Ian McCulloch - Nothing Lasts Forever [1997-2008]
I want it now, I want it now
Not the promises of what tomorrow brings
I need to live in dreams today
I'm tired of the song that sorrow sings
And I want more than I can get
Just trying to trying to trying to forget
I'd walk to you through rings of fire
And never let you know the way I feel
Under skin is where I hide
Love that always gets me on my knees
I want it now, I want it now
Don't tell me that my ship is coming in
Nothing comes to those who wait
Time's running out the door you're running in
Nothing ever lasts forever
All the shadows and the pain are coming to you
Not the promises of what tomorrow brings
I need to live in dreams today
I'm tired of the song that sorrow sings
And I want more than I can get
Just trying to trying to trying to forget
I'd walk to you through rings of fire
And never let you know the way I feel
Under skin is where I hide
Love that always gets me on my knees
I want it now, I want it now
Don't tell me that my ship is coming in
Nothing comes to those who wait
Time's running out the door you're running in
Nothing ever lasts forever
All the shadows and the pain are coming to you
Colors of the Wind [Pocahontas - 1995]
You think the only people who are people
Are the people who look and think like you
But if you walk the footsteps of a stranger
You'll learn things you never knew you never knew
Can you sing with all the voices of the mountains?
Can you paint with all the colors of the wind?
Are the people who look and think like you
But if you walk the footsteps of a stranger
You'll learn things you never knew you never knew
Can you sing with all the voices of the mountains?
Can you paint with all the colors of the wind?
pus-me a ler uma história, numa publicação que nos últimos anos tem investido bastante no conceito e no design.
coisa relativamente secundária, escrita por uma jornalista sénior (ou não estagiária), 5 mil caracteres, banal. apenas mais uma notícia, ao acaso.
perturbou-me a falta de qualidade geral da coisa. português pouco elegante, um ou outro erro factual, sem muita importância (já nos habituámos, não é?).
o que mais me tocou foi o despropósito geral da coisa. havia uns gráficos pouco interessantes e muitos dados numéricos no texto que teriam originado gráficos interessantes. mas, acima de tudo, havia um texto sem qualquer estrutura, um parágrafo com uma ideia, outro mais à frente com a ideia oposta, sub-temas cujo desenvolvimento serpenteava pelo texto, enfim, uma enorme confusão. fiquei com a ideia de que quem escreveu não pensou um minuto antes de o fazer, não organizou ideias, que se limitou a cortar e colar ideias dispersas, e que quem editou não editou de facto...
é um dos aspectos mais constantes dos media portugueses (talvez não só): inova-se no conceito (obrigatoriamente, no design), esperando que o conceito opere milagres, que arraste o resto.
fico com a ideia de que não acreditam na força transformadora do trabalho. são uns preguiçosos, quero eu dizer.
coisa relativamente secundária, escrita por uma jornalista sénior (ou não estagiária), 5 mil caracteres, banal. apenas mais uma notícia, ao acaso.
perturbou-me a falta de qualidade geral da coisa. português pouco elegante, um ou outro erro factual, sem muita importância (já nos habituámos, não é?).
o que mais me tocou foi o despropósito geral da coisa. havia uns gráficos pouco interessantes e muitos dados numéricos no texto que teriam originado gráficos interessantes. mas, acima de tudo, havia um texto sem qualquer estrutura, um parágrafo com uma ideia, outro mais à frente com a ideia oposta, sub-temas cujo desenvolvimento serpenteava pelo texto, enfim, uma enorme confusão. fiquei com a ideia de que quem escreveu não pensou um minuto antes de o fazer, não organizou ideias, que se limitou a cortar e colar ideias dispersas, e que quem editou não editou de facto...
é um dos aspectos mais constantes dos media portugueses (talvez não só): inova-se no conceito (obrigatoriamente, no design), esperando que o conceito opere milagres, que arraste o resto.
fico com a ideia de que não acreditam na força transformadora do trabalho. são uns preguiçosos, quero eu dizer.
é uma autobiografia. um romance de amor. um documento essencial sobre nova iorque e a música.
a tradução portuguesa é boa, mas prefiro a versão americana. na máquina.
