative reactions.
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