Taken By Trees - Lost and Found [2007]
i took myself out walking
by the evening i was running
i hadn't done this for a long while
my friend said cheer up, it was high time
but can't you see i'm lovesick?
i need a cure, so bring it real quick
this time i'm fearing heartbreak
look at the time, it's almost daybreak
by the evening i was running
i hadn't done this for a long while
my friend said cheer up, it was high time
but can't you see i'm lovesick?
i need a cure, so bring it real quick
this time i'm fearing heartbreak
look at the time, it's almost daybreak
ver nos gregos
se fosse grego, muito provavelmente hoje não votaria no syriza. na sua genética, retórica e programa, é mais aquilo que me afasta do que o que poderia subscrever.
no entanto, ao ponto a que chegámos, parece-me natural, e até desejável, que haja uma crescente maioria que se proponha atacar 'o problema' por outras vias.
por isso, o que acontecer, hoje e nos próximos meses na grécia, interessa-nos a todos.
a mim interessa-me especialmente como vai incorporar a área política portuguesa (e europeia) com que me identifico os ensinamentos gregos.
no entanto, ao ponto a que chegámos, parece-me natural, e até desejável, que haja uma crescente maioria que se proponha atacar 'o problema' por outras vias.
por isso, o que acontecer, hoje e nos próximos meses na grécia, interessa-nos a todos.
a mim interessa-me especialmente como vai incorporar a área política portuguesa (e europeia) com que me identifico os ensinamentos gregos.
Madeleine Peyroux - Guilty [2013, Randy Newman 1974]
got some whisky from the barman
got some cocaine from a friend
i just had to keep on movin'
'til i was back in your arms again
got some cocaine from a friend
i just had to keep on movin'
'til i was back in your arms again
[you don't know me]
no final de uma consulta de nutrição:
- e não se esqueça, uma canção alegre todas as manhãs.
so many squandered moments
so much wasted time
so busy chasing dreams
i left myself behind
i've seen it all and it's all done
i've been with everyone and no one
- e não se esqueça, uma canção alegre todas as manhãs.
so many squandered moments
so much wasted time
so busy chasing dreams
i left myself behind
i've seen it all and it's all done
i've been with everyone and no one
Camera Obscura - Every Weekday [2013]
/ we got a little butter, we took a little bread
it's there for the taking, come put us to the test /
it's there for the taking, come put us to the test /
Kanye West - Homecoming [2008]
Do you think about me now and then?
Do you think about me now and then?
'Cause I'm comin' home again
Do you think about me now and then?
'Cause I'm comin' home again
vamos, então, escrever no quadro negro quantas vezes forem necessárias
o Papa é o Papa, o Papa é o Papa, o Papa é o Papa, o Papa é o Papa, o Papa é o Papa, o Papa é o Papa, o Papa é o Papa, o Papa é o Papa, o Papa é o Papa, o Papa é o Papa, o Papa é o Papa, o Papa é o Papa, o Papa é o Papa, o Papa é o Papa... é o Papa, é o Papa, é o Papa, é o Papa, é o Papa, é o Papa, é o Papa, é o Papa, é o Papa, é o Papa, é o Papa, é o Papa, é o Papa, é o Papa, é o Papa, é o Papa, é o Papa, é o Papa, é o Papa, é o Papa, é o Papa, é o Papa, é o Papa, é o Papa.
basta estar atento às notícias: a crise (mundial, nacional) dos últimos anos foi causada "pelos de cima". pelos que têm (muito) dinheiro, pelos que o gerem, pelos estados (ou supra-estados, como a ue) que - deliberadamente ou incompetentemente - deixaram que tudo acontecesse.
essa crise - dizem algum, com enormes doses de wishfull thinking - está quase a resolver-se. e como vamos sair dela?
the share of the world’s wealth owned by the best-off 1% has increased from 44% in 2009 to 48% in 2014, while the least well-off 80% currently own just 5.5%.on current trends, the richest 1% would own more than 50% of the world’s wealth by 2016.ou seja, sairemos da crise com um mundo ainda mais desequilibrado a favor daqueles que a causaram.
estas estatísticas parecem sempre "longe de mais", parecem dizer respeito a uma realidade muito longínqua, ao confronto entre os muito pobres (áfrica, ásia) e os muito ricos (eua, europa). mas não é assim: estes números reflectem movimentos globais, mas igualmente a realidade dos países e das pessoas concretas. e, como se imagina, a realidade nem sequer é linear e afecta mais uns que outros...
é no quadro desta realidade que vale a pena discutir política. sim, essa, a que nos governa ou quer governar.
Homeless Lights
No último Natal, a Ogilvy do Japão ofereceu à ADOT este anúncio de alerta para a situação dos sem-abrigo no Reino Unido. O director criativo, da Ogilvy Japão e deste anúncio, é o escritor português Ricardo Adolfo.
[A banda sonora é uma versão de "Creep", dos Radiohead. Integral aqui.]
No número 4 da revista XXI Ter Opinião, que vai para as bancas esta semana, Ricardo Adolfo escreve um texto muito bom sobre a vida quotidiana em Tóquio. Com ilustrações de André Carrilho.
disto tudo. poderia ser um blogue de poesia, mas não é. é um dos melhores sítios para seguir o caso bes.
máquina de escrever
Escrevo especialmente sobre assuntos. Na secção de Media e com Acordo Ortográfico. Pequenos apontamentos, convites para pensar, normalmente a partir de revistas e sites de que gosto. Food for thought.
E depois escrevo sobre outras coisas de que gosto ainda mais. Por exemplo, sobre as canções de Sinatra que Dylan vai cantar.
A ideia, antiga, foi do Nuno Galopim. Estamos online a partir de hoje. Para nosso e vosso prazer.
Iron & Wine - The Desert Babbler [2013]
So quietly we lost another year
The desert put a babbler in your ear
He will find a way to not miss you again
Barstow boys all spit into the wind
Back home the hammer always has to fall
Cross is barely hanging on the wall
Some day I know you'll never leave me
But we're far from the hard light tonight
The desert put a babbler in your ear
He will find a way to not miss you again
Barstow boys all spit into the wind
Back home the hammer always has to fall
Cross is barely hanging on the wall
Some day I know you'll never leave me
But we're far from the hard light tonight
Léo Ferré - Ni Dieu Ni Maître [1960]
Cette parole d' Evangile
Qui fait plier les imbéciles
Et qui met dans l'horreur civile
De la noblesse et puis du style
Ce cri qui n'a pas la rosette
Cette parole de prophète
Je la revendique et vous souhaite
Ni Dieu ni Maître
Qui fait plier les imbéciles
Et qui met dans l'horreur civile
De la noblesse et puis du style
Ce cri qui n'a pas la rosette
Cette parole de prophète
Je la revendique et vous souhaite
Ni Dieu ni Maître
um dos temas mais debatidos nos fóruns de jornalistas por estes dias é o facto de a (quase) totalidade dos jornais de diversos países (eua, uk, espanha, pt...) não terem publicado cartoons do charlie hebdo na primeira página. o nyt, por exemplo, assume que não os publicou por os considerar ofensivos.
este ponto é muito interessante.
eu tb não publicaria cartoons do charlie na primeira página. aliás, não gosto do jornal. considero que o humor que utiliza é frequentemente de mau gosto. e que, por exemplo, mistura vida privada e vida pública para criticar políticos. e que nem sempre a abordagem que faz dos temas religiosos distingue claramente as legítimas (e inatacáveis) opções e convicções de cada um de uma 'utilização fraudulenta' da religião para fins violentos. [by the way]
considero que esses são temas discutíveis, i.e., passíveis de discussão.
o que não tem discussão é o direito do jornal a fazer o que entender, a publicar. se há alguma coisa a dirimir, que seja dirimido no quadro do estado de direito em que o jornal existe.
há um aspecto muito difícil de explicar a 'leigos': a ideia de que a liberdade de expressão é a mais ampla das liberdades, e que só assim ela faz sentido (excepção óbvia para o direito à vida).
este ponto é muito interessante.
eu tb não publicaria cartoons do charlie na primeira página. aliás, não gosto do jornal. considero que o humor que utiliza é frequentemente de mau gosto. e que, por exemplo, mistura vida privada e vida pública para criticar políticos. e que nem sempre a abordagem que faz dos temas religiosos distingue claramente as legítimas (e inatacáveis) opções e convicções de cada um de uma 'utilização fraudulenta' da religião para fins violentos. [by the way]
considero que esses são temas discutíveis, i.e., passíveis de discussão.
o que não tem discussão é o direito do jornal a fazer o que entender, a publicar. se há alguma coisa a dirimir, que seja dirimido no quadro do estado de direito em que o jornal existe.
há um aspecto muito difícil de explicar a 'leigos': a ideia de que a liberdade de expressão é a mais ampla das liberdades, e que só assim ela faz sentido (excepção óbvia para o direito à vida).
liberdade, coisa frágil
o gustavo santos (!?) escreveu umas palermices sobre o atentado de paris
(parece, aliás, que o gustavo ganha a vida a escrever e a dizer palermices).
por causa do que escreveu, há uma quase unanimidade nas redes sociais a dizer que se cale.
para que conste: se for preciso, vou a uma manifestação para defender a liberdade do gustavo de continuar a dizer palermices.
(parece, aliás, que o gustavo ganha a vida a escrever e a dizer palermices).
por causa do que escreveu, há uma quase unanimidade nas redes sociais a dizer que se cale.
para que conste: se for preciso, vou a uma manifestação para defender a liberdade do gustavo de continuar a dizer palermices.
Poucas manifestações artísticas se assemelham tanto a uma cerimónia religiosa como os concertos de Leonard Cohen, etc. etc.
xurdir
nunca, mas mesmo nunca, tinha ouvido, lido ou pronunciado aquela que "os portugueses" (fabulosa expressão...) consideram a segunda palavra mais popular de 2014.
são os efeitos secundários da imigração, certamente.
são os efeitos secundários da imigração, certamente.
alta velocidade
27 anos após o início do projecto, 15 anos após a criação da entidade gestora do projecto e 3 anos após o abandono do projecto, o tribunal de contas publica um relatório sobre o projecto de alta velocidade ferroviária.
o parágrafo anterior contém em si a melhor avaliação que poderia ser feita do relatório de avaliação.
*
porém, vale a pena comentar os dois pontos mais papagueados pelos media:
- os 120 milhões de euros gastos em estudos - equivalem, grosso modo, a qualquer processo de avaliação e/ou privatização de uma empresa. são, portanto, marginais;
- os 11,6 mil milhões que iria custar - este seria o custo de um projecto maximalista (há muito abandonado); parte muito substancial do investimento seria financiada, a fundo perdido, pela ue.
quanto ao resto, diz ainda o tc que o investimento não teria retorno. uma opinião, tão válida como outra qualquer, incluindo a oposta.
o parágrafo anterior contém em si a melhor avaliação que poderia ser feita do relatório de avaliação.
*
porém, vale a pena comentar os dois pontos mais papagueados pelos media:
- os 120 milhões de euros gastos em estudos - equivalem, grosso modo, a qualquer processo de avaliação e/ou privatização de uma empresa. são, portanto, marginais;
- os 11,6 mil milhões que iria custar - este seria o custo de um projecto maximalista (há muito abandonado); parte muito substancial do investimento seria financiada, a fundo perdido, pela ue.
quanto ao resto, diz ainda o tc que o investimento não teria retorno. uma opinião, tão válida como outra qualquer, incluindo a oposta.
meninas prendadas
a Sandra escreve histórias a pedido
http://shortstories.pt/#_stories
a Joana é uma drama queen da moda
http://joanaemidiomarques.wordpress.com/
(a suivre)
http://shortstories.pt/#_stories
a Joana é uma drama queen da moda
http://joanaemidiomarques.wordpress.com/
(a suivre)
Sharon Van Etten - All I Can [2011]
we all make mistakes
we all try to free
the size of the past
we don't wanna last
we all try to free
the size of the past
we don't wanna last
Ruy Castro: "como os mães"
Esse novo livro será publicado em Portugal?
Qual é a explicação?
Portugal não publicou nem a Bossa Nova, nem livros do Nelson Rodrigues. Bossa Nova já saiu no Japão, Alemanha, Itália e em Portugal não. O do Garrincha já saiu na Inglaterra, Alemanha, Itália, Polónia e não saiu em Portugal. O livro sobre o Flamengo já saiu até no Japão e em Portugal não.
Qual é a explicação?
Não sei. Talvez o facto de ser a mesma língua, mas aqui editamos todos os portugueses. Se for português tem edição garantida no Brasil. Até os que não são bons, como os mães. Eu não saio na imprensa portuguesa. Em Portugal, publicaram a Carmen, com edição horrível, na editora Palavra. O livro foi traduzido para português de Portugal. Em Portugal, só saiu o Carnaval no Fogo e o romance Era no Tempo do Rei.[Público, 1.Jun.14]
excêntrico, mesmo sem euromilhões
Um dia escrevi que, caso tivesse 100 milhões de euros para distribuir, entregá-los-ia a Belmiro de Azevedo – que com eles poderia fazer num ano outros 100 milhões (passe o exagero). Se, inversamente, entregasse 1 milhão de euros a 100 pobres, ao fim do mesmo tempo o dinheiro teria desaparecido e eles estariam tão pobres como antes e muito mais infelizes.O que não falta, aliás, são exemplos de empresários que, nos últimos anos, têm feito bom uso do dinheiro que lhes puseram nas mãos...
Kanye West - Amazing [2009]
no matter what, you'll never take that from me
my reign is as far as your eyes can see
it's amazin', so amazin', so amazin', so amazin'
when somebody says "you ain't, you ain't", you gotta say "i am".
my reign is as far as your eyes can see
it's amazin', so amazin', so amazin', so amazin'
when somebody says "you ain't, you ain't", you gotta say "i am".
